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Como Plantar Cebola

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Como Plantar Cebola
A cebola (Allium cepa L. ) é uma das plantas cultivadas de mais ampla difusão no mundo, sendo a segunda hortaliça em importância econômica, com valor da produção estimado em cerca de US$ 6 bilhões anuais.
A produção mundial apresentou aumento de cerca de 25% na última década, o que coloca a cebola como uma das três hortaliças mais importantes ao lado do tomate e da batata.

Somado a isto, o valor social da cultura de cebola é inestimável, sendo consumida por quase todos os povos do planeta, independente da origem étnica e cultural, constituindo-se em um importante elemento de ocupação de mão-de-obra familiar.

Depois de aprender como plantar alface, vamos ver agora como plantar cebola.

Como Plantar Cebola


A cebola é uma planta extremamente versátil em termos alimentares e culinários, sendo utilizada para consumo in natura na forma de saladas, de temperos ou processada. A cebola é uma das espécies de hortaliças mais antigas, sendo mencionada na Bíblia e no Corão islâmico.

O registro mais antigo sobre o cultivo da cebola data de cerca de 3.200 anos A.C., sendo a região da antiga Pérsia (atual Irã) um dos primeiros centros de domesticação.

Devido as suas características de boa conservação pós-colheita (permitindo transporte dos bulbos a longas distâncias), a cebola foi historicamente uma das hortaliças com maior trânsito global, estando envolvida em transações comerciais entre países de todos os continentes.

A cebola figura entre as primeiras plantas cultivadas introduzidas na América a partir da Europa, levada inicialmente por Cristóvão Colombo para o Caribe.

Como Plantar Cebola: Preparo do Solo e Calagem


A cebola desenvolve-se melhor em solos profundos, ricos em matéria orgânica, com boa retenção de umidade, bem drenados e “leves”. Em geral, os solos de textura média, quando bem drenados, são os mais indicados por possuírem boas condições físicas e maior eficiência produtiva.

Entretanto, é possível cultivar cebola em solos argilosos, como por exemplo os Latossolos Vermelhos provenientes de rochas basálticas, comuns no estado de São Paulo e no Sul do Brasil, desde que apresentem as características descritas acima.

Solos muito arenosos apresentam o inconveniente da baixa retenção de umidade e possibilidade de lixiviação de adubos, que podem contaminar águas subterrâneas causando problemas ambientais.
Solos muito argilosos e “pesados” prejudicam o desenvolvimento dos bulbos e podem causar deformações e baixa qualidade comercial.

Para o preparo do solo neste sistema, geralmente são feitas uma a duas arações e duas gradagens. Quando o semeio é realizado diretamente no campo, o solo deve estar obrigatoriamente bem destorroado e aplainado, de modo a obter-se uniformidade na distribuição das pequenas e irregulares sementes de cebola.
No caso de transplante de mudas, o destorroamento não precisa ser tão intenso, de forma que, dependendo das características do solo, muitas vezes são suficientes apenas uma aração visando atingir a profundidade de pelo menos 20 cm seguida por uma gradagem.

Para o plantio de bulbinhos ou soqueira seguem-se as mesmas recomendações de preparo do solo para o sistema de mudas.

Ainda sobre o plantio de mudas, imediatamente após a gradagem faz-se o levantamento dos canteiros. Entretanto, em solos bem drenados, sem problemas de compactação, pode-se prescindir desta operação fazendo o transplante das mudas no nível do solo.

A cebola é relativamente sensível à acidez dos solos, desenvolvendo-se melhor em condições de pH (em água) de 6,0 a 6,5 e de, no máximo, 5% de saturação por Al3+.

Dessa forma, a calagem é fundamental para o cultivo da cebola nos solos brasileiros, em sua maioria ácidos e com teores elevados de alumínio trocável. A calagem deve ser calculada com base na análise de solo.

Como Plantar Cebola: Adubação


A recomendação de adubação para a cebola deve ser feita com base nos resultados da análise de solo. Geralmente, utiliza-se a mesma recomendação de adubação para os quatro métodos de cultivo: semeadura direta, por mudas, por bulbinhos e por bulbos de soqueira.

Para as regiões cebolicultoras do Brasil existem recomendações de adubação adequadas e calibradas às suas condições de solo e clima e que, portanto, apresentam algumas variações. Sendo assim, é aconselhável adotar as recomendações para o seu estado ou para aquele com condições edafoclimáticas mais próximas.

Como Plantar Cebola: Plantio


Considera-se como época ideal para o plantio, os meses de março a junho. Com o plantio neste período, a cultura se desenvolve durante época de temperaturas mais amenas, especialmente as noturnas, e menos chuvosas, favorecendo o desenvolvimento das plantas e facilitando o controle de doenças.

Entretanto, em algumas regiões da Bahia e de Pernambuco, o plantio pode ser realizado durante o ano todo.
Nas regiões com latitudes maiores, como nos estados do Sul do Brasil, os meses de junho/julho são os melhores para a semeadura da cebola, principalmente em termos de bulbificação. Plantando-se nesta época, o crescimento ocorre sob condições adequadas de pluviosidade, de temperatura em elevação e fotoperíodo crescente.

Nas regiões Centro Oeste, Sudeste e Nordeste, os melhores meses para a semeadura são março/abril, exceto no sistema de bulbinhos, utilizado principalmente em São Paulo, no qual a semeadura para obtenção dos mesmos ocorre de junho a julho, com o plantio dos bulbinhos ocorrendo de janeiro a fevereiro do ano seguinte.

Como de abril a setembro, as médias pluviométricas são muito baixas nestas regiões, faz-se necessário o uso de irrigação.

Com a disponibilização de novas cultivares, o plantio de verão tornou-se uma opção de época de cultivo na maioria das regiões tradicionais de cultivo, com o objetivo de complementar ou substituir o sistema de cultivo por bulbinhos, eliminando a necessidade de se realizar dois cultivos e o armazenamento de bulbinhos para se obter produção comercial em maio/junho.

A semeadura é realizada de novembro e dezembro nas regiões Sudeste e Centro Oeste e a colheita se dá na mesma época em que se colhe a cebola do sistema de bulbinhos, em maio-junho. Na região Nordeste, a semeadura das cultivares de verão ocorre de julho a novembro, tornando-se possível dois cultivos no mesmo ano agrícola.

Como Plantar Cebola: Colheita

 

Características e critérios de qualidade
Cebolas de alta qualidade devem possuir bulbos firmes e catáfilos compactos. O tamanho, cor e formato do bulbo são variáveis e dependentes de fatores genéticos, climáticos e edáficos, dentre outros.

Os bulbos devem ser livres de danos mecânicos, danos causados por insetos ou doenças, desordens fisiológicas como aspecto aguado, esverdeamento dos catáfilos externos, brotamento, “pescoço de garrafa” (cebolas com engrossamento anormal do pescoço e bulbos pouco desenvolvidos), dentre outros.

Maturidade hortícola
A maturidade hortícola da planta de cebola é determinada pelo amolecimento da região inferior do pseudocaule, também conhecido como “pescoço”, e pelo tombamento da parte aérea da planta sobre o solo, evento conhecido como “estalo”.

Recomenda-se que a colheita da cebola seja feita quando 40 a 70% das folhas estejam amarelecidas ou secas, o que é normalmente acompanhado por uma percentagem maior de folhas que sofrem tombamento.
Para bulbos destinados ao armazenamento prolongado recomenda-se que a colheita seja feita quando 50 a 80% das plantas já tiverem estaladas e os bulbos estiverem maduros e com o pescoço fino.

As produtividades são maiores quando as plantas são colhidas com as folhas totalmente secas. Todavia, a vida de prateleira das cebolas tende a ser menor.

A colheita feita precocemente pode resultar em redução significativa do tamanho dos bulbos bem como maior perda de matéria fresca e antecipação do brotamento no período de armazenamento.

A principal fonte para este artigo foi o site do Embrapa.

Como Plantar Jabuticaba

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Como Plantar Jabuticaba
A jabuticabeira (Plinia sp.) pertence à família Myrtaceae e é nativa do Centro/Sul/Sudeste do Brasil, com centro secundário de dispersão no Paraguai e Argentina. São conhecidas nove espécies, uma considerada extinta, cinco encontradas apenas em alguns sítios de pesquisa e apenas três têm dispersão natural e em cultivos no Brasil.

Essas últimas são: Plinia trunciflora (Berg) Mattos (jabuticaba-de-cabinho); Plinia cauliflora (DC.) Berg (jabuticaba-paulista, ponhema ou assu); e Plinia jaboticaba (Vell.) Berg (jabuticaba-sabará), sendo esta a mais cultivada e conhecida no Brasil, principalmente nos Estados de Minas Gerais e São Paulo, que possuem alguns pomares comerciais.

As jabuticabeiras ocorrem predominantemente no Bioma Mata Atlântica. A fragmentação desse Bioma pela ação antrópica tem ocasionado redução da diversidade genética dessas espécies. Além disso, a falta de conhecimento sobre seu potencial e o consequente baixo aproveitamento comercial têm contribuído para sua erosão genética. Bancos de germoplasma de jabuticabeiras restringem-se a pequenas coleções de plantas em alguns órgãos de pesquisa.

Portanto, a conservação in situ e ex situ e a caracterização dos recursos genéticos dessas espécies são pontos fundamentais nas estratégias de minorar os danos já causados e aumentar a exploração dessa fruteira em cultivos comerciais.

A jabuticaba apresenta grande potencial de comercialização, pois é muito apreciada tanto para consumo in natura como para a fabricação de geleia, bebidas fermentadas, vinagre e licores. Além disso, os frutos podem ser aproveitados pela indústria farmacêutica e alimentícia, devido a seu alto teor de substâncias antioxidantes.

O uso das jabuticabeiras como planta ornamental também é indicado, pela exuberância de sua arquitetura e beleza da florada e frutificação.

Depois de termos visto como plantar mamão, vamos mostrar agora como plantar jabuticaba.

Como Plantar Jabuticaba: Plantio e Formação do Pomar


A jabuticabeira é muito sensível ao transplantio, devendo as mudas ser arrancadas com torrão intacto. Dias nublados são mais indicados para o transplantio. O local do plantio deve ser preparado com aração e gradagens.

Para o preparo da cova o tamanho de 60x60x60 cm é satisfatório, incorporando-se 15 kg de esterco curtido e 200 g de superfosfato por cova. Faz-se o plantio 10 cm acima do nível do solo, e reúne-se a terra superficial, formando uma bacia que atinge o nível do torrão. Regras logo após são necessárias e imprescindíveis até o pegamento.

Podem-se fazer culturas consorciadas nos primeiros anos, de preferência com leguminosas de pequeno porte, como feijão, amendoim e soja, deixando-se espaço livre ao lado das jabuticabeiras.

O espaçamento adequado para a Sabará seria entre 6 a 7 m na linha e 8 a 10 m na entrelinha, admitindo-se o plantio em quadrado ou em retângulo, mais usuais.

Como Plantar Jabuticaba: Propagação


A jabuticabeira pode ser propagada por sementes, mergulhia, estaquia e enxertia.

A garfagem no topo em jabuticabeira, pode resultar em bom pegamento, entretanto, a demora no seu crescimento, leva ao início de produção no pomar só após o 3º ano de plantio. Estas mudas são de custo alto e a sua produção deve ser bem cuidada, principalmente quanto às regas, pois pode ocorrer alta mortalidade em caso de falta de água.

A propagação vegetativa foi estudada, através de vários métodos, tais como: fenda, alporquia e estaquia. Fenda cheia foi superior à fenda parcial e lateral e também à borbulhia, que foi a pior.

A fenda cheia deu de 60 a 90% de pegamento, dependendo da época. A estaquia não deu resultados, mesmo utilizando reguladores vegetais, como auxinas e também anelamento. A estaquia de ramos maduros deu de 10 a 15% de enraizamento, após 10-12 meses em substrato de areia, sob nebulização.

Trabalhando com estacas terminais com folhas, o pegamento foi de mais de 60%, entre junho e setembro, em câmara de polietileno, com 50-50% de turfa – areia. O enraizamento iniciou-se após 4-5 meses, mas cada estaca tinha somente 2 raízes, ambas emergindo na base da estaca.

O melhor tamanho de estaca foi de 10-12 cm, terminais e com folhas recém amadurecidas. Para cada estaca eram deixados 3 a 4 pares de folhas, no ápice.

O melhor preparo da estaca foi com corte logo abaixo de uma gema fazendo após, 4 cortes de 2 cm na estaca e tratando a gema de enraizamento com 1.000 ppm de IBA. O efeito da época foi muito forte, pois de junho a setembro foi muito melhor que outubro.

Como Plantar Jabuticaba: Clima e Solo


A jabuticabeira, apesar de subtropical por sua origem, se adapta também ao clima tropical e tolera geadas de curta duração .

No Brasil esta frutífera se distribui do norte do estado do Rio Grande do Sul até a região central. Planta subtropical, necessita de temperaturas baixas durante o inverno para florescer; no clima quente do norte e nordeste brasileiros, ocorrem temperaturas altas no verão e no inverno e a jabuticabeira não frutifica economicamente.

Poucas são as informações sobre solos e requerimentos nutricionais da jabuticabeira. A jabuticabeira vegeta bem em solos muito diversos, preferindo os sílico – argilosos e argilo – silicosos, profundos, férteis e bem drenados. Desenvolve-se bem em solos ricos, com bom suprimento de água durante o ano todo.

Como Plantar Jabuticaba: Tratos Culturais

 

Podas:
As podas nas árvores em formação são necessárias. A prática indica que as mudas devem ser formadas de modo a terem troncos de 40 a 60 cm de altura do solo, para engalharem simetricamente em copa aberta. As podas de frutificação devem ser feitas para que se tenha 4 a 6 ramos primários e, a partir de 1,20 a 1,50 m deverá resultar em dois novos ramos para, de 0,6 a 1,0 m acima duplicar-se novamente, e assim por diante.

É necessário que os ramos fiquem afastados cerca de 20 a 30 cm uns dos outros, para uma boa produção. Podas de limpeza em plantas adultas são preconizadas, periodicamente, com a finalidade de arejar o centro da copa, que no geral tendem ao fechamento.

Podas drásticas em plantas adultas, usualmente não são recomendadas, principalmente as de topo, ou laterais, pois a regeneração dos ramos é lenta.

Irrigação:
A irrigação é prática comum para a jabuticabeira, por acreditar-se que sua resposta pode ser melhorada, em termos de emissão de várias floradas e melhor pegamento e desenvolvimento do fruto.

Entretanto, que o encharcamento do solo, concordando outros autores, é prejudicial, pois pode matar as raízes da planta.

Cultivo e Adubação:
O recomendado é manter o pomar no limpo, por meio de roçadas nas entrelinhas e capina ou uso de herbicidas nas linhas.

A adubação de produção das jabuticabeiras deve conter de 30 a 50 Kg de esterco curtido, e 250 g de uma mistura com 50 partes de sulfato de amônio, 50 partes de superfosfato e 20 partes de cloreto de potássio, incorporando na área da coroa, todo ano, por ocasião das chuvas. É conveniente se parcelar as adubações.

Como Plantar Jabuticaba: Mercado


Apesar de ainda ser considerada uma fruta de pomares domésticos, a jabuticaba vem sendo comercializada. Na Ceagesp são comercializadas caixas de 24 kg, de 2 kg e de 8 kg, estas mais adequadas. Em outros mercados também a jabuticaba é comercializada, bem como nas cidades do interior de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, principalmente.

Há uma concentração de oferta da jabuticaba nos meses de agosto a outubro, com 98% do total comercializado no ano.

Fonte: Toda Fruta

Como Plantar Violetas

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Como Plantar Violetas
A violeta é proveniente das montanhas de Tânger (na África do Norte), onde alcança um tamanho entre 15 e 20 cm. São inúmeras as variedades encontradas atualmente e novas continuam sendo pesquisadas e desenvolvidas.

É uma planta de clima quente com ciclo de produção de aproximadamente 32 semanas (20 semanas para formação da muda e mais 12 semanas para florescer).

Não tolera raios solares diretos. O índice de luz varia de acordo com a variedade, mas em geral com cerca de 10.000 a 15.000 lux consegue-se bons resultados.

Para as variedades que produzem folhas grandes, de cor verde intenso e hastes compridas, há necessidade de mais luz para o bom desenvolvimento, sendo que para as variedades de folhas claras, a necessidade é menor.

Depois de aprender como plantar girassol, vamos descobrir a partir de agora como plantar violetas.

Como Plantar Violetas: Características Gerais

 

  • Solo: rico em nutrientes minerais
  • Clima: entre 16 e 28 graus célsius
  • Área mínima: vasos de 12 centímetros de altura
  • Produção: o ano todo
  • Custo: R$ 0,65 para a formação de cada muda

 

Como Plantar Violetas

 

Início:
Violetas são fáceis de comprar, pois há muitos exemplares em diferentes pontos de venda.
Porém, com o uso de técnicas de hibridização, viveiristas possuem, em geral, ampla variedade de oferta.
Contudo, sempre é bom ter referências dos produtores para garantir a qualidade das flores.

Propagação:
Para reproduzir as violetas, o método mais prático é por meio do enraizamento das folhas, a partir de 5 centímetros de comprimento. Retire as folhas da segunda ou terceira carreira, contando de fora para dentro.

Corte o pecíolo – o pequeno cabo na base da folha -, deixando-o com um centímetro, pois, quanto mais longo ficar, mais tempo demorará a formação da muda.

Em um substrato preparado com casca de arroz queimada e vermiculita de textura grossa, encontrada em lojas de produtos agropecuários, fixe as folhas separadas, de forma que elas recebam boa luminosidade.
A temperatura recomendada do local de reprodução é de 21 graus célsius.

Transplante:
São realizados dois transplantes na produção de violetas. Entre oito e 12 semanas, as mudas estão prontas para o primeiro deles. De três a quatro brotos mais desenvolvidos são colocados em copos de plástico de 6 centímetros de diâmetro por 6 centímetros de altura ou em bandejas coletivas com substrato leve, de boa drenagem e rico em matéria orgânica.

Terra ou areia deve fazer parte da mistura. Aplique pequena concentração de fertilizantes químicos.
Após dois ou três meses, a planta já conta com folhas maiores e com o início dos botões florais, fase que indica estar pronta para o transplante definitivo em local rico em nutrientes minerais.

Vasos:
Em geral, as violetas são plantadas em vasos de plástico ou de barro de 12 centímetros de altura. Os vasos de barro apresentam melhor absorção da umidade.

No entanto, os modelos de plástico são mais procurados por ser mais leves e limpos, mesmo precisando de mais cuidados para impedir que haja encharcamento.

Cerca de 10 a 12 semanas após o plantio em vasos, as violetas estão prontas para a comercialização.

Ambiente:
O ciclo do cultivo de violetas deve ser realizado em ambiente fechado. Disponibilize uma estrutura como uma estufa. Coloque os vasos de violeta em bancadas de telhas de amianto, ripa de madeira ou grade de ferro, com 80 a 90 centímetros de altura do solo.

Temperaturas noturnas elevadas e diurnas mais baixas são adequadas para o desenvolvimento das violetas, desde que não ultrapasse o limite de 14 e 28 graus célsius, respectivamente. Evite a incidência do sol diretamente nas plantas com o uso de telas de sombreamento.

Irrigação:
Não pode ser excessiva para evitar que as raízes sejam atacadas por fungos e apodreçam. Na produção de mudas e no primeiro transplante, a recomendação é irrigação manual por aspersão.

Nos vasos, evite molhar as folhas e as flores. Prefira fazer regas nas horas mais frescas do dia.

Cuidados:
As violetas são suscetíveis a pragas e doenças. Ácaros podem ser combatidos com acaricidas à base de dicofol, clorobenzilato ou propargite; tripes, cochonilhas e pulgões, controlados com inseticidas sistêmicos.

A principal causa das enfermidades é a incidência de fungos que surgem quando há muita umidade. Faça pasteurização preventiva do substrato antes do plantio das mudas.

Fonte: Revista Globo Rural

Como Plantar Manjericão

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Como Plantar Manjericão
O manjericão (Ocimum basilicum L., Lamiaceae) é considerada uma planta perene, mas em condições de cortes sucessivos, a espécie apresenta boas produtividades até o segundo ano de cultivo. A senescência da parte aérea é mais rápida em situação de fertilizações pouco freqüentes, baixa disponibilidade hídrica e baixas temperaturas durante o inverno.

As diferentes espécies ou variedades de manjericão podem ser classificadas em função do aroma: doce, limão, cinamato ou canela, cânfora, anis e cravo e também a partir de características morfológicas da planta como: porte, formato da copa, tamanho e coloração da folhagem.

O manjericão de cor verde é o mais conhecido, sendo as espécies com folhas avermelhadas mais raras e mais aromáticas.

Depois de aprender como plantar orégano, vamos descobrir agora como plantar manjericão.

Como Plantar Manjericão: Características Gerais


  • Solo: fértil e de granulação média;
  • Clima: na faixa de 21 a 25 graus;
  • Área mínima: pequenas hortas, caixotes ou vasos;
  • Colheita: a cada 60 dias;
  • Custo: 2,50 reais a muda.

Início:
Antes de tudo, é preciso fazer uma análise do solo onde será plantado o manjericão. Um engenheiro agrônomo pode dar as orientações sobre as correções e fertilizações exigidas para o cultivo. Em vasos, assegure-se de que a terra seja fértil e de granulação média.

Plantio:
Plante a muda de manjericão no mês de setembro, início da primavera. É quando ocorrem as primeiras chuvas da estação. Use estacas de ponteiro, colocadas em bandejas de isopor de 200 células com substrato comercial. Elas devem ser mantidas irrigadas.

Espaçamento:
Depende do sistema de cultivo adotado, mas recomenda-se a distância de 60 centímetros entre linhas e 40 centímetros entre plantas.

Corte:
Faça o primeiro corte somente após três meses do plantio. Ele deve ser a 40 centímetros do nível do solo. Repita o processo a cada 50 ou 60 dias, ou quando observar que há uma aproximação das copas, a ponto de prejudicar as folhas mais baixas por impedir a luminosidade. Os cortes favorecem a produtividade, pois o manjericão volta a brotar e a ramificar.

Pragas e Doenças:
Embora seja bastante resistente, o manjericão pode ser atacado principalmente pela larva minadora, pelo bicho-mineiro e pelas doenças rhizoctoniose, fusariose e cercosporiose. Procure um agrônomo para melhor controlar esses problemas.

Tratos:
Em plantas que exigem cortes sucessivos, alguns tratos são necessários. Faça com freqüência capinas e controle de doenças e fertilizações. Assegure a disponibilidade de água.

Produção:
As folhas podem ser colhidas quando a planta atingir cerca de 1,2 metro de altura. Em geral, isso ocorre aos 60 dias. A primeira colheita, no entanto, é indicada somente após três meses do plantio.

Fonte: Revista Globo Rural

Como Plantar Chuchu

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Como Plantar Chuchu
O chuchu (Sechium edule) é uma hortaliça-fruto, ou seja, um vegetal da categoria dos frutos. Também é conhecido como machucho, caiota (Açores) ou pimpinela (ilha da Madeira).

Existe em abundância na ilha da Madeira, principalmente junto aos cursos de água (ribeiras e nascentes). Em países latinos é conhecido como Chayote, enquanto em países de língua inglesa é conhecido por christophene, vegetable pear, mirliton, choko, starprecianté, citrayota, chow chow (India) or pear squash.

Apesar de ser uma hortaliça, ou seja, poder ser cultivada na horta caseira, é considerada um fruto, tal como o tomate (devido ao fato de suas sementes estarem dentro, resultado da fecundação do óvulo da flor, envolvidas pela parte comestível).

Depois de aprender como plantar quiabo, descubra agora como plantar chuchu.

Como Plantar Chuchu – Introdução

Como Plantar ChuchuA fama de vegetal sem graça e sem sabor não faz jus às qualidades do chuchu. Ele é rico em fibras, possui vitaminas A, B1 e C, potássio, magnésio, fósforo e ferro.

Além de conter muita água, tem baixo teor de calorias e é digestivo, o que o torna um excelente diurético, indicado ainda como auxiliar no controle de hipertensão, problemas renais e urinários.

Não bastassem essas propriedades, ele é também a escolha certa para quem tem interesse em cultivar uma hortaliça fácil de produzir, rústica, que não exige tratos especiais no manejo, cresce bem em pequenos espaços e nasce em qualquer lugar.

Tudo o que o chuchu precisa é de um local sombreado e fresco para germinar. Apoiado em uma latada ou caramanchão, a planta se desenvolve sem dificuldades.

Culinária:
De sabor suave, o chuchu é comumente utilizado na composição de saladas, refogados, recheios de tortas, suflês, sopas e cremes. Sua casca apresenta-se lisa ou com pequenos espinhos, podendo ser arredondado ou ter a forma de pera.

A cor do produto é sempre verde, variando do claro ao bem escuro.

Nasce do chuchuzeiro (Sechium edule), uma cucurbitácea perene. O caule da planta serve para fabricação de papel, e os feixes tratados são utilizados na confecção de chapéus.

Cozidas, fritas ou reduzidas a fécula para a preparação de doces, as raízes, que ficam a 25 centímetros de profundidade, também são comestíveis.

O chuchuzeiro é uma trepadeira que deve ser conduzida por meio de tutoramento. Com ramas longas e filamentos enrolados – as gavinhas –, desenvolve-se bem sobretudo em locais onde o clima é ameno.

Geadas ou calor em excesso podem interferir na brotação e no pegamento do fruto, que também é conhecido como caxixe ou machucho.
Como Plantar Chuchu – Mãos à Obra

Início:
O plantio do chuchuzeiro é feito com chuchus-semente, frutos obtidos na própria plantação.

Para dar início a um plantio, procure por produtores mais experientes, com matrizes selecionadas e frutos mais sadios. Eles devem ser bem formados, originários de culturas uniformes, produtivas e livres de pragas e doenças.

Ambiente:
O cultivo do chuchuzeiro adapta-se melhor em áreas com temperaturas amenas, variando entre 15 ºC e 25 ºC. Durante o inverno, o frio intenso e as geadas impedem o desenvolvimento do plantio.

A queda de flores é provocada por calor e chuvas em excesso, além de doenças fúngicas.

Plantio:
Pouco exigente em solo, sendo inclusive muito tolerante à acidez, o chuchuzeiro tem, no entanto, produtividade mais elevada quando encontra solos de textura média, soltos e leves, com boa fertilidade ou adequadamente adubados.

A planta não tolera excesso de água e o solo deve ser bem drenado. Os chuchus-semente devem ser plantados após a pré-brotação. Para isso, são colocados sobre o leito de terra em local sombreado, ventilado e ligeiramente úmido, um ao lado do outro.

Os maduros apresentam a semente germinada em 15 dias, porém, somente devem ser plantados quando o broto atingir cerca de 12 centímetros.

Acomode os chuchus-semente no sulco ou na cova, sem cobrir com terra, evitando o apodrecimento. O simples contato com o solo provoca rápido enraizamento.

Latada:
A condução da planta é tradicionalmente em latada (espaldeira), pois os frutos pendentes tornam-se de coloração mais desejável e são mais visíveis na colheita.

Construa a latada fincando mourões firmemente no solo e espaçados com três metros entre si para servir de suporte de fios de arame liso de números 12 ou 16.

Faça uma malha de arames cruzados a 1,80 metro do solo, altura que facilita o manejo no plantio. Ao lado de cada mourão, planta-se um chuchu-semente germinado.

Adubação:
Para a implantação da cultura, é necessário contar com fósforo em abundância, o que favorece o desenvolvimento das raízes. Também é preciso duas fontes de potássio.

Adubações de cobertura podem ser aplicadas mensalmente, sobretudo quando se inicia o crescimento da haste principal e o florescimento.

No caso de manter a cultura no terreno por mais de um ano, aplica-se uma cobertura de nitrogênio e potássio antes da nova brotação, a qual ocorre no início da primavera.

Cuidados:
A irrigação é fundamental para manter a boa produtividade da hortaliça. As regas devem ocorrer por sulco, cuja localização deve ser paralela à linha de plantio, para permitir molhamento ao redor de cada planta.

Também pode ser feita por aspersores instalados na extremidade de tubos a dois metros do solo. O sistema de gotejamento vem sendo utilizado mais recentemente.

Produção:
Após o plantio do chuchu-semente germinado, são necessários de 80 a 110 dias para começar a colheita.

No auge do desenvolvimento de ramas e frutos, pode ser necessário realizar colheita em dias alternados, obtendo-se frutos tenros e mais adequados para a comercialização.
Como Plantar Chuchu – Solo, Clima e Colheita

Solo:
Solto, leve e de textura média, com boa fertilidade ou adubado.

Clima:
Temperatura amena, entre 15 ºC e 25 ºC.

Área Mínima:
Cinco metros quadrados.

Colheita:
De 80 a 110 dias após o plantio.

Custo:
O chuchu-semente é oriundo da própria plantação.

Fonte: Revista Globo Rural

Como Plantar Maracujá

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Como Plantar Maracujá

O maracujá é uma planta tropical, que não tolera geadas ou ventos frios, desenvolvendo melhor em temperaturas ao redor de 25ºC. Trata-se de planta que cresce durante o ano todo, a não ser num período pequeno de inverno.


Exige uma boa e bem distribuída quantidade de chuvas. Regiões sujeitas as chuvas intensas e freqüentes não são favoráveis, visto que a polinização das flores será dificultada e as pragas e doenças serão combatidas com maior dificuldade. Da mesma maneira, regiões sujeitas a períodos de seca prolongada, o desenvolvimento da planta fica prejudicado, assim como sua frutificação.

Quanto ao solo, os maracujazeiros preferem os solos leves e profundos, com boa drenagem e não toleram solos encharcados, mesmo que por pequenos períodos.

Depois de aprender como plantar abacaxi, vamos ver agora como plantar maracujá.

Como Plantar Maracujá: Variedade


Casaca roxa e amarelo.

Como Plantar Maracujá: Época de plantio


Fazer a semeadura no período de julho a agosto, diretamente em recipientes individuais (laminados ou sacos plásticos), colocando-se 3 a 4 sementes por recipientes. Após 20 dias de germinação fazer o desbaste, deixando-se uma muda por recipiente. Transplantar as mudas após 60 a 80 dias, com 20 a 25 cm de altura, para o local definitivo, irrigando-as abundantemente, até o perfeito pegamento.

Como Plantar Maracujá: Espaçamento


4 x 2m ou 3 x 2 m. Com esses espaçamentos poderemos ter em média de 900 a 1.500 plantas por hectare. As covas devem ser de 30 x 30 x 30cm.

Como Plantar Maracujá: Plantio


Através do solo fazer as devidas correções da acidez do solo. Cada cova deverá receber 20 dias antes do plantio o seguinte:

  • 3 a 4 litros de esterco de galinha curtido;
  • 500 gramas de calcário dolomítico;
  • 200 gramas de superfosfato simples;
  • 100 gramas de cloreto de potássio.

Fazer o plantio em curvas de nível, realizar em dias de chuvas e proteger as mudas contra o sol.

Como Plantar Maracujá: Instalação do sistema de sustentação


Optar para um dos dois tipos: “espaldeira”, com um ou dois fios de arame ou em “forma de T”. Apenas o broto mais vigoroso deverá crescer pelo tutor (estaca), até o arame mais alto. Usar arames liso nº 8 ou 10, fixo em mourões de 2,6m de altura, espaçados de 4 a 6cm.

Como Plantar Maracujá: Tratos culturais


Fazer as capinas manuais necessárias ou usar herbicidas de contato.

Podas: Escolher o ramo vigoroso como principal, evitando-se os outros que forem surgindo. Deixar esse ramo principal crescer até o fio de arame mais alto e depois deixá-lo crescer horizontalmente, amarrando-o cada 40 cm. Podar o ramo principal a 20cm da outra planta. Após o cicio de frutificação, no outono, podar os ramos que não seguem o sistema de sustentação, podar os ramos a uma altura de 60cm do solo e podar os ramos doentes ou muito finos. Usar tesoura com corte bem afiado, desinfetada com álcool, evitando-se o esmagamento dos ramos.

Adubação em cobertura após o plantio: Fazer três aplicações com 50g/planta/de sulfato de amônia, aos 30, 60 e 90 dias após o plantio.

Outras adubações: Na fase de florescimento e frutificação aplicar 100g/planta/de sulfato de amônio, 250g/planta de superfosfato simples e 200g/planta de cloreto de potássio. Após a primeira safra, repetir a adubação anterior em agosto, outubro e fevereiro.

Como Plantar Maracujá: Controle de pragas e moléstias


Fazer os devidos cuidados preventivos de controle as seguintes pragas mais frequentes na cultura: percevejo, lagartas, besouros e mosca das frutas, e também contra doenças causadas por fungos e bactérias.

Como Plantar Maracujá: Colheita


Normalmente é efetuada em dias alternados, em janeiro a julho, sacudindo levemente a ramagem para a queda dos frutos maduros e depois os recolhendo do chão. A produtividade normal está em tomo de 15 a 25 toneladas de frutos por hectare. A colheita deve ser classificada e embalada em caixotes tipo “querosene” ou caixas de papelão de 9,9 litros, com os frutos separados em camadas regulares.

Como Plantar Maracujá: Observações


Aplicar inseticidas no maracujá amarelo pela manhã e no roxo à tarde, para não matar os insetos polinizadores (principalmente a mamangava). A cultura é econômica apenas por duas a três safras.

Se na época do florescimento houver muita chuva e alta umidade relativa do ar, teremos uma redução na polinização. Assim sendo, após 60 a 85 dias da abertura dessas flores, quando se dá a maturação dos frutos, haverá uma queda na produção.

Fonte: Toda Fruta

Como Plantar Alho

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Como Plantar Alho
O alho (Allium sativum) é um vegetal da família Liliacerae, sendo encontrado na forma de raiz.
Seu bulbo, vulgarmente conhecido como cabeça, é constituído por vários dentes, os quais são empregados como condimento culinário e como medicamento há centenas de anos em todo o mundo.

Na culinária, pode ser utilizado de diversas formas, cru, refogado, picado, em rodelas, etc, conforme os gostos que são pouco unânimes. Em geral, os povos mediterrânicos são os maiores apreciadores, empregando-o, geralmente, em conjunto com o tomate e a cebola.

O alho é utilizado desde a antiguidade como remédio, sendo usado no Antigo Egito na composição de vários medicamentos. Suas propriedades antimicrobianas e os seus efeitos benéficos para o coração e circulação sanguínea já eram valorizados na Idade Média.

Depois de aprender como plantar alface, vamos ver agora como plantar alho.

Como Plantar Alho


O alho é iniciado a partir de dentes. Pegue uma cabeça de alho, divida-a em dentes, e prepare-se para obter uma nova cabeça de cada dente. Cabeças (ou bulbos) de alho podem ser encontrados em qualquer supermercado.

Como Plantar Alho: Quando, Onde e Como Plantar


Quando: Há duas estações para plantar os alhos: a Primavera e o Outono. Os dentes produzidos na Primavera são mais pequenos mas conservam-se mais tempo. O alho branco ou roxo de Outono em contrapartida, tem muito melhor rendimento.

Onde: O alho gosta de uma terra leve, não demasiado rica e um pouco calcária. As terras arenosas ficam-lhe muito bem! Por outro lado, não suporta a humidade, pelo que deverá ter o cuidado de lhe proporcionar uma boa drenagem. Pode acrescentar estrume mas nunca fresco!

Como plantar:
  • Enterre os dentes a cerca de 4cm de profundidade;
  • Deixe entre dentes um espaço de 15cm;
  • As filas devem ter pelo menos 25cm de distância entre elas.

 

Como Plantar Alho: Colheita, Rotação e Conservação

 

Colheita
Plante quando plantar, o alho demorará cerca de 8 a 9 meses a estar maduro, e poderá aperceber-se disso quando as folhas começarem a murchar. Uma vez retirados da terra, deixe-os secar ao sol e depois limpe-os cuidadosamente.

Rotação de Culturas
Após a colheita destas plantas e durante 3 anos esta parcela não deverá alojar alho, cebolas ou alho-francês.

Conservação
Pode fazer, com ajuda de fios de ráfia, réstias ou pode simplesmente atar em conjuntos de várias cabeças. A temperaturas entre os 12 e os 15ºc o alho conserva-se sem mais exigências durante vários meses.

Fonte: Portal do Jardim

Como Plantar Melancia

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Como Plantar Melancia
A melancia é fruta extraordinária e grande, talvez uma das maiores entre todas as frutas existentes. Para se ter uma idéia, em condições normais de produção, seu peso pode variar entre 10 e 20 Kg de pura água.

Provavelmente originária do norte da África, acredita-se que a melancia seja espécie conhecida e cultivada pelo homem há mais de 4 mil anos. Cultura exigente de climas quentes ou temperado-quentes, hoje em dia a melancia é encontrada em todas as regiões tropicais do globo.

No Brasil, a fruta pode ser plantada por toda parte. E é! No volume e no valor econômico, a melancia está entre os dez primeiros lugares na lista das hortaliças comercializadas no mercado nacional.

Os principais pólos produtores de melancia no país estão no sul, onde os Estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo abarcam quase a metade de toda a produção e no nordeste, mais precisamente na Bahia e em Pernambuco, onde as áreas irrigadas do Vale do Rio São Francisco são responsáveis por cerca de um quarto do total produzido. Parte dessa produção destina-se à exportação, especialmente para alguns países da própria América do Sul.

Depois de aprender como plantar maracujá, vamos ver agora como plantar melancia.

Como Plantar Melancia: Características da Planta


Planta de caule rasteiro e ramificado. Folhas ovais, divididas em 3 lobos, apresentando estruturas em espiral presas ao caule, denominadas “gavinhas” Flores pequenas, de coloração amarelo-esverdeada.

Como Plantar Melancia: Fruto


Arredondado ou alongado, de casca lisa, verde ou rajada por manchas amareladas. Polpa abundante que varia de cor: branco-rósea, amarelada, avermelhada ou purpúrea, com as sementes avermelhadas ou pretas.

Como Plantar Melancia: Cultivo


Por sementes, em agosto nas regiões de inverno rigoroso, c em qualquer parte do ano nas demais regiões. Prefere solos sílico-argilosos, profundos e ricos em matéria orgânica. A colheita é feita cerca de 100 dias após plantio.

Juntamente com o melão, a melancia é fruta da família das Cucurbitáceas, a mesma do pepino, da abóbora e do chuchu.

Em suas diferentes variedades – embora exista uma variedade cuja polpa é amarelada – as melancias têm, em geral, uma coloração que varia entre o branco-róseo e o vermelho forte. Qualquer que seja a variedade, em quase todos os casos, a melancia é completa e desordenadamente pontilhada por pequenas sementes chatas, negras e lisas, dispersas em meio à grande polpa.

Essa polpa é, também, bastante aquosa, sendo a proporção de água que encerra ainda superior à dos melões. Água pura!

Por esse motivo, a melancia é uma das frutas mais refrescantes existentes, ganhando ainda dos melões por ser menos indigesta do que eles.

A verdade, em situações de extremo calor, em meio ao sol do meio-dia do verão tropical, nada como uns bons nacos de uma melancia fresca para repor os líquidos perdidos pela transpiração. Sem sombra de dúvidas, esta é a melhor ocasião e maneira de saboreá-la.

Nas cidades do nordeste do Brasil e em algumas cidades mais quentes do sudeste, inclusive, é comum encontrar ambulantes vendendo pedaços já partidos de melancia e de outras frutas refrescantes, tais como o abacaxi para atenuar o calor dos passantes.

Aliás, por seu tamanho excessivo, uma única melancia inteira chega a ser aquisição exagerada para o consumo de uma família comum. Assim, as melancias são normalmente vendidas, nos mercados e nas feiras brasileiras, já cortadas em pedaços, quartos ou metades.

O caldo generoso e a polpa consistente da melancia são adocicados. Em geral, quanto mais madura a fruta, mais doce seu sabor. Porém, algumas vezes, este é insípido e sem graça e, então, só serve para alimentar os animais que nunca se fartam de comê-la.

Determinar se uma melancia está ou não está madura não é tarefa fácil. Sua casca, dura e espessa, não deixa transparecer o que há lá dentro. Um bom método é dar uns soquinhos com os nós dos dedos: se a fruta ainda estiver meio verde, o som sairá um pouco metálico. Do contrário, quanto mais surdo for o som que vier da fruta, mais madura ela estará.

A Horticeres revolucionou o mercado de melancias ao introduzir a Híbrida Rubi, em 1991. A uniformidade do fruto de peso médio elevado, casca listrada em tons de verde em contraste ao interior vermelho-rubi, e excelente sabor adocicado, não encontram concorrência. Mas o dinamismo do programa de melhoramentos busca novas e melhores cultivares.


A melancia forrageira (Citrullus lanatus cv. Citroides), também conhecida como melancia-de-cavalo, melancia do mato ou, melancia-de-porco, é originária da África e foi trazida para o Brasil pelos escravos. Aqui se adaptou às condições do Nordeste e se espalhou através de cruzamentos naturais com outros tipos de melancia. A sua polpa é branca, consistente, com baixo teor de sacarose, daí não ter boa aceitação para o consumo humano.

Há muito tempo que a melancia forrageira vem sendo utilizada na alimentação animal por pequenos criadores do Nordeste. Recentemente, como conseqüência das últimas secas que castigaram a região, a sua utilização cresceu, com a intensificação dos plantios, principalmente na Bahia e em Pernambuco.

Em Sergipe, a Embrapa Tabuleiros Costeiros, unidade vinculada ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento, implantou, este ano, no Campo Experimental de Nossa Senhora das Dores, uma unidade demonstrativa com essa cultura, visando a sua divulgação entre os produtores e técnicos sergipanos.

Para este fim, realizou, com o apoio da EMDAGRO, seis dias de campo com a participação de produtores de diversos municípios sergipanos. De maneira geral, a receptividade dos produtores foi muito boa, com os mesmos demonstrando interesse em adquirir sementes para o plantio no próximo inverno.

A melancia forrageira é um alimento considerado de boa qualidade. Estudos realizados pela Embrapa Semi-Árido, em Petrolina-PE., indicam que ela contém, em média, 90% de água e 10% de matéria seca, com 7 a 10% de proteína e é muito rica em sais minerais. A digestibilidade é da ordem de 60%.

Como Plantar Melancia: Solo e Plantio


De maneira geral, a melancia forrageira apresenta melhor desenvolvimento e maior produtividade em solos leves e de boa fertilidade. Não devem ser indicados solos sujeitos a encharcamento e salinos.

A melancia forrageira pode ser plantada solteira ou em consórcio com outras culturas. Solteira, o espaçamento pode ser de 3,0 x 2,0m e consorciada de 3,0 x 3,0m, entre linhas e covas, respectivamente. Em cada cova colocam-se de 3 a 4 sementes, com um consumo médio de 1,0 kg de sementes por hectare.

Por ser uma planta rústica e resistente às doenças, a melancia forrageira não apresenta dificuldades para ser cultivada. Necessita, apenas, ser limpa uma ou duas vezes durante o seu ciclo vegetativo, que é de cerca de 90 dias. A adubação é opcional, podendo ser feita com esterco produzido na própria fazenda, colocando-o na cova, antes do plantio.

Como Plantar Melancia: Produtividade e Conservação


A produtividade está relacionada com a fertilidade do solo e, principalmente, com a quantidade e distribuição das chuvas durante o seu ciclo produtivo. Dados da Embrapa Semi-Árido indicam que, em Pernambuco, com precipitações na faixa de 200 a 600 mm, a produtividade tem sido de 10 a 60 toneladas por hectare.

Os frutos da melancia forrageira são bastante resistentes às doenças causadas por fungos e bactérias que normalmente atacam os frutos das melancias comerciais. Deve-se evitar, porém, corte ou arranhão na superfície dos frutos.

A estocagem pode ser feita no campo, deixando as melancias no próprio local de plantio. Para evitar os danos causados por insetos do solo, é recomendável revirar as melancias das suas “camas” originais. Outra opção é guardar os frutos em galpões secos e ventilados, dispostos em camadas de 50 cm. Deve-se ter cuidado com os ratos, que podem estragar os frutos. Pode-se, também, estocar os frutos debaixo de árvores, próximo do local de plantio.

Recomenda-se o uso dos frutos no período seco imediatamente após a colheita.

Como Plantar Melancia: Uso da Melancia Forrageira


A melancia pode ser fornecida picada em máquinas forrageiras, como a usada para a palma, ou picada no facão, a depender do número de animais a serem alimentados.

A melancia não deve ser fornecida aos animais como fonte única de alimento. Devido ao seu elevado teor de água (90%), os animais não conseguem atingir o consumo de matéria seca que necessitam. Assim, recomenda-se o fornecimento de melancia equivalente a 1/3 do consumo diário de matéria seca, ou seja, aproximadamente, 30 a 40 kg de melancia/dia, para cada animal adulto.

Fonte: Toda Fruta

Como Plantar Pimentão

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Como Plantar Pimentão
O termo pimentão, normalmente designado em Portugal como pimento, refere-se a um grupo de cultivares da espécie Capsicum annuum, muito utilizado na culinária de todo o mundo.

Os vários cultivares produzem frutas com diferentes cores sendo as mais conhecidas o verde, o amarelo e o vermelho. Porém existem outras variedades bastante exóticas, como o branco, roxo, azulado, preto e laranja. São pimentas nativas do México, América Central e do norte da América do Sul.

São por vezes agrupados juntamente com outras pimentas pouco pungentes sob a designação de pimentas doces . Devido a beleza de seus frutos, há quem os cultive como plantas ornamentais.

Esta fruta é um alimento muito apreciado, sendo rico em vitaminas e sais minerais.

Depois de aprender como plantar chuchu, veja agora como plantar pimentão.

Como Plantar Pimentão – Introdução


Culinária:
Como Plantar PimentãoConsenso entre muitos nutricionistas, uma refeição colorida estimula o apetite e assegura uma alimentação equilibrada às pessoas. O pimentão é uma das hortaliças que colaboram para dar ao prato um visual vibrante, sem deixar de lado seu papel como fonte de vitaminas e nutrientes ao consumidor.

Em receitas para o Natal, o legume também cai muito bem por contar com as cores verde e vermelho, tons que simbolizam a celebração do fim de ano.

Espécie semiperene, o pimentão pertence à família das solanáceas, a mesma da batata, tomate, jiló, berinjela e das pimentas em geral.

Origem:
Oriundo do continente latino-americano, sobretudo do México e da América Central, o fruto tropical se espalhou pelo mundo após a chegada do colonizador europeu. Daqui, foi levado para África, Europa e Ásia por embarcações portuguesas.

Após vários anos de cruzamento, hoje o pimentão híbrido encontrado no mercado nacional tem formato quadrado alongado e casca espessa.

Cultivo:
Seu cultivo está disseminado na maior parte do país, tendo como principais estados produtores Minas Gerais e São Paulo, com 40% de todo o volume nacional. Importante fonte de vitamina C, o pimentão atende às necessidades diárias de até seis pessoas.

Algumas variedades superam os teores encontrados em frutas cítricas, como laranja e limão. Mas, quando seco, a vitamina é quase totalmente eliminada, e no cozimento a perda chega a cerca de 60%.

Valor Nutricional:
O pimentão ainda fornece boas quantidades de cálcio, fósforo e ferro e é dotado de baixa caloria, característica muito procurada pelos consumidores preocupados com o peso. Possui também propriedades que beneficiam pele, unhas e cabelos.

Os frutos podem ser consumidos verdes ou maduros, crus em saladas, no preparo de molhos, assados ou cozidos. Há cultivares que servem para a produção de páprica – pimentão em pó.

As sementes de cultivar são encontradas em envelopes de 5 e 10 gramas e em latas de 50, 100 e 250 gramas, com preços que variam bastante. Vendidos por número de sementes, os híbridos são mais caros.

Enquanto uma lata de 50 gramas de cultivar sai por cerca de R$ 20, um lote de mil sementes híbridas custa de R$ 150 a R$ 200 no mercado. Em alguns casos, pode chegar a R$ 500.

Como Plantar Pimentão – Mãos à Obra

Início:
A propagação do pimentão é feita por sementes, mas antes devem ser preparadas as mudas que serão transplantadas para o local definitivo.

O uso de copos de jornal, papel ou de plástico descartável em sementeiras é uma opção simples e fácil. Em sistemas tecnificados, são utilizadas bandejas de isopor de 128 células para substratos enriquecidos com adubos químicos.

No caso de agricultura orgânica, recomendam-se bandejas de 72 células, pois são adotados somente substratos orgânicos.

Para conseguir boas mudas, a dica é colocar as bandejas em estufas ou viveiros. O transplante ocorre entre 35 e 40 dias após a semeadura.

Ambiente:
O pimentão é exigente em calor e alta luminosidade. As temperaturas mais adequadas para o plantio vão de 21 a 27 graus célsius.

Em regiões de clima temperado, o cultivo deve ser feito nos períodos menos frios e com menos riscos de geadas.

Em locais frios ou com altitudes acima de 800 metros, deve-se fazer a semeadura do pimentão entre os meses de agosto e fevereiro.

Plantio:
Plante canteiros em solos mais úmidos. Encharcados e salinos não são tolerados pelo pimentão. A salinidade pode ocorrer principalmente em cultivo em estufas ou por uso excessivo de fertilizantes químicos.

Evite também áreas que já foram cultivadas com batata e tomate, pois, como são da mesma família, possuem doenças transmitidas pelo solo em comum.

O espaçamento ideal para a cultura é de 1 metro entre linhas e 50 a 60 centímetros entre plantas, principalmente para cultivos orgânicos. Em locais protegidos, deixe distâncias de 30 a 40 centímetros entre plantas e 80 centímetros entre linhas.

Adubação:
A adubação deve ser definida a partir da análise química do solo e uma consulta a um engenheiro agrônomo. Em geral, são usadas formulações de adubos químicos (NPK 4-14-8, 4-16-8, 4-30-12) e, em cobertura, adubos ricos em nitrogênio, como ureia, sulfato de amônia e ainda formulações de NPK 20-00-20 e 10-10-10.

No cultivo orgânico, utiliza–se composto orgânico na proporção de 3:1 de material vegetal e estercos, além de fosfato de rocha natural e adubações de cobertura com compostos fermentados tipo bokashi – composto de farelos fermentado muito rico em nutrientes e micro-organismos. Deve ser feito aos 30, 60 e 90 dias após o transplante.

Irrigação:
Faça irrigações pelo sistema por aspersão ou gotejamento, mais indicado para o cultivo protegido. O pimentão gosta de água, principalmente no período de floração e desenvolvimento de frutos.

A falta de água pode causar podridão apical dos frutos, devido à deficiência de cálcio. Contudo, cuidado com o excesso de regas, que pode aumentar o risco de doenças foliares e tornar o solo prejudicial para o plantio.

Cuidados:
Mantenha as plantas livres de competição com o mato até 60 dias após o transplante. Ramos e folhas abaixo da primeira bifurcação, inclusive a flor ou o fruto, devem ser eliminados.

Em cultivos protegidos, selecione quatro hastes acima da primeira bifurcação para conduzir a planta e eliminar as demais. Sem esses procedimentos, há uma redução da produção, que pode chegar a 40%.

É ainda fundamental realizar o tutoramento. Amarre as plantas em estacas de madeira ou de bambu individuais para evitar o tombamento.

Produção:
De 100 a 110 dias após a semeadura pode se iniciar a colheita, a qual se estende por quatro a cinco meses, com produtividade média de 35 a 40 toneladas por hectare. Em estufas, a colheita demora um pouco mais, até 9 meses.

Porém, a produtividade média sobe para até 150 toneladas por hectare. Em cultivos orgânicos, a produtividade varia de 25 a 30 toneladas por hectare.