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Como Plantar Maracujá

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Como Plantar Maracujá

O maracujá é uma planta tropical, que não tolera geadas ou ventos frios, desenvolvendo melhor em temperaturas ao redor de 25ºC. Trata-se de planta que cresce durante o ano todo, a não ser num período pequeno de inverno.


Exige uma boa e bem distribuída quantidade de chuvas. Regiões sujeitas as chuvas intensas e freqüentes não são favoráveis, visto que a polinização das flores será dificultada e as pragas e doenças serão combatidas com maior dificuldade. Da mesma maneira, regiões sujeitas a períodos de seca prolongada, o desenvolvimento da planta fica prejudicado, assim como sua frutificação.

Quanto ao solo, os maracujazeiros preferem os solos leves e profundos, com boa drenagem e não toleram solos encharcados, mesmo que por pequenos períodos.

Depois de aprender como plantar abacaxi, vamos ver agora como plantar maracujá.

Como Plantar Maracujá: Variedade


Casaca roxa e amarelo.

Como Plantar Maracujá: Época de plantio


Fazer a semeadura no período de julho a agosto, diretamente em recipientes individuais (laminados ou sacos plásticos), colocando-se 3 a 4 sementes por recipientes. Após 20 dias de germinação fazer o desbaste, deixando-se uma muda por recipiente. Transplantar as mudas após 60 a 80 dias, com 20 a 25 cm de altura, para o local definitivo, irrigando-as abundantemente, até o perfeito pegamento.

Como Plantar Maracujá: Espaçamento


4 x 2m ou 3 x 2 m. Com esses espaçamentos poderemos ter em média de 900 a 1.500 plantas por hectare. As covas devem ser de 30 x 30 x 30cm.

Como Plantar Maracujá: Plantio


Através do solo fazer as devidas correções da acidez do solo. Cada cova deverá receber 20 dias antes do plantio o seguinte:

  • 3 a 4 litros de esterco de galinha curtido;
  • 500 gramas de calcário dolomítico;
  • 200 gramas de superfosfato simples;
  • 100 gramas de cloreto de potássio.

Fazer o plantio em curvas de nível, realizar em dias de chuvas e proteger as mudas contra o sol.

Como Plantar Maracujá: Instalação do sistema de sustentação


Optar para um dos dois tipos: “espaldeira”, com um ou dois fios de arame ou em “forma de T”. Apenas o broto mais vigoroso deverá crescer pelo tutor (estaca), até o arame mais alto. Usar arames liso nº 8 ou 10, fixo em mourões de 2,6m de altura, espaçados de 4 a 6cm.

Como Plantar Maracujá: Tratos culturais


Fazer as capinas manuais necessárias ou usar herbicidas de contato.

Podas: Escolher o ramo vigoroso como principal, evitando-se os outros que forem surgindo. Deixar esse ramo principal crescer até o fio de arame mais alto e depois deixá-lo crescer horizontalmente, amarrando-o cada 40 cm. Podar o ramo principal a 20cm da outra planta. Após o cicio de frutificação, no outono, podar os ramos que não seguem o sistema de sustentação, podar os ramos a uma altura de 60cm do solo e podar os ramos doentes ou muito finos. Usar tesoura com corte bem afiado, desinfetada com álcool, evitando-se o esmagamento dos ramos.

Adubação em cobertura após o plantio: Fazer três aplicações com 50g/planta/de sulfato de amônia, aos 30, 60 e 90 dias após o plantio.

Outras adubações: Na fase de florescimento e frutificação aplicar 100g/planta/de sulfato de amônio, 250g/planta de superfosfato simples e 200g/planta de cloreto de potássio. Após a primeira safra, repetir a adubação anterior em agosto, outubro e fevereiro.

Como Plantar Maracujá: Controle de pragas e moléstias


Fazer os devidos cuidados preventivos de controle as seguintes pragas mais frequentes na cultura: percevejo, lagartas, besouros e mosca das frutas, e também contra doenças causadas por fungos e bactérias.

Como Plantar Maracujá: Colheita


Normalmente é efetuada em dias alternados, em janeiro a julho, sacudindo levemente a ramagem para a queda dos frutos maduros e depois os recolhendo do chão. A produtividade normal está em tomo de 15 a 25 toneladas de frutos por hectare. A colheita deve ser classificada e embalada em caixotes tipo “querosene” ou caixas de papelão de 9,9 litros, com os frutos separados em camadas regulares.

Como Plantar Maracujá: Observações


Aplicar inseticidas no maracujá amarelo pela manhã e no roxo à tarde, para não matar os insetos polinizadores (principalmente a mamangava). A cultura é econômica apenas por duas a três safras.

Se na época do florescimento houver muita chuva e alta umidade relativa do ar, teremos uma redução na polinização. Assim sendo, após 60 a 85 dias da abertura dessas flores, quando se dá a maturação dos frutos, haverá uma queda na produção.

Fonte: Toda Fruta

Como Plantar Melancia

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Como Plantar Melancia
A melancia é fruta extraordinária e grande, talvez uma das maiores entre todas as frutas existentes. Para se ter uma idéia, em condições normais de produção, seu peso pode variar entre 10 e 20 Kg de pura água.

Provavelmente originária do norte da África, acredita-se que a melancia seja espécie conhecida e cultivada pelo homem há mais de 4 mil anos. Cultura exigente de climas quentes ou temperado-quentes, hoje em dia a melancia é encontrada em todas as regiões tropicais do globo.

No Brasil, a fruta pode ser plantada por toda parte. E é! No volume e no valor econômico, a melancia está entre os dez primeiros lugares na lista das hortaliças comercializadas no mercado nacional.

Os principais pólos produtores de melancia no país estão no sul, onde os Estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo abarcam quase a metade de toda a produção e no nordeste, mais precisamente na Bahia e em Pernambuco, onde as áreas irrigadas do Vale do Rio São Francisco são responsáveis por cerca de um quarto do total produzido. Parte dessa produção destina-se à exportação, especialmente para alguns países da própria América do Sul.

Depois de aprender como plantar maracujá, vamos ver agora como plantar melancia.

Como Plantar Melancia: Características da Planta


Planta de caule rasteiro e ramificado. Folhas ovais, divididas em 3 lobos, apresentando estruturas em espiral presas ao caule, denominadas “gavinhas” Flores pequenas, de coloração amarelo-esverdeada.

Como Plantar Melancia: Fruto


Arredondado ou alongado, de casca lisa, verde ou rajada por manchas amareladas. Polpa abundante que varia de cor: branco-rósea, amarelada, avermelhada ou purpúrea, com as sementes avermelhadas ou pretas.

Como Plantar Melancia: Cultivo


Por sementes, em agosto nas regiões de inverno rigoroso, c em qualquer parte do ano nas demais regiões. Prefere solos sílico-argilosos, profundos e ricos em matéria orgânica. A colheita é feita cerca de 100 dias após plantio.

Juntamente com o melão, a melancia é fruta da família das Cucurbitáceas, a mesma do pepino, da abóbora e do chuchu.

Em suas diferentes variedades – embora exista uma variedade cuja polpa é amarelada – as melancias têm, em geral, uma coloração que varia entre o branco-róseo e o vermelho forte. Qualquer que seja a variedade, em quase todos os casos, a melancia é completa e desordenadamente pontilhada por pequenas sementes chatas, negras e lisas, dispersas em meio à grande polpa.

Essa polpa é, também, bastante aquosa, sendo a proporção de água que encerra ainda superior à dos melões. Água pura!

Por esse motivo, a melancia é uma das frutas mais refrescantes existentes, ganhando ainda dos melões por ser menos indigesta do que eles.

A verdade, em situações de extremo calor, em meio ao sol do meio-dia do verão tropical, nada como uns bons nacos de uma melancia fresca para repor os líquidos perdidos pela transpiração. Sem sombra de dúvidas, esta é a melhor ocasião e maneira de saboreá-la.

Nas cidades do nordeste do Brasil e em algumas cidades mais quentes do sudeste, inclusive, é comum encontrar ambulantes vendendo pedaços já partidos de melancia e de outras frutas refrescantes, tais como o abacaxi para atenuar o calor dos passantes.

Aliás, por seu tamanho excessivo, uma única melancia inteira chega a ser aquisição exagerada para o consumo de uma família comum. Assim, as melancias são normalmente vendidas, nos mercados e nas feiras brasileiras, já cortadas em pedaços, quartos ou metades.

O caldo generoso e a polpa consistente da melancia são adocicados. Em geral, quanto mais madura a fruta, mais doce seu sabor. Porém, algumas vezes, este é insípido e sem graça e, então, só serve para alimentar os animais que nunca se fartam de comê-la.

Determinar se uma melancia está ou não está madura não é tarefa fácil. Sua casca, dura e espessa, não deixa transparecer o que há lá dentro. Um bom método é dar uns soquinhos com os nós dos dedos: se a fruta ainda estiver meio verde, o som sairá um pouco metálico. Do contrário, quanto mais surdo for o som que vier da fruta, mais madura ela estará.

A Horticeres revolucionou o mercado de melancias ao introduzir a Híbrida Rubi, em 1991. A uniformidade do fruto de peso médio elevado, casca listrada em tons de verde em contraste ao interior vermelho-rubi, e excelente sabor adocicado, não encontram concorrência. Mas o dinamismo do programa de melhoramentos busca novas e melhores cultivares.


A melancia forrageira (Citrullus lanatus cv. Citroides), também conhecida como melancia-de-cavalo, melancia do mato ou, melancia-de-porco, é originária da África e foi trazida para o Brasil pelos escravos. Aqui se adaptou às condições do Nordeste e se espalhou através de cruzamentos naturais com outros tipos de melancia. A sua polpa é branca, consistente, com baixo teor de sacarose, daí não ter boa aceitação para o consumo humano.

Há muito tempo que a melancia forrageira vem sendo utilizada na alimentação animal por pequenos criadores do Nordeste. Recentemente, como conseqüência das últimas secas que castigaram a região, a sua utilização cresceu, com a intensificação dos plantios, principalmente na Bahia e em Pernambuco.

Em Sergipe, a Embrapa Tabuleiros Costeiros, unidade vinculada ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento, implantou, este ano, no Campo Experimental de Nossa Senhora das Dores, uma unidade demonstrativa com essa cultura, visando a sua divulgação entre os produtores e técnicos sergipanos.

Para este fim, realizou, com o apoio da EMDAGRO, seis dias de campo com a participação de produtores de diversos municípios sergipanos. De maneira geral, a receptividade dos produtores foi muito boa, com os mesmos demonstrando interesse em adquirir sementes para o plantio no próximo inverno.

A melancia forrageira é um alimento considerado de boa qualidade. Estudos realizados pela Embrapa Semi-Árido, em Petrolina-PE., indicam que ela contém, em média, 90% de água e 10% de matéria seca, com 7 a 10% de proteína e é muito rica em sais minerais. A digestibilidade é da ordem de 60%.

Como Plantar Melancia: Solo e Plantio


De maneira geral, a melancia forrageira apresenta melhor desenvolvimento e maior produtividade em solos leves e de boa fertilidade. Não devem ser indicados solos sujeitos a encharcamento e salinos.

A melancia forrageira pode ser plantada solteira ou em consórcio com outras culturas. Solteira, o espaçamento pode ser de 3,0 x 2,0m e consorciada de 3,0 x 3,0m, entre linhas e covas, respectivamente. Em cada cova colocam-se de 3 a 4 sementes, com um consumo médio de 1,0 kg de sementes por hectare.

Por ser uma planta rústica e resistente às doenças, a melancia forrageira não apresenta dificuldades para ser cultivada. Necessita, apenas, ser limpa uma ou duas vezes durante o seu ciclo vegetativo, que é de cerca de 90 dias. A adubação é opcional, podendo ser feita com esterco produzido na própria fazenda, colocando-o na cova, antes do plantio.

Como Plantar Melancia: Produtividade e Conservação


A produtividade está relacionada com a fertilidade do solo e, principalmente, com a quantidade e distribuição das chuvas durante o seu ciclo produtivo. Dados da Embrapa Semi-Árido indicam que, em Pernambuco, com precipitações na faixa de 200 a 600 mm, a produtividade tem sido de 10 a 60 toneladas por hectare.

Os frutos da melancia forrageira são bastante resistentes às doenças causadas por fungos e bactérias que normalmente atacam os frutos das melancias comerciais. Deve-se evitar, porém, corte ou arranhão na superfície dos frutos.

A estocagem pode ser feita no campo, deixando as melancias no próprio local de plantio. Para evitar os danos causados por insetos do solo, é recomendável revirar as melancias das suas “camas” originais. Outra opção é guardar os frutos em galpões secos e ventilados, dispostos em camadas de 50 cm. Deve-se ter cuidado com os ratos, que podem estragar os frutos. Pode-se, também, estocar os frutos debaixo de árvores, próximo do local de plantio.

Recomenda-se o uso dos frutos no período seco imediatamente após a colheita.

Como Plantar Melancia: Uso da Melancia Forrageira


A melancia pode ser fornecida picada em máquinas forrageiras, como a usada para a palma, ou picada no facão, a depender do número de animais a serem alimentados.

A melancia não deve ser fornecida aos animais como fonte única de alimento. Devido ao seu elevado teor de água (90%), os animais não conseguem atingir o consumo de matéria seca que necessitam. Assim, recomenda-se o fornecimento de melancia equivalente a 1/3 do consumo diário de matéria seca, ou seja, aproximadamente, 30 a 40 kg de melancia/dia, para cada animal adulto.

Fonte: Toda Fruta

Como Plantar Pimentão

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Como Plantar Pimentão
O termo pimentão, normalmente designado em Portugal como pimento, refere-se a um grupo de cultivares da espécie Capsicum annuum, muito utilizado na culinária de todo o mundo.

Os vários cultivares produzem frutas com diferentes cores sendo as mais conhecidas o verde, o amarelo e o vermelho. Porém existem outras variedades bastante exóticas, como o branco, roxo, azulado, preto e laranja. São pimentas nativas do México, América Central e do norte da América do Sul.

São por vezes agrupados juntamente com outras pimentas pouco pungentes sob a designação de pimentas doces . Devido a beleza de seus frutos, há quem os cultive como plantas ornamentais.

Esta fruta é um alimento muito apreciado, sendo rico em vitaminas e sais minerais.

Depois de aprender como plantar chuchu, veja agora como plantar pimentão.

Como Plantar Pimentão – Introdução


Culinária:
Como Plantar PimentãoConsenso entre muitos nutricionistas, uma refeição colorida estimula o apetite e assegura uma alimentação equilibrada às pessoas. O pimentão é uma das hortaliças que colaboram para dar ao prato um visual vibrante, sem deixar de lado seu papel como fonte de vitaminas e nutrientes ao consumidor.

Em receitas para o Natal, o legume também cai muito bem por contar com as cores verde e vermelho, tons que simbolizam a celebração do fim de ano.

Espécie semiperene, o pimentão pertence à família das solanáceas, a mesma da batata, tomate, jiló, berinjela e das pimentas em geral.

Origem:
Oriundo do continente latino-americano, sobretudo do México e da América Central, o fruto tropical se espalhou pelo mundo após a chegada do colonizador europeu. Daqui, foi levado para África, Europa e Ásia por embarcações portuguesas.

Após vários anos de cruzamento, hoje o pimentão híbrido encontrado no mercado nacional tem formato quadrado alongado e casca espessa.

Cultivo:
Seu cultivo está disseminado na maior parte do país, tendo como principais estados produtores Minas Gerais e São Paulo, com 40% de todo o volume nacional. Importante fonte de vitamina C, o pimentão atende às necessidades diárias de até seis pessoas.

Algumas variedades superam os teores encontrados em frutas cítricas, como laranja e limão. Mas, quando seco, a vitamina é quase totalmente eliminada, e no cozimento a perda chega a cerca de 60%.

Valor Nutricional:
O pimentão ainda fornece boas quantidades de cálcio, fósforo e ferro e é dotado de baixa caloria, característica muito procurada pelos consumidores preocupados com o peso. Possui também propriedades que beneficiam pele, unhas e cabelos.

Os frutos podem ser consumidos verdes ou maduros, crus em saladas, no preparo de molhos, assados ou cozidos. Há cultivares que servem para a produção de páprica – pimentão em pó.

As sementes de cultivar são encontradas em envelopes de 5 e 10 gramas e em latas de 50, 100 e 250 gramas, com preços que variam bastante. Vendidos por número de sementes, os híbridos são mais caros.

Enquanto uma lata de 50 gramas de cultivar sai por cerca de R$ 20, um lote de mil sementes híbridas custa de R$ 150 a R$ 200 no mercado. Em alguns casos, pode chegar a R$ 500.

Como Plantar Pimentão – Mãos à Obra

Início:
A propagação do pimentão é feita por sementes, mas antes devem ser preparadas as mudas que serão transplantadas para o local definitivo.

O uso de copos de jornal, papel ou de plástico descartável em sementeiras é uma opção simples e fácil. Em sistemas tecnificados, são utilizadas bandejas de isopor de 128 células para substratos enriquecidos com adubos químicos.

No caso de agricultura orgânica, recomendam-se bandejas de 72 células, pois são adotados somente substratos orgânicos.

Para conseguir boas mudas, a dica é colocar as bandejas em estufas ou viveiros. O transplante ocorre entre 35 e 40 dias após a semeadura.

Ambiente:
O pimentão é exigente em calor e alta luminosidade. As temperaturas mais adequadas para o plantio vão de 21 a 27 graus célsius.

Em regiões de clima temperado, o cultivo deve ser feito nos períodos menos frios e com menos riscos de geadas.

Em locais frios ou com altitudes acima de 800 metros, deve-se fazer a semeadura do pimentão entre os meses de agosto e fevereiro.

Plantio:
Plante canteiros em solos mais úmidos. Encharcados e salinos não são tolerados pelo pimentão. A salinidade pode ocorrer principalmente em cultivo em estufas ou por uso excessivo de fertilizantes químicos.

Evite também áreas que já foram cultivadas com batata e tomate, pois, como são da mesma família, possuem doenças transmitidas pelo solo em comum.

O espaçamento ideal para a cultura é de 1 metro entre linhas e 50 a 60 centímetros entre plantas, principalmente para cultivos orgânicos. Em locais protegidos, deixe distâncias de 30 a 40 centímetros entre plantas e 80 centímetros entre linhas.

Adubação:
A adubação deve ser definida a partir da análise química do solo e uma consulta a um engenheiro agrônomo. Em geral, são usadas formulações de adubos químicos (NPK 4-14-8, 4-16-8, 4-30-12) e, em cobertura, adubos ricos em nitrogênio, como ureia, sulfato de amônia e ainda formulações de NPK 20-00-20 e 10-10-10.

No cultivo orgânico, utiliza–se composto orgânico na proporção de 3:1 de material vegetal e estercos, além de fosfato de rocha natural e adubações de cobertura com compostos fermentados tipo bokashi – composto de farelos fermentado muito rico em nutrientes e micro-organismos. Deve ser feito aos 30, 60 e 90 dias após o transplante.

Irrigação:
Faça irrigações pelo sistema por aspersão ou gotejamento, mais indicado para o cultivo protegido. O pimentão gosta de água, principalmente no período de floração e desenvolvimento de frutos.

A falta de água pode causar podridão apical dos frutos, devido à deficiência de cálcio. Contudo, cuidado com o excesso de regas, que pode aumentar o risco de doenças foliares e tornar o solo prejudicial para o plantio.

Cuidados:
Mantenha as plantas livres de competição com o mato até 60 dias após o transplante. Ramos e folhas abaixo da primeira bifurcação, inclusive a flor ou o fruto, devem ser eliminados.

Em cultivos protegidos, selecione quatro hastes acima da primeira bifurcação para conduzir a planta e eliminar as demais. Sem esses procedimentos, há uma redução da produção, que pode chegar a 40%.

É ainda fundamental realizar o tutoramento. Amarre as plantas em estacas de madeira ou de bambu individuais para evitar o tombamento.

Produção:
De 100 a 110 dias após a semeadura pode se iniciar a colheita, a qual se estende por quatro a cinco meses, com produtividade média de 35 a 40 toneladas por hectare. Em estufas, a colheita demora um pouco mais, até 9 meses.

Porém, a produtividade média sobe para até 150 toneladas por hectare. Em cultivos orgânicos, a produtividade varia de 25 a 30 toneladas por hectare.