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Como Plantar Coentro

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Como Plantar Coentro
Coentro (Coriandrum sativum) é uma planta glabra, da família Apiaceae, de flores róseas ou alvas, pequenas e aromáticas, cujo fruto é diaquênio e cuja folha, usada como tempero ou condimento, exala odor característico.

O coentro é muito utilizado na culinária brasileira nordestina e também na região Norte. Em Portugal, é muito utilizado, por exemplo, na cozinha alentejana e noutras regiões do sul do País. No norte, é praticamente ignorado.

Originário do sul da Europa e do Oriente Médio, o coentro já era conhecido e utilizado pelos egípcios, não como tempero, mas como planta medicinal (a ele se atribuíam propriedades digestivas, calmantes e, quando usado externamente, para alívio de dores das articulações e reumatismos), além de possuir efeito anafrodisíaco.

Depois de aprender como plantar pimenta, vamos ver agora como plantar coentro.

Como Plantar Coentro


Os coentros crescem e dão semente rapidamente. Para garantir que não se acabem durante a estação, faça uma nova sementeira a cada três semanas.

Espalhe as sementes num canto do jardim que receba luz e tenha sombra, de preferência sol de manhã e sombra à tarde. Se ficarem muito à sombra, pode juntá-las bastante, pois as raízes manter-se-ão frescas na mesma. As sementes devem ficar cobertas de cerca de 1cm de terra.

A primavera e o outono sãs as melhores épocas para plantar coentros, porque o calor do verão acelera o processo de crescimento e rapidamente os nossos coentros espigam. Para um resultado perfeito, deverá ter a terra úmida, mas nunca encharcada

Como Plantar Coentro: Plantio


Acrescente um pouco de composto ou “mulch” para acrescentar nutrientes e ao mesmo tempo oferecer uma camada extra de protecção às jovens raízes.

Se os seus coentros começarem a espigar, arranque o botão antes que abra flor, com isso a planta vai direccionar energias para as folhas e raízes em vez de as utilizar nas flores e posteriores sementes.
Se o tempo ajudar e sem mais tarefas para além de uma leve monda, dentro de dois meses poderá saborear coentros frescos.

Como Plantar Coentro: Colheita


As folhas de coentro podem ser colhidas em qualquer altura, a partir do momento em que já tenham definidos os seus recortes característicos, no entanto, o ideal será esperar que o pé tenha cerca de 10cm, para obter das folhas todo o seu aroma.

Colha as folhas mais antigas, dando assim tempo às mais novas de amadurecer e mantenha-as debaixo de olho, pois elas crescem muito rapidamente.

Poderá colher folhas durante algum tempo antes que apareçam as primeiras flores e posteriores sementes. Pode optar por guardar as sementes para voltar a plantar ou então, reservas alguns grãos para relevar o sabor dos seus cozinhados.

Para conservar coentros, o ideal será congelar folhas viçosas, uma vez que com a secagem perdem quase todo o sabor.

Uma vez que você tenha cultivado e colhido o coentro, você vai querer fazer bom uso dele. Tente adicionar coentro fresco picado em molhos comercialmente preparados. Você não vai acreditar na diferença.

Fonte: Portal do Jardim

Como Plantar Violetas

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Como Plantar Violetas
A violeta é proveniente das montanhas de Tânger (na África do Norte), onde alcança um tamanho entre 15 e 20 cm. São inúmeras as variedades encontradas atualmente e novas continuam sendo pesquisadas e desenvolvidas.

É uma planta de clima quente com ciclo de produção de aproximadamente 32 semanas (20 semanas para formação da muda e mais 12 semanas para florescer).

Não tolera raios solares diretos. O índice de luz varia de acordo com a variedade, mas em geral com cerca de 10.000 a 15.000 lux consegue-se bons resultados.

Para as variedades que produzem folhas grandes, de cor verde intenso e hastes compridas, há necessidade de mais luz para o bom desenvolvimento, sendo que para as variedades de folhas claras, a necessidade é menor.

Depois de aprender como plantar girassol, vamos descobrir a partir de agora como plantar violetas.

Como Plantar Violetas: Características Gerais

 

  • Solo: rico em nutrientes minerais
  • Clima: entre 16 e 28 graus célsius
  • Área mínima: vasos de 12 centímetros de altura
  • Produção: o ano todo
  • Custo: R$ 0,65 para a formação de cada muda

 

Como Plantar Violetas

 

Início:
Violetas são fáceis de comprar, pois há muitos exemplares em diferentes pontos de venda.
Porém, com o uso de técnicas de hibridização, viveiristas possuem, em geral, ampla variedade de oferta.
Contudo, sempre é bom ter referências dos produtores para garantir a qualidade das flores.

Propagação:
Para reproduzir as violetas, o método mais prático é por meio do enraizamento das folhas, a partir de 5 centímetros de comprimento. Retire as folhas da segunda ou terceira carreira, contando de fora para dentro.

Corte o pecíolo – o pequeno cabo na base da folha -, deixando-o com um centímetro, pois, quanto mais longo ficar, mais tempo demorará a formação da muda.

Em um substrato preparado com casca de arroz queimada e vermiculita de textura grossa, encontrada em lojas de produtos agropecuários, fixe as folhas separadas, de forma que elas recebam boa luminosidade.
A temperatura recomendada do local de reprodução é de 21 graus célsius.

Transplante:
São realizados dois transplantes na produção de violetas. Entre oito e 12 semanas, as mudas estão prontas para o primeiro deles. De três a quatro brotos mais desenvolvidos são colocados em copos de plástico de 6 centímetros de diâmetro por 6 centímetros de altura ou em bandejas coletivas com substrato leve, de boa drenagem e rico em matéria orgânica.

Terra ou areia deve fazer parte da mistura. Aplique pequena concentração de fertilizantes químicos.
Após dois ou três meses, a planta já conta com folhas maiores e com o início dos botões florais, fase que indica estar pronta para o transplante definitivo em local rico em nutrientes minerais.

Vasos:
Em geral, as violetas são plantadas em vasos de plástico ou de barro de 12 centímetros de altura. Os vasos de barro apresentam melhor absorção da umidade.

No entanto, os modelos de plástico são mais procurados por ser mais leves e limpos, mesmo precisando de mais cuidados para impedir que haja encharcamento.

Cerca de 10 a 12 semanas após o plantio em vasos, as violetas estão prontas para a comercialização.

Ambiente:
O ciclo do cultivo de violetas deve ser realizado em ambiente fechado. Disponibilize uma estrutura como uma estufa. Coloque os vasos de violeta em bancadas de telhas de amianto, ripa de madeira ou grade de ferro, com 80 a 90 centímetros de altura do solo.

Temperaturas noturnas elevadas e diurnas mais baixas são adequadas para o desenvolvimento das violetas, desde que não ultrapasse o limite de 14 e 28 graus célsius, respectivamente. Evite a incidência do sol diretamente nas plantas com o uso de telas de sombreamento.

Irrigação:
Não pode ser excessiva para evitar que as raízes sejam atacadas por fungos e apodreçam. Na produção de mudas e no primeiro transplante, a recomendação é irrigação manual por aspersão.

Nos vasos, evite molhar as folhas e as flores. Prefira fazer regas nas horas mais frescas do dia.

Cuidados:
As violetas são suscetíveis a pragas e doenças. Ácaros podem ser combatidos com acaricidas à base de dicofol, clorobenzilato ou propargite; tripes, cochonilhas e pulgões, controlados com inseticidas sistêmicos.

A principal causa das enfermidades é a incidência de fungos que surgem quando há muita umidade. Faça pasteurização preventiva do substrato antes do plantio das mudas.

Fonte: Revista Globo Rural

Como Plantar Manjericão

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Como Plantar Manjericão
O manjericão (Ocimum basilicum L., Lamiaceae) é considerada uma planta perene, mas em condições de cortes sucessivos, a espécie apresenta boas produtividades até o segundo ano de cultivo. A senescência da parte aérea é mais rápida em situação de fertilizações pouco freqüentes, baixa disponibilidade hídrica e baixas temperaturas durante o inverno.

As diferentes espécies ou variedades de manjericão podem ser classificadas em função do aroma: doce, limão, cinamato ou canela, cânfora, anis e cravo e também a partir de características morfológicas da planta como: porte, formato da copa, tamanho e coloração da folhagem.

O manjericão de cor verde é o mais conhecido, sendo as espécies com folhas avermelhadas mais raras e mais aromáticas.

Depois de aprender como plantar orégano, vamos descobrir agora como plantar manjericão.

Como Plantar Manjericão: Características Gerais


  • Solo: fértil e de granulação média;
  • Clima: na faixa de 21 a 25 graus;
  • Área mínima: pequenas hortas, caixotes ou vasos;
  • Colheita: a cada 60 dias;
  • Custo: 2,50 reais a muda.

Início:
Antes de tudo, é preciso fazer uma análise do solo onde será plantado o manjericão. Um engenheiro agrônomo pode dar as orientações sobre as correções e fertilizações exigidas para o cultivo. Em vasos, assegure-se de que a terra seja fértil e de granulação média.

Plantio:
Plante a muda de manjericão no mês de setembro, início da primavera. É quando ocorrem as primeiras chuvas da estação. Use estacas de ponteiro, colocadas em bandejas de isopor de 200 células com substrato comercial. Elas devem ser mantidas irrigadas.

Espaçamento:
Depende do sistema de cultivo adotado, mas recomenda-se a distância de 60 centímetros entre linhas e 40 centímetros entre plantas.

Corte:
Faça o primeiro corte somente após três meses do plantio. Ele deve ser a 40 centímetros do nível do solo. Repita o processo a cada 50 ou 60 dias, ou quando observar que há uma aproximação das copas, a ponto de prejudicar as folhas mais baixas por impedir a luminosidade. Os cortes favorecem a produtividade, pois o manjericão volta a brotar e a ramificar.

Pragas e Doenças:
Embora seja bastante resistente, o manjericão pode ser atacado principalmente pela larva minadora, pelo bicho-mineiro e pelas doenças rhizoctoniose, fusariose e cercosporiose. Procure um agrônomo para melhor controlar esses problemas.

Tratos:
Em plantas que exigem cortes sucessivos, alguns tratos são necessários. Faça com freqüência capinas e controle de doenças e fertilizações. Assegure a disponibilidade de água.

Produção:
As folhas podem ser colhidas quando a planta atingir cerca de 1,2 metro de altura. Em geral, isso ocorre aos 60 dias. A primeira colheita, no entanto, é indicada somente após três meses do plantio.

Fonte: Revista Globo Rural

Como Plantar Acerola

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Como Plantar Acerola
A acerola (Malpighia emarginata ou Malpighia glabra), também conhecida popularmente como cereja-das-antilhas ou cereja-de-barbados, tem origem nas Antilhas, América Central e norte da América do Sul. Pertence à família das Malpighiaceae.

O fruto nasce na aceroleira, que é um arbusto de até três metros de altura, cujo tronco se ramifica desde a base e cuja copa é bastante densa com pequenas folhas verde-escuras e brilhantes. Suas flores, de cor rósea-esbranquiçada, são dispostas em cachos e têm floração durante todo o ano. Após três ou quatro semanas, se dá sua frutificação.

Por ser uma planta muito rústica e resistente, ela se espalhou facilmente por várias áreas tropicais, subtropicais e até semiáridas. A acerola, quando madura, tem uma variação de cor que vai do alaranjado ao vinho, passando pelo vermelho. Esta coloração é resultado da presença de antocianinas, especialmente pelargonidina e malvidina.

Valor Nutritivo da Acerola


A acerola é uma excelente fonte de vitamina C (ácido ascórbico), além de ser uma fonte razoável de pró-vitamina A. Também contém vitaminas do complexo B como tiamina (B1), riboflavina (B2) e niacina (B3), e minerais como cálcio, ferro e fósforo, embora os teores sejam baixos.

Como Plantar Acerola


Após aprender como plantar jabutibaca, vamos ver agora como plantar acerola.

Clima:
A aceroleira é uma planta de clima tropical, porém adapta-se bem em regiões de clima subtropical. Temperaturas entre 15ºC e 32ºC, com médias anuais em torno de 26ºC, são as mais favoráveis. Para que a mesma cresça e produza bem, também é fundamental uma adequada disponibilidade de água no solo. Precipitações entre 1200mm e 2000mm, bem distribuídas ao longo do ano, são consideradas ideais. Além disso, a planta é exigente quanto à insolação, que influencia bastante a produção de vitamina C.

Solo:
Solos profundos, areno-argilosos e bem drenados são os mais indicados.

Propagação:
Sementes (para a formação dos porta – enxertos), estaquia e enxertia por garfagem.

Substrato para Mudas:
Para a germinação de sementes e enraizamento de estacas recomenda-se o uso de areia lavada apenas ou acrescida de vermiculita, na proporção, em volume, de 1:1.

Para mudas em crescimento recomenda-se uma mistura composta à base de casca de pinus queimada (180,0 L), vermiculita (20,0 L), torta de mamona (3,0 L), calcário dolomítico (0,6 kg) e adição da fórmula NPK 10-10-10 (0,5 kg).

Época de Plantio:
Preferencialmente, no início ou durante a estação chuvosa; havendo possibilidade de irrigação, o plantio pode ser feito em qualquer época do ano, exceto no inverno em regiões com temperaturas inferiores a 15ºC.

Espaçamento:
5,0 m x 5,0 m ou 6,0 m x 4,0 m.

Práticas Culturais:
Para que a aceroleira produza bem, algumas práticas culturais são essenciais como o controle de plantas daninhas, adubações (baseadas na análise do solo), podas de formação e de limpeza, e irrigação (em regiões onde ocorre déficit hídrico nos meses mais quentes do ano).

Polinização:
Para um bom vingamento de frutos, a aceroleira depende da polinização das flores por insetos polinizadores, destacando-se abelhas do gênero Centris spp. Além disso, é recomendável o plantio intercalado de mais de uma variedade de acerola para favorecer a polinização cruzada.

Principais Pragas:
Bicudo do botão floral (Anthonomus acerolae); cigarrinha (Bolbonata tuberculata); cochonilha parda (Coccus hesperidium); formigas cortadeiras (Atta spp.); mosca das frutas (Ceratitis capitata); ortézia (Orthezia praelonga); percevejo vermelho (Crinocerus sanctus); pulgão (Aphis spp.) e nematóides (Meloidogyne spp.).

Principais Doenças:
Antracnose (Colletotrichum gloesporioides); cercosporiose (Cercospora sp.); seca descendente de ramos (Lasiodiplodia theobromae) e podridão de frutos (Rhizopus sp.).

Colheita:
Os frutos devem ser colhidos a cada dois ou três dias, retirando todos os frutos maduros e aqueles mudando de coloração, manuseando os mesmos com cuidado para evitar lesões e evitando deixá-los expostos ao sol após a colheita.

Pós-colheita:
Após a colheita, os frutos devem ser levados a uma casa de beneficiamento, onde são submetidos a uma seleção e lavagem com água fria.

Frutos para consumo ao natural são acondicionados em embalagens plásticas, pesados e conservados sob refrigeração à temperatura de 7 a 8ºC, por um período de até 10 dias.

Frutos destinados à exportação são armazenados sob congelamento à temperatura de -20ºC, que permite a conservação por mais tempo.

Produtividade:
A aceroleira produz três ou mais safras durante o ano, concentradas principalmente na primavera e verão, que dependem da disponibilidade de água no solo. A partir do 3º ou 4º ano do plantio, plantas adultas chegam a produzir acima de 40kg de frutos/planta/ano, que corresponde a uma produtividade em torno de 16t/ha.

Principais Usos:
A acerola apresenta elevado potencial para produtos processados (suco integral e polpa congelada) e indústria farmacêutica. Para uso doméstico, é geralmente consumida ao natural e na forma de sucos, geléias e doces de massa, podendo ser misturada a outros sucos de frutas como laranja, manga e mamão.

Fonte: Toda Fruta

Como Plantar Chuchu

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Como Plantar Chuchu
O chuchu (Sechium edule) é uma hortaliça-fruto, ou seja, um vegetal da categoria dos frutos. Também é conhecido como machucho, caiota (Açores) ou pimpinela (ilha da Madeira).

Existe em abundância na ilha da Madeira, principalmente junto aos cursos de água (ribeiras e nascentes). Em países latinos é conhecido como Chayote, enquanto em países de língua inglesa é conhecido por christophene, vegetable pear, mirliton, choko, starprecianté, citrayota, chow chow (India) or pear squash.

Apesar de ser uma hortaliça, ou seja, poder ser cultivada na horta caseira, é considerada um fruto, tal como o tomate (devido ao fato de suas sementes estarem dentro, resultado da fecundação do óvulo da flor, envolvidas pela parte comestível).

Depois de aprender como plantar quiabo, descubra agora como plantar chuchu.

Como Plantar Chuchu – Introdução

Como Plantar ChuchuA fama de vegetal sem graça e sem sabor não faz jus às qualidades do chuchu. Ele é rico em fibras, possui vitaminas A, B1 e C, potássio, magnésio, fósforo e ferro.

Além de conter muita água, tem baixo teor de calorias e é digestivo, o que o torna um excelente diurético, indicado ainda como auxiliar no controle de hipertensão, problemas renais e urinários.

Não bastassem essas propriedades, ele é também a escolha certa para quem tem interesse em cultivar uma hortaliça fácil de produzir, rústica, que não exige tratos especiais no manejo, cresce bem em pequenos espaços e nasce em qualquer lugar.

Tudo o que o chuchu precisa é de um local sombreado e fresco para germinar. Apoiado em uma latada ou caramanchão, a planta se desenvolve sem dificuldades.

Culinária:
De sabor suave, o chuchu é comumente utilizado na composição de saladas, refogados, recheios de tortas, suflês, sopas e cremes. Sua casca apresenta-se lisa ou com pequenos espinhos, podendo ser arredondado ou ter a forma de pera.

A cor do produto é sempre verde, variando do claro ao bem escuro.

Nasce do chuchuzeiro (Sechium edule), uma cucurbitácea perene. O caule da planta serve para fabricação de papel, e os feixes tratados são utilizados na confecção de chapéus.

Cozidas, fritas ou reduzidas a fécula para a preparação de doces, as raízes, que ficam a 25 centímetros de profundidade, também são comestíveis.

O chuchuzeiro é uma trepadeira que deve ser conduzida por meio de tutoramento. Com ramas longas e filamentos enrolados – as gavinhas –, desenvolve-se bem sobretudo em locais onde o clima é ameno.

Geadas ou calor em excesso podem interferir na brotação e no pegamento do fruto, que também é conhecido como caxixe ou machucho.
Como Plantar Chuchu – Mãos à Obra

Início:
O plantio do chuchuzeiro é feito com chuchus-semente, frutos obtidos na própria plantação.

Para dar início a um plantio, procure por produtores mais experientes, com matrizes selecionadas e frutos mais sadios. Eles devem ser bem formados, originários de culturas uniformes, produtivas e livres de pragas e doenças.

Ambiente:
O cultivo do chuchuzeiro adapta-se melhor em áreas com temperaturas amenas, variando entre 15 ºC e 25 ºC. Durante o inverno, o frio intenso e as geadas impedem o desenvolvimento do plantio.

A queda de flores é provocada por calor e chuvas em excesso, além de doenças fúngicas.

Plantio:
Pouco exigente em solo, sendo inclusive muito tolerante à acidez, o chuchuzeiro tem, no entanto, produtividade mais elevada quando encontra solos de textura média, soltos e leves, com boa fertilidade ou adequadamente adubados.

A planta não tolera excesso de água e o solo deve ser bem drenado. Os chuchus-semente devem ser plantados após a pré-brotação. Para isso, são colocados sobre o leito de terra em local sombreado, ventilado e ligeiramente úmido, um ao lado do outro.

Os maduros apresentam a semente germinada em 15 dias, porém, somente devem ser plantados quando o broto atingir cerca de 12 centímetros.

Acomode os chuchus-semente no sulco ou na cova, sem cobrir com terra, evitando o apodrecimento. O simples contato com o solo provoca rápido enraizamento.

Latada:
A condução da planta é tradicionalmente em latada (espaldeira), pois os frutos pendentes tornam-se de coloração mais desejável e são mais visíveis na colheita.

Construa a latada fincando mourões firmemente no solo e espaçados com três metros entre si para servir de suporte de fios de arame liso de números 12 ou 16.

Faça uma malha de arames cruzados a 1,80 metro do solo, altura que facilita o manejo no plantio. Ao lado de cada mourão, planta-se um chuchu-semente germinado.

Adubação:
Para a implantação da cultura, é necessário contar com fósforo em abundância, o que favorece o desenvolvimento das raízes. Também é preciso duas fontes de potássio.

Adubações de cobertura podem ser aplicadas mensalmente, sobretudo quando se inicia o crescimento da haste principal e o florescimento.

No caso de manter a cultura no terreno por mais de um ano, aplica-se uma cobertura de nitrogênio e potássio antes da nova brotação, a qual ocorre no início da primavera.

Cuidados:
A irrigação é fundamental para manter a boa produtividade da hortaliça. As regas devem ocorrer por sulco, cuja localização deve ser paralela à linha de plantio, para permitir molhamento ao redor de cada planta.

Também pode ser feita por aspersores instalados na extremidade de tubos a dois metros do solo. O sistema de gotejamento vem sendo utilizado mais recentemente.

Produção:
Após o plantio do chuchu-semente germinado, são necessários de 80 a 110 dias para começar a colheita.

No auge do desenvolvimento de ramas e frutos, pode ser necessário realizar colheita em dias alternados, obtendo-se frutos tenros e mais adequados para a comercialização.
Como Plantar Chuchu – Solo, Clima e Colheita

Solo:
Solto, leve e de textura média, com boa fertilidade ou adubado.

Clima:
Temperatura amena, entre 15 ºC e 25 ºC.

Área Mínima:
Cinco metros quadrados.

Colheita:
De 80 a 110 dias após o plantio.

Custo:
O chuchu-semente é oriundo da própria plantação.

Fonte: Revista Globo Rural

Como Plantar Melancia

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Como Plantar Melancia
A melancia é fruta extraordinária e grande, talvez uma das maiores entre todas as frutas existentes. Para se ter uma idéia, em condições normais de produção, seu peso pode variar entre 10 e 20 Kg de pura água.

Provavelmente originária do norte da África, acredita-se que a melancia seja espécie conhecida e cultivada pelo homem há mais de 4 mil anos. Cultura exigente de climas quentes ou temperado-quentes, hoje em dia a melancia é encontrada em todas as regiões tropicais do globo.

No Brasil, a fruta pode ser plantada por toda parte. E é! No volume e no valor econômico, a melancia está entre os dez primeiros lugares na lista das hortaliças comercializadas no mercado nacional.

Os principais pólos produtores de melancia no país estão no sul, onde os Estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo abarcam quase a metade de toda a produção e no nordeste, mais precisamente na Bahia e em Pernambuco, onde as áreas irrigadas do Vale do Rio São Francisco são responsáveis por cerca de um quarto do total produzido. Parte dessa produção destina-se à exportação, especialmente para alguns países da própria América do Sul.

Depois de aprender como plantar maracujá, vamos ver agora como plantar melancia.

Como Plantar Melancia: Características da Planta


Planta de caule rasteiro e ramificado. Folhas ovais, divididas em 3 lobos, apresentando estruturas em espiral presas ao caule, denominadas “gavinhas” Flores pequenas, de coloração amarelo-esverdeada.

Como Plantar Melancia: Fruto


Arredondado ou alongado, de casca lisa, verde ou rajada por manchas amareladas. Polpa abundante que varia de cor: branco-rósea, amarelada, avermelhada ou purpúrea, com as sementes avermelhadas ou pretas.

Como Plantar Melancia: Cultivo


Por sementes, em agosto nas regiões de inverno rigoroso, c em qualquer parte do ano nas demais regiões. Prefere solos sílico-argilosos, profundos e ricos em matéria orgânica. A colheita é feita cerca de 100 dias após plantio.

Juntamente com o melão, a melancia é fruta da família das Cucurbitáceas, a mesma do pepino, da abóbora e do chuchu.

Em suas diferentes variedades – embora exista uma variedade cuja polpa é amarelada – as melancias têm, em geral, uma coloração que varia entre o branco-róseo e o vermelho forte. Qualquer que seja a variedade, em quase todos os casos, a melancia é completa e desordenadamente pontilhada por pequenas sementes chatas, negras e lisas, dispersas em meio à grande polpa.

Essa polpa é, também, bastante aquosa, sendo a proporção de água que encerra ainda superior à dos melões. Água pura!

Por esse motivo, a melancia é uma das frutas mais refrescantes existentes, ganhando ainda dos melões por ser menos indigesta do que eles.

A verdade, em situações de extremo calor, em meio ao sol do meio-dia do verão tropical, nada como uns bons nacos de uma melancia fresca para repor os líquidos perdidos pela transpiração. Sem sombra de dúvidas, esta é a melhor ocasião e maneira de saboreá-la.

Nas cidades do nordeste do Brasil e em algumas cidades mais quentes do sudeste, inclusive, é comum encontrar ambulantes vendendo pedaços já partidos de melancia e de outras frutas refrescantes, tais como o abacaxi para atenuar o calor dos passantes.

Aliás, por seu tamanho excessivo, uma única melancia inteira chega a ser aquisição exagerada para o consumo de uma família comum. Assim, as melancias são normalmente vendidas, nos mercados e nas feiras brasileiras, já cortadas em pedaços, quartos ou metades.

O caldo generoso e a polpa consistente da melancia são adocicados. Em geral, quanto mais madura a fruta, mais doce seu sabor. Porém, algumas vezes, este é insípido e sem graça e, então, só serve para alimentar os animais que nunca se fartam de comê-la.

Determinar se uma melancia está ou não está madura não é tarefa fácil. Sua casca, dura e espessa, não deixa transparecer o que há lá dentro. Um bom método é dar uns soquinhos com os nós dos dedos: se a fruta ainda estiver meio verde, o som sairá um pouco metálico. Do contrário, quanto mais surdo for o som que vier da fruta, mais madura ela estará.

A Horticeres revolucionou o mercado de melancias ao introduzir a Híbrida Rubi, em 1991. A uniformidade do fruto de peso médio elevado, casca listrada em tons de verde em contraste ao interior vermelho-rubi, e excelente sabor adocicado, não encontram concorrência. Mas o dinamismo do programa de melhoramentos busca novas e melhores cultivares.


A melancia forrageira (Citrullus lanatus cv. Citroides), também conhecida como melancia-de-cavalo, melancia do mato ou, melancia-de-porco, é originária da África e foi trazida para o Brasil pelos escravos. Aqui se adaptou às condições do Nordeste e se espalhou através de cruzamentos naturais com outros tipos de melancia. A sua polpa é branca, consistente, com baixo teor de sacarose, daí não ter boa aceitação para o consumo humano.

Há muito tempo que a melancia forrageira vem sendo utilizada na alimentação animal por pequenos criadores do Nordeste. Recentemente, como conseqüência das últimas secas que castigaram a região, a sua utilização cresceu, com a intensificação dos plantios, principalmente na Bahia e em Pernambuco.

Em Sergipe, a Embrapa Tabuleiros Costeiros, unidade vinculada ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento, implantou, este ano, no Campo Experimental de Nossa Senhora das Dores, uma unidade demonstrativa com essa cultura, visando a sua divulgação entre os produtores e técnicos sergipanos.

Para este fim, realizou, com o apoio da EMDAGRO, seis dias de campo com a participação de produtores de diversos municípios sergipanos. De maneira geral, a receptividade dos produtores foi muito boa, com os mesmos demonstrando interesse em adquirir sementes para o plantio no próximo inverno.

A melancia forrageira é um alimento considerado de boa qualidade. Estudos realizados pela Embrapa Semi-Árido, em Petrolina-PE., indicam que ela contém, em média, 90% de água e 10% de matéria seca, com 7 a 10% de proteína e é muito rica em sais minerais. A digestibilidade é da ordem de 60%.

Como Plantar Melancia: Solo e Plantio


De maneira geral, a melancia forrageira apresenta melhor desenvolvimento e maior produtividade em solos leves e de boa fertilidade. Não devem ser indicados solos sujeitos a encharcamento e salinos.

A melancia forrageira pode ser plantada solteira ou em consórcio com outras culturas. Solteira, o espaçamento pode ser de 3,0 x 2,0m e consorciada de 3,0 x 3,0m, entre linhas e covas, respectivamente. Em cada cova colocam-se de 3 a 4 sementes, com um consumo médio de 1,0 kg de sementes por hectare.

Por ser uma planta rústica e resistente às doenças, a melancia forrageira não apresenta dificuldades para ser cultivada. Necessita, apenas, ser limpa uma ou duas vezes durante o seu ciclo vegetativo, que é de cerca de 90 dias. A adubação é opcional, podendo ser feita com esterco produzido na própria fazenda, colocando-o na cova, antes do plantio.

Como Plantar Melancia: Produtividade e Conservação


A produtividade está relacionada com a fertilidade do solo e, principalmente, com a quantidade e distribuição das chuvas durante o seu ciclo produtivo. Dados da Embrapa Semi-Árido indicam que, em Pernambuco, com precipitações na faixa de 200 a 600 mm, a produtividade tem sido de 10 a 60 toneladas por hectare.

Os frutos da melancia forrageira são bastante resistentes às doenças causadas por fungos e bactérias que normalmente atacam os frutos das melancias comerciais. Deve-se evitar, porém, corte ou arranhão na superfície dos frutos.

A estocagem pode ser feita no campo, deixando as melancias no próprio local de plantio. Para evitar os danos causados por insetos do solo, é recomendável revirar as melancias das suas “camas” originais. Outra opção é guardar os frutos em galpões secos e ventilados, dispostos em camadas de 50 cm. Deve-se ter cuidado com os ratos, que podem estragar os frutos. Pode-se, também, estocar os frutos debaixo de árvores, próximo do local de plantio.

Recomenda-se o uso dos frutos no período seco imediatamente após a colheita.

Como Plantar Melancia: Uso da Melancia Forrageira


A melancia pode ser fornecida picada em máquinas forrageiras, como a usada para a palma, ou picada no facão, a depender do número de animais a serem alimentados.

A melancia não deve ser fornecida aos animais como fonte única de alimento. Devido ao seu elevado teor de água (90%), os animais não conseguem atingir o consumo de matéria seca que necessitam. Assim, recomenda-se o fornecimento de melancia equivalente a 1/3 do consumo diário de matéria seca, ou seja, aproximadamente, 30 a 40 kg de melancia/dia, para cada animal adulto.

Fonte: Toda Fruta

Como Plantar Abacaxi

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Como Plantar Abacaxi
O termo abacaxi (em português) é, com forte probabilidade, oriundo do tupi ibacati, ‘bodum ou fedor de fruto’, ‘fruto fedorento’ (ibá, ‘fruto’, cati, ‘recender ou cheirar fortemente’), documentado já no início do séc. XIX.

O termo ananás (em português e espanhol) é do guarani naná, e documentado em português na primeira metade do séc. XVI e em espanhol na segunda (1578), em que é empréstimo do português do Brasil ou da sua língua geral. O termo abacaxi também é um termo ameríndio.

O abacaxi é um fruto-símbolo de regiões tropicais e subtropicais, de grande aceitação em todo o mundo, quer ao natural, quer industrializado: agrada aos olhos, ao paladar e ao olfato. Por essas razões e por ter uma “coroa”, cabe-lhe por vezes o cognome de “rei dos frutos”, que lhe foi dado, logo após seu descobrimento, pelos portugueses.

Depois de aprender como plantar lichia, vamos descobrir agora como plantar abacaxi.

Como Plantar Abacaxi

Como Plantar AbacaxiO abacaxizeiro é planta semiperene, que alcança um metro de altura. Primeiro produz um único fruto, situado no ápice; depois, com a ramificação lateral do talo, aparecem outros frutos, de modo que a fase produtiva pode prolongar-se por vários anos. Quando adulto, é constituído de raízes, talo (caule), folhas, frutos e mudas.

Como Plantar Abacaxi: 
Escolha da Área e Preparo do Solo

Os solos para plantio do abacaxi devem ser de textura média (areno-argilosa) ou leve (arenosa), e bem drenados, de preferência planos, com boa profundidade e com pH em torno de 5.0. Não devem ser sujeitos ao encharcamento.

Como Plantar Abacaxi: Época do Plantio

De preferência, no início da estação chuvosa, o que facilita o pegamento das mudas. Esta indicação não é rígida e o plantio pode ser efetuado durante todo o ano, a depender da umidade do solo, da disponibilidade de mudas e da época que deseja colher o fruto.

Como Plantar Abacaxi: Variedades

Na escolha da variedade deve-se levar em conta o destino da produção (consumo “in natura” ou indústria). As cultivares mais conhecidas no Brasil são: Pérola ou Branco de Pernambuco, Smooth Cayenne e Jupi. A Smooth Cayenne só tem espinhos nas extremidades das folhas. É a preferida para o mercado externo e para a industrialização, principalmente na fabricação de compotas (fatias em calda).

As variedades Perolera e Primavera são as mais resistentes à fusariose, possuem folhas sem espinhos e frutos de boa qualidade.

Como Plantar Abacaxi: Mudas

Mudas sadias e com um comprimento maior do que um palmo (mais de 25cm) devem ser utilizadas. Devem ser escolhidas em plantios onde o número de frutos doentes (podres) tenha sido mínimo. Descartar as mudas que apresentarem o menor sinal de goma. Escolher somente mudas sadias e vigorosas. Os tipos de mudas comumente usados são: coroa, filhote, filhote-rebentão e rebentão.

Como Plantar Abacaxi: Métodos de Plantio

O plantio pode ser feito em covas, sulcos e fendas (plantio inclinado). Não havendo sulcador, pode-se abrir as covas com enxada, pá de plantio tipo havaiano ou com coveadeira (mecanizada).

Como Plantar Abacaxi: 
Disposição das Covas ou Sulcos

O plantio das mudas pode ser feito em filas simples ou duplas; dar preferência ao sistema de fileiras duplas. Em terrenos com declive, dispor as covas ou sulcos em curva de nível.

Como Plantar Abacaxi: 
Espaçamento e Densidade

A distância entre as plantas pode variar de acordo com a variedade, o destino da produção, o nível de mecanização e outros fatores. Para produção de frutos in natura ou suco, o espaçamento deve ser mais fechado – frutos com peso variando de 1,1-1,5kg. Na produção para industrialização devem ser utilizados espaçamentos maiores (menos plantas por área) – frutos acima de 1,5kg.

Espaçamentos recomendados:

Espaçamento - Abacaxi

Usar os espaçamentos menores com as variedades sem espinhos nas folhas.
Como Plantar Abacaxi: Plantio

Obtidas as mudas, efetuar uma seleção descartando todas aquelas que apresentarem o menor sinal de goma ou podridão. Expor ao sol (uma a duas semanas) para evitar o apodrecimento após o plantio.

Como Plantar Abacaxi: 
Controle de Plantas Daninhas

A lavoura deve ser mantida livre de plantas daninhas. O controle do mato pode ser feito com capinas manuais (enxada), cultivos à tração animal, uso de cobertura morta e herbicidas recomendados para a cultura, à base de diuron (1,6 a 3,2kg/ha), simazina (2,4 a 3,21/ha), ametrina (2,4 a 3,21/ha) ou outros, aplicados em pré-emergência das plantas daninhas. O uso de herbicidas reduz a mão-de-obra e é o método mais eficiente. O pulverizador deve ser calibrado para garantir a dose correta.

Em áreas infestadas por plantas daninhas de difícil controle (tiririca, capim sapé, grama-seda etc) recomenda-se a aplicação de herbicidas à base de glifosate, na dosagem de cinco a sete litros do p.c./ha, sobre as plantas daninhas, uma a duas semanas antes da aração ou da gradagem.

Como Plantar Abacaxi: 
Correção da Acidez e Adubação

É conveniente fazer análise do solo das áreas onde os plantios serão implantados e adubados, encaminhando-as para laboratórios competentes. Os adubos devem ser aplicados no solo (junto às plantas) ou nas axilas das folhas basais. Não deixar cair adubo no olho da planta.

Como Plantar Abacaxi: Irrigação

Na maioria das regiões, as chuvas ocorrem em períodos definidos, com escassez em alguns meses, fazendo com que a irrigação se torne necessária para a cultura do abacaxizeiro.

A quantidade de água recomendada é de 60 a 120 mm/mês aplicada a depender das condições de solo e clima. A cultura deve ser irrigada por todo o ciclo. O abacaxizeiro é tão sensível à falta quanto ao excesso de água.

Os métodos de irrigação mais usados são os de aspersão, pivô central e autopropelido. Micro aspersão e gotejamento podem também ser usados.

Como Plantar Abacaxi: Controle de Pragas

As pragas mais comuns são a broca do fruto (Thecla basalides) e a cochonilha (Dysmicoccus brevipes), esta última causadora da “murcha do abacaxi”.

A broca do fruto é a larva de uma pequena borboleta que ataca a inflorescência do abacaxi, cavando galerias e provocando o aparecimento de uma substância com aspecto de goma. O tratamento pode ser feito com carbaril (260 gramas em 100 litros d’água); paration metílico, diazinon (90 ml/100 1 de água), na base de 30 a 50 ml da solução por planta.

A cochonilha é um inseto pequeno, sem asas, que se apresenta coberto por uma espécie de farinha branca. Seu combate pode ser feito com paration metílico (90 ml/100 1 de água) dimetoato (60 ml/100 1 água) e vamidotion (30 ml/100 1 de água). O tratamento de mudas só é recomendado nos casos de alta infestação de pragas.

Como Plantar Abacaxi: Controle de Doenças

A fusariose do abacaxizeiro é a principal doença desta cultura. Para controlar a fusariose, utilizar mudas sadias, selecionar as mudas a fim de eliminar sintomas de fusariose e vistoriar o plantio periodicamente.

A podridão negra é uma doença de pós-colheita. Pode ser controlada das seguintes maneiras: colher os frutos com uma parte do pedúnculo (de aproximadamente 2 cm), evitar ferimentos na superfície dos frutos e, proteger o ferimento resultante do corte na colheita.

Como Plantar Abacaxi: 
Colheita e Comercialização

A colheita pode ser feita com o auxílio de um facão. Corta-se a haste a uns cinco cm abaixo do fruto. Só colher os frutos quando a cor da casca estiver mudando de verde escuro para bronzeado-amarelado e os frutilhos se tornarem achatados. Frutos para a indústria podem ser colhidos maduros e sem as mudas.

Como Plantar Abacaxi: 
Consorciação de Culturas

O abacaxi pode ser consorciado com feijão, amendoim, quiabo, repolho, tomate e outras culturas de ciclo curto, que são plantadas nas entrelinhas e na mesma época da cultura do abacaxi. O consórcio deve restringir-se aos primeiros seis meses do ciclo do abacaxi.

Como Plantar Abacaxi: 
Floração do Abacaxizeiro

A floração natural precoce é um problema bastante comum. Dificulta o manejo da cultura e a colheita, encarecendo o custo de produção, inviabilizando a exploração da soca (segundo ciclo) e afetando a comercialização do produto.

Por tratar-se de problema intensamente afetado por condições climáticas, até o momento ainda não existem medidas de controle do fenômeno que possam dar a segurança desejada. Encontram-se em fase de pesquisa medidas que visem a evitar ou, pelo menos retardar a floração natural.

Alguns cuidados: evitar que as plantas atinjam porte elevado ou idade avançada; evitar plantios no período de outubro a dezembro, o que é muito comum em regiões com chuvas de verão (Cerrado); evitar a utilização de mudas velhas para os plantios, etc.