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Como Plantar Orégano

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Como Plantar Orégano
O orégano, conhecido cientificamente como Origanum vulgare L., pertence à família Lamiaceae (Labiatae) da qual também faz parte, manjericão (Ocimum basilicul L.), alfavaca (Ocimum gratissimum L.), hortelã (Mentha arvensis L.), alfazema (Lavandula angustifolia Mill.), alecrim (Rosmarinus officinalis L.), sálvia (Salvia officinalis L.).

O gênero Origanum, possui mais de 205 espécies destacando-se Origanum majorana L e Origanum vulgare como as mais importantes. Essas duas espécies são bastante confundidas principalmente no sul do Brasil, em que o orégano é denominado manjerona. Apesar de pertencerem à mesma família, essas espécies possuem características distintas.

O orégano é conhecido por muitos nomes, sendo eles orégão, manjerona silvestre ou manjerona rasteira, e tem como principais países produtores, Espanha, Grécia, França, Turquia, Chile, México e Peru. O emprego dessa planta é muito diverso, de acordo com a etnofarmacologia, a planta possui ação analgésica e propriedades estimulantes do sistema nervoso e da digestão.
Depois de aprender como plantar coentro, vamos descobrir a partir de agora como plantar orégano.

Como Plantar Orégano: Introdução


A partir de estudos recentes, o orégano foi classificado como a planta de mais alta atividade antioxidante, até mais que a vitamina E. O óleo é usado na composição de aromatizantes de alimentos e perfumes além de possuir efeito inibitório sobre diversas bactérias alimentícias e fungos.

Apesar dessas aplicações, a grande utilização é como especiarias na culinária, podendo ser utilizado em carnes, molhos de tomate e outros tipos de massas, sendo o ingrediente fundamental da pizza. Segundo informações da Associação de Pizzarias Unidas, São Paulo é a segunda cidade onde mais se consome pizzas no mundo, perdendo apenas para Nova York.

O orégano possui propriedades antioxidantes devido à sua constituição química: óleo essencial (0,15%-0,90%) na planta seca, sendo seus principais constituintes os fenóis: carvacrol, timol, Y-terpeno e p-ameno, podendo variar de acordo com a localização onde foi cultivada. Os altos níveis destes compostos são de grande importância para a eficácia desta espécie vegetal.

O orégano tem outros constituintes como ácidos fenólicos (cafêico, rosmarínico, ursólico, clorogênico) flavonóides (derivados do kempeferol, luteolol, apigenol, diosmetina), taninos, resinas, principio amargo. Além de serem bactericidas e terem efeito estimulante, eles também são antiespasmódico, antinfeccioso, antiséptico, vasoconstritor (Tsinas,1999).

O orégano é uma planta perene, tem entre 25-40 cm de altura, folhas opostas, ovais, verde-escuras, pecioladas, inteiras ou serrilhadas, com aproximadamente 35 mm de comprimento, ou seja maior que a da manjerona e com extremidades pontiagudas.

Com duração de 4 a 6 anos, seca no inverno e rebrota no verão, herbácea, com raízes na forma de caules subterrâneos (rizomas), de porte baixo, podendo atingir até 80 cm de altura, caule ereto, lenhoso, de coloração arroxeada.

As hastes são consideradas anuais e se não forem colhidas, secam. As folhas são inteiras, pecioladas, ovais, com bordos serrilhados e quase sem pelos. As flores de pequeno porte são dispostas em glomérulos e reunidas em inflorescências paniculadas terminais com coloração rosada purpúreas.

Como Plantar Orégano: Origem e Variedades


Nativa de regiões montanhosas do sul da Europa e da Ásia ocidental vegeta espontaneamente em diversas regiões da Europa, inclusive na Grã-Bretanha. A espécie Origanum vulgare L. é cultivada no Brasil principalmente nas regiões sul e sudeste, onde foi aclimatada há muito tempo, sendo bastante popular.

Dentre as muitas variedades algumas estão entre as mais importantres, como: Origanum vulgare ssp. viride, Origanum vulgare ssp. compactum, Origanum dictamnus, Origanum laevigatum, Origanum vulgare. ssp. variegatum, Origanum vulgare ssp. Aureum, o orégano selvagem (Origanum vulgare) variedade que é bastante utilizada em pizzas no Brasil; orégano lavanda (Origanum dubium var. carvacrol , var. linalol ) existente somente em uma pequena região do sudeste da Turquia; orégano de vaso (Origanum onites) também conhecido por “pot marjoram” nativa da região oriental da bacia do mediterrâneo e de importância ornamental.

Como Plantar Orégano: Exigências Climáticas e Cultivo


O orégano tem preferência por regiões de clima subtropical com bastante luminosidade. Em locais mais quentes, ganha aroma mais intenso, sabor mais picante e perfume mais persistente. Não tolera alta umidade relativa do ar (ideal entre 60% a 65%), nem exposição direta aos ventos fortes e frios e também não suporta geadas acentuadas; está entre as espécies com resistência a grandes variações de altitude (50 a 3400 m) e temperatura.

Observa-se melhor qualidade da planta quando submetida a invernos secos e ensolarados. Temperaturas abaixo de 5 ºC acarretam retardo de crescimento e queima dos bordos das folhas.

O orégano exige altas atitudes, aproximadamente 2.000 m. Contudo adaptações podem ser realizadas para facilitar o cultivo. O solo necessita ficar úmido, porém não encharcado, sendo necessária a rega quando o solo estiver secando.

Os sistemas de irrigação mais eficientes para culturas que não demandam grande quantidade de água são: o gotejamento, em que a água atinge diretamente a raiz da planta em alta freqüência e baixa intensidade sem que molhe sua parte aérea (evitando dessa forma a incidência de doenças). A eficiência do sistema é alta, chegando a 90% , porém possui elevado custo de instalação.

Outro sistema utilizado é o de microaspersão, com irrigação também localizada; este possui eficiência no trabalho maior que 90% e uma vazão dos emissores (microaspersores) maior que a dos gotejadores.
A cultura, assim como em outras plantas medicinais e aromáticas, deve ser implantada em solos isentos de metais pesados e resíduos de produtos químicos. Recomenda-se que a área de cultivo esteja longe de rodovias (pelo menos 2 km) e áreas industriais, evitando assim a deposição de poluentes e possíveis contaminações.

O preparo do solo deve ser realizado com menor mobilização possível (manejo conservacionista), a fim de preservar, melhorar e otimizar os recursos naturais. O manejo racional e correto do solo é essencial, pois auxilia no controle de pragas e doenças, de erosão, na manutenção da fertilidade e consequentemente no aumento da produtividade. Algumas práticas são bem vistas como cobertura vegetal, preparo em nível, curvas de nível, cordão de contorno, entre outras. Os cordões de contorno e curvas de nível devem ser todos vegetados, o que pode ser feito com espécies medicinais. Algumas das espécies recomendadas são: capim-limão, citronela e o confrei.

Como Plantar Orégano: Propagação


As formas possíveis de propagação da cultura do orégano são por sementes, estacas ou divisão de touceiras. As sementes são muito pequenas tendo em um grama aproximadamente 12.000 sementes e devem ser semeadas de preferência na primavera em sementeiras (bandejas ou tubetes) com areia ou substrato próprio para sementes e mantidos em viveiros sombreados. Aconselha-se a mistura de 1/3 de solo argiloso, 1/3 de areia média e 1/3 de adubo orgânico, misturados e bem destorroados.

Teoricamente, para uma área de 1 ha de orégano seriam necessárias 13,8 gramas de sementes, porém como o poder germinativo de nenhuma espécie chega a 100% e pode haver perdas de mudas por fatores físicos, climáticos entre outros, deve-se superestimar, geralmente dobrando a quantidade.

A semente deve ser colocada na cova a uma profundidade de 5-10 cm e quando a planta estiver formada, de 4 a 8 folhas definitivas e altura de 5 a 10 cm, transferir para saquinhos. O raleio é realizado após a germinação das sementes na sementeira (aproximadamente com 4 cm).

No caso de touceiras e estacas estas devem ser retiradas (setembro a novembro), com folha da planta mãe quando estiverem entre 10 a 15 cm de comprimento e transferidas para copos ou sacos plásticos (regas mais intensas por secar mais rápido) e mantidas em viveiros abrigados. Pode ser feito o enraizamento das estacas em bandejas e tubetes.

Como Plantar Orégano: Adubação


A adubação pode ser mineral (NPK, superfosfato simples, sulfato de amônio), orgânica (esterco de animais, húmus de minhoca, compostos orgânicos, restos culturais) ou verde (tremoço, azevém, feijão-guandu). Adubação com lodo de esgoto não é recomendada e os adubos aplicados não devem conter fezes humanas. Adubos orgânicos, de origem animal devem ser completamente curtidos ou compostados para redução máxima da carga microbiana.

O uso de adubos e fertilizantes deve estar associado a medidas para minimizar a lixiviação de substâncias que possam contaminar o lençol freático e os rios. Os mais comuns são os estercos bovinos, suínos e de aves.

Recomenda-se a aplicação de 15 a 30 t/ha de esterco de aves ou 30 a 50 t/ha de esterco bovino e suíno. Material pouco utilizado, porém, altamente eficiente e muito rica em nutrientes é o húmus de minhoca que contém de 1,5% a 3,0 % de N; 2,5% a 5,0 % de P2O5; e 0,6% a 1,5 % de K2O. Recomenda-se a aplicação de 15 a 30 t/ há.

Outro importante material de fornecimento de nutriente é o adubo verde que ajuda a proteger a superfície do solo, melhora as propriedades físicas, químicas além de aumentar o teor de matéria orgânica. O orégano está incluído entre as plantas satisfatoriamente responsivas à adubação nitrogenada.

Como Plantar Orégano: Tratos Culturais


O orégano uma cultura que se alastra no solo, com isso o desbaste de plantas invasoras passa a ser um importante manejo, evitando incidência de pragas e doenças, competição pelos nutrientes do solo e consequentemente baixa produção.

O amontoamento de terra ao redor da planta é uma prática realizada a fim de proteger a planta, proporcionar a multiplicação dos ramos, evitar o ataque de fungos e o apodrecimento das raízes.
A aplicação de defensivos agrícolas deve ser realizada com muita cautela, pois esses produtos além de deixarem resíduos, podem alterar a composição química da planta. A recomendação por profissionais da área, como técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos, se faz necessária, não havendo produtos registrados para a cultura.

Manter a área cultivada sempre coberta é um manejo importante para a conservação do solo. A aplicação da cobertura morta ou mulch deve ser feita na área toda, evitando somente a aplicação muito próxima ao contorno da planta para não abafá-las.

Como Plantar Orégano: Doenças e Pragas


As pragas mais comuns na cultura são pulgões verdes (Macrosiphum solanifoli), formigas e brocas dos ponteiros, ácaros (Tetranichus sp.), lagarta-falsa-medideira (Pseudoplusia sp.) e nematóides (Meloidogine sp.).

As doenças mais comuns são devido a excesso de umidade no solo causando incidência de fungos como Puccinia sp., Fusarium sp., Phoma sp, e carência de nutrientes. A Puccinia sp. é um dos patógenos de maior importância agrícola e econômica por reduzir a produtividade, depreciar o produto causando assim, sérias perdas em plantios comerciais.

Como Plantar Orégano: Colheita e Beneficiamento


A colheita de ramos e folhas deve ser feita quando a planta estiver no começo da floração (15% a 20% de flores/planta), iniciando-se o processo de colheita para comercialização no ano seguinte do plantio. O período mais adequado para se fazer a coleta do material é em dias secos, logo depois a evaporação do orvalho, fim do verão o começo do outono.

No primeiro ano de colheita, estima-se produção de 3 toneladas métricas de folhas/ hectare; a partir do segundo ano, fazendo-se dois cortes por ano, a produção fica em torno de 15 toneladas métricas de folhas/hectare/ano.

Após a colheita do orégano, deve-se fazer a desfolha, retirando as folhas dos ramos. Na limpeza, é feita a eliminação de folhas de outras espécies, principalmente de plantas daninhas.

Após a secagem, o peso do material é reduzido em 4 vezes, isto é de 100 quilos de folhas e flores recém-colhidas resultarão em aproximadamente 25 quilos de produto seco. A secagem deve ser feita à sombra ou em estufas com regulação de temperatura não excedendo a 40 ºC durante 24 horas. A luz solar não é aconselhável por reduzir a quantidade do óleo essencial presente no material. Porém, pode ser feita a secagem com métodos mistos, isto é, deixa-se as plantas perderem um pouco de água na sombra e depois coloca-las ao sol. Outro método é colocar as plantas em câmaras frias (o frio retira um pouco de água) e depois secar ao sol ou em secadoras.

As folhas secas e inteiras contêm cerca de 1,8% de óleo essencial e quando trituradas, 1,5%.

Como Plantar Orégano: Armazenamento e Comercialização


O produto depois de embalado deve ser mantido em ambiente seco, escuro e bem arejado, com baixa oscilação de temperatura. O material deve ser armazenado no menor tempo possível para que não perder suas características. Segundo o último censo, no Estado de São Paulo, não se constou produtores de orégano. Contudo, se for analisado o consumo deste produto no Estado, somente como gênero alimentício, nota-se grande demanda.

Fonte: InfoBibos

Horta Caseira: Saiba Como Fazer

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Horta Caseira
Temperos e hortaliças viçosos sempre à mão. Como conseguir isso sem precisar ir ao mercado ou à feira mais próxima, o que nem sempre é garantia de produtos frescos? Uma boa solução é cultivar uma pequena horta caseira.

Fácil de montar e de manter, uma mini-horta é uma excelente opção para quem não tem muito espaço em casa ou mora em apartamento. Ela pode ser cultivada em jardineiras ou vasos em uma sacada ou até mesmo na área de serviço. Produtos cultivados em casa são mais saudáveis e saborosos, pois além de serem colhidos na hora, você sabe como foram cuidados.

Horta Caseira: decida o que plantar


Manjerona, alecrim, tomilho, segurelha, orégano, salsa, cebolinha, hortelã… Todos esses temperos podem ser cultivados em vasos ou em jardineiras – ensina Nunes. Também é possível plantar hortaliças e até pimenteiras.

Para escolher, é preciso primeiro avaliar o espaço disponível. Se for muito reduzido, talvez seja melhor optar apenas por alguns temperos mais utilizados. Depois, sempre é bom ir a uma casa de jardinagem para informar-se sobre suas características.

Algumas espécies são bem reproduzidas por sementes, outras são propagadas a partir de mudas. As dimensões que a planta pode tomar também são importantes de levar em consideração na hora de decidir.

Mas, de qualquer forma, plantas sempre precisam de luz. Por isso, deve ser escolhido um lugar bem iluminado para a horta – explica. Elas devem tomar sol direto em alguma parte do dia para que cresçam e fiquem viçosas.

Horta Caseira: recipientes e a sua preparação


Seja qual for o recipiente escolhido – vasos de qualquer formato ou jardineiras – todos eles devem ter furos embaixo para drenar a água. Também não devem ser muito baixos, pois secam rapidamente.

Vasos acomodam melhor ervas, pois não precisamos de uma quantidade grande por vez e elas se reproduzem com rapidez. Manjericão e salsa podem ser boas opções para esse tipo de recipiente.

Para preparar o vaso ou a jardineira, cubra totalmente os furos com uma camada de drenagem, que pode ser de argila expandida, pequenos cacos de vasos e telhas ou pedra britada. Depois coloque terra vegetal pura ou com húmus.

Se for plantar a partir de mudas, coloque a terra até a altura onde a base da muda for ficar para completar depois. No caso de utilizar sementes ou talos, pode completar o recipiente, mas sem enchê-lo em demasia. Deixe sempre uma pequena borda.

Horta Caseira: plantio da horta


Sementes devem ser postas em pequenos sulcos cavados com os dedos. Na embalagem está especificada a profundidade necessária. Mas não leve em conta o espaçamento indicado. Quando as mudas crescerem, deixe somente as vigorosas.Muitas plantas são reproduzidas a partir do plantio de um pequeno talo. Nesses casos, basta cortar um ramo com cerca de 10cm, remover a ponta e as folhas da base. Depois, é só enterrar os primeiros 4cm na terra.

Já no caso das mudas, basta acomodá-las no recipiente e completar com terra até a altura da que tiver vindo no saquinho em que foram compradas. Daí a necessidade de colocar previamente terra só até a altura da base da muda.Os vasos ou jardineiras devem ser bem regados após o plantio. E, apesar de ser necessário colocá-los em um lugar bem iluminado, deve-se evitar deixá-los sob o sol direto por muito tempo na primeira semana.

Horta Caseira: manutenção


É preciso manter a terra sempre úmida, mas não em excesso, pois isso apodrece as raízes. Dependendo do ambiente, regue todo dia ou de dois em dois. Recipientes grandes demoram mais tempo para secar.
Adubos também podem ser usados, mas o excesso pode queimar as plantas e matá-las. Coloque somente pequenas quantidades de húmus, adubos minerais ou adubos líquidos. Veja a quantidade e frequência indicadas.

Quando as plantas começarem a ficar com um aspecto ruim, é hora de replantar as mudas repetindo o processo. Quando for fazer isso, é aconselhável também trocar a terra dos vasos ou das jardineiras.
Por último, sempre que folhas doentes surgirem, retire-as para que isso não se espalhe para a planta ou para outras. Também fique atento com insetos para removê-los sempre que surgirem.

Fonte: Unilever

Como Plantar Chuchu

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Como Plantar Chuchu
O chuchu (Sechium edule) é uma hortaliça-fruto, ou seja, um vegetal da categoria dos frutos. Também é conhecido como machucho, caiota (Açores) ou pimpinela (ilha da Madeira).

Existe em abundância na ilha da Madeira, principalmente junto aos cursos de água (ribeiras e nascentes). Em países latinos é conhecido como Chayote, enquanto em países de língua inglesa é conhecido por christophene, vegetable pear, mirliton, choko, starprecianté, citrayota, chow chow (India) or pear squash.

Apesar de ser uma hortaliça, ou seja, poder ser cultivada na horta caseira, é considerada um fruto, tal como o tomate (devido ao fato de suas sementes estarem dentro, resultado da fecundação do óvulo da flor, envolvidas pela parte comestível).

Depois de aprender como plantar quiabo, descubra agora como plantar chuchu.

Como Plantar Chuchu – Introdução

Como Plantar ChuchuA fama de vegetal sem graça e sem sabor não faz jus às qualidades do chuchu. Ele é rico em fibras, possui vitaminas A, B1 e C, potássio, magnésio, fósforo e ferro.

Além de conter muita água, tem baixo teor de calorias e é digestivo, o que o torna um excelente diurético, indicado ainda como auxiliar no controle de hipertensão, problemas renais e urinários.

Não bastassem essas propriedades, ele é também a escolha certa para quem tem interesse em cultivar uma hortaliça fácil de produzir, rústica, que não exige tratos especiais no manejo, cresce bem em pequenos espaços e nasce em qualquer lugar.

Tudo o que o chuchu precisa é de um local sombreado e fresco para germinar. Apoiado em uma latada ou caramanchão, a planta se desenvolve sem dificuldades.

Culinária:
De sabor suave, o chuchu é comumente utilizado na composição de saladas, refogados, recheios de tortas, suflês, sopas e cremes. Sua casca apresenta-se lisa ou com pequenos espinhos, podendo ser arredondado ou ter a forma de pera.

A cor do produto é sempre verde, variando do claro ao bem escuro.

Nasce do chuchuzeiro (Sechium edule), uma cucurbitácea perene. O caule da planta serve para fabricação de papel, e os feixes tratados são utilizados na confecção de chapéus.

Cozidas, fritas ou reduzidas a fécula para a preparação de doces, as raízes, que ficam a 25 centímetros de profundidade, também são comestíveis.

O chuchuzeiro é uma trepadeira que deve ser conduzida por meio de tutoramento. Com ramas longas e filamentos enrolados – as gavinhas –, desenvolve-se bem sobretudo em locais onde o clima é ameno.

Geadas ou calor em excesso podem interferir na brotação e no pegamento do fruto, que também é conhecido como caxixe ou machucho.
Como Plantar Chuchu – Mãos à Obra

Início:
O plantio do chuchuzeiro é feito com chuchus-semente, frutos obtidos na própria plantação.

Para dar início a um plantio, procure por produtores mais experientes, com matrizes selecionadas e frutos mais sadios. Eles devem ser bem formados, originários de culturas uniformes, produtivas e livres de pragas e doenças.

Ambiente:
O cultivo do chuchuzeiro adapta-se melhor em áreas com temperaturas amenas, variando entre 15 ºC e 25 ºC. Durante o inverno, o frio intenso e as geadas impedem o desenvolvimento do plantio.

A queda de flores é provocada por calor e chuvas em excesso, além de doenças fúngicas.

Plantio:
Pouco exigente em solo, sendo inclusive muito tolerante à acidez, o chuchuzeiro tem, no entanto, produtividade mais elevada quando encontra solos de textura média, soltos e leves, com boa fertilidade ou adequadamente adubados.

A planta não tolera excesso de água e o solo deve ser bem drenado. Os chuchus-semente devem ser plantados após a pré-brotação. Para isso, são colocados sobre o leito de terra em local sombreado, ventilado e ligeiramente úmido, um ao lado do outro.

Os maduros apresentam a semente germinada em 15 dias, porém, somente devem ser plantados quando o broto atingir cerca de 12 centímetros.

Acomode os chuchus-semente no sulco ou na cova, sem cobrir com terra, evitando o apodrecimento. O simples contato com o solo provoca rápido enraizamento.

Latada:
A condução da planta é tradicionalmente em latada (espaldeira), pois os frutos pendentes tornam-se de coloração mais desejável e são mais visíveis na colheita.

Construa a latada fincando mourões firmemente no solo e espaçados com três metros entre si para servir de suporte de fios de arame liso de números 12 ou 16.

Faça uma malha de arames cruzados a 1,80 metro do solo, altura que facilita o manejo no plantio. Ao lado de cada mourão, planta-se um chuchu-semente germinado.

Adubação:
Para a implantação da cultura, é necessário contar com fósforo em abundância, o que favorece o desenvolvimento das raízes. Também é preciso duas fontes de potássio.

Adubações de cobertura podem ser aplicadas mensalmente, sobretudo quando se inicia o crescimento da haste principal e o florescimento.

No caso de manter a cultura no terreno por mais de um ano, aplica-se uma cobertura de nitrogênio e potássio antes da nova brotação, a qual ocorre no início da primavera.

Cuidados:
A irrigação é fundamental para manter a boa produtividade da hortaliça. As regas devem ocorrer por sulco, cuja localização deve ser paralela à linha de plantio, para permitir molhamento ao redor de cada planta.

Também pode ser feita por aspersores instalados na extremidade de tubos a dois metros do solo. O sistema de gotejamento vem sendo utilizado mais recentemente.

Produção:
Após o plantio do chuchu-semente germinado, são necessários de 80 a 110 dias para começar a colheita.

No auge do desenvolvimento de ramas e frutos, pode ser necessário realizar colheita em dias alternados, obtendo-se frutos tenros e mais adequados para a comercialização.
Como Plantar Chuchu – Solo, Clima e Colheita

Solo:
Solto, leve e de textura média, com boa fertilidade ou adubado.

Clima:
Temperatura amena, entre 15 ºC e 25 ºC.

Área Mínima:
Cinco metros quadrados.

Colheita:
De 80 a 110 dias após o plantio.

Custo:
O chuchu-semente é oriundo da própria plantação.

Fonte: Revista Globo Rural

Como Plantar Alho

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Como Plantar Alho
O alho (Allium sativum) é um vegetal da família Liliacerae, sendo encontrado na forma de raiz.
Seu bulbo, vulgarmente conhecido como cabeça, é constituído por vários dentes, os quais são empregados como condimento culinário e como medicamento há centenas de anos em todo o mundo.

Na culinária, pode ser utilizado de diversas formas, cru, refogado, picado, em rodelas, etc, conforme os gostos que são pouco unânimes. Em geral, os povos mediterrânicos são os maiores apreciadores, empregando-o, geralmente, em conjunto com o tomate e a cebola.

O alho é utilizado desde a antiguidade como remédio, sendo usado no Antigo Egito na composição de vários medicamentos. Suas propriedades antimicrobianas e os seus efeitos benéficos para o coração e circulação sanguínea já eram valorizados na Idade Média.

Depois de aprender como plantar alface, vamos ver agora como plantar alho.

Como Plantar Alho


O alho é iniciado a partir de dentes. Pegue uma cabeça de alho, divida-a em dentes, e prepare-se para obter uma nova cabeça de cada dente. Cabeças (ou bulbos) de alho podem ser encontrados em qualquer supermercado.

Como Plantar Alho: Quando, Onde e Como Plantar


Quando: Há duas estações para plantar os alhos: a Primavera e o Outono. Os dentes produzidos na Primavera são mais pequenos mas conservam-se mais tempo. O alho branco ou roxo de Outono em contrapartida, tem muito melhor rendimento.

Onde: O alho gosta de uma terra leve, não demasiado rica e um pouco calcária. As terras arenosas ficam-lhe muito bem! Por outro lado, não suporta a humidade, pelo que deverá ter o cuidado de lhe proporcionar uma boa drenagem. Pode acrescentar estrume mas nunca fresco!

Como plantar:
  • Enterre os dentes a cerca de 4cm de profundidade;
  • Deixe entre dentes um espaço de 15cm;
  • As filas devem ter pelo menos 25cm de distância entre elas.

 

Como Plantar Alho: Colheita, Rotação e Conservação

 

Colheita
Plante quando plantar, o alho demorará cerca de 8 a 9 meses a estar maduro, e poderá aperceber-se disso quando as folhas começarem a murchar. Uma vez retirados da terra, deixe-os secar ao sol e depois limpe-os cuidadosamente.

Rotação de Culturas
Após a colheita destas plantas e durante 3 anos esta parcela não deverá alojar alho, cebolas ou alho-francês.

Conservação
Pode fazer, com ajuda de fios de ráfia, réstias ou pode simplesmente atar em conjuntos de várias cabeças. A temperaturas entre os 12 e os 15ºc o alho conserva-se sem mais exigências durante vários meses.

Fonte: Portal do Jardim

Como Plantar Lichia

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Como Plantar Lichia
A lichia (Litchi chinensis Sonn.) é um importante representante da família Sapindaceae, à qual pertence, também, o guaraná (Paulinia cupana).

Existem três subespécies de lichia: a chinensis, phillippenis e javanensis, sendo que a segunda produz frutos não comestíveis e a terceira, frutos de pequeno valor comercial e de interesse apenas na Indochina e em Java.

Portanto, somente a Litchi chinensis chinensis é de interesse econômico e, na qual, distinguem-se duas grandes raças: Lichia da água e Lichia da montanha, sendo que; na China, a primeira tem frutos de melhor qualidade e é cultivada nas terras baixas; já a segunda tem frutos menores, com casca um tanto espinhosa, também comestíveis e é cultivada em altitudes mais elevadas.

Depois de aprender como plantar abacaxi, vamos descobrir a partir de agora como plantar lichia.

Como Plantar Lichia

A planta atinge 10 a 12 metros de altura e tem tendência a desenvolver ramos direcionados para o solo. O sistema radicular das plantas, originadas de semente, apresenta uma grande raiz pivotante (praticamente ausente nas originadas por processos vegetativos), sendo que as raízes absorventes se distribuem no perfil do solo até uma profundidade de 1.0 metro. As folhas são alternadas e compostas, o número de folíolos varia de 2 a 12. A inflorescência é em panícula, produzida em ramo do ano e composta de centenas de pequenas flores brancas. Normalmente, a florada começa em fins do inverno a início da primavera, sendo que ocorrem três tipos de flores que se abrem, consecutivamente, na mesma panícula:

Flor tipo I: funcionalmente masculina

Flor tipo II : funcionalmente feminina

Flor tipo III: funcionalmente masculina

O fruto é uma drupa de forma e tamanho variáveis, dependendo do cultivar; pode ser redondo, oval ou cordiforme e atingir até 5 cm de comprimento por 4 cm de largura; o peso pode variar de 10 a 35 g. A casca é vermelho-brilhante (quando maduro), delgada, coriácea e quebradiça. A polpa é, normalmente, branca e translúcida. A semente é marrom-brilhante, com tamanho aproximado de l0 a 18% do fruto. Pode ocorrer aborto de sementes, as chamadas “língua-de-galinha”, o que não diminui muito o tamanho dos frutos, que passam a ser preferidos por apresentarem uma maior porcentagem de polpa.

Como Plantar Lichia: 
Disseminação e Valor Nutricional

A disseminação da cultura da lichia aconteceu recentemente, sendo que há séculos vem sendo cultivada na China, região de origem, de onde foi levada para a Índia e outras regiões. Atualmente, os maiores produtores são China, Tailândia, Índia, Estados Unidos (Flórida e Havaí) e Nepal.

O fruto é rico em minerais e vitaminas, contendo por l00g de polpa: água (82,lg), calorias (65), proteína (0,8g), gorduras (0.4g), carboidratos (l6,3g), fibras (0,2g), Ca (l0mg), P (29mg), Fe (0,3mg), Na (3mg), K (l70mg), Tiamina (0,50mg), Riboflavina (0,60mg), Niacina (0,6mg) e Vitamina C (50mg).

Como Plantar Lichia: Variedades

Podem-se citar inúmeras variedades de lichia, que são definidas observando as seguintes características: período de maturação, vigor da planta, forma, tamanho e coloração das folhas, produtividade, forma, tamanho, textura e coloração da casca dos frutos, textura e aroma da polpa, tamanho da semente e porcentagem de ocorrência de “semente abortada” (lingua-de-galinha) Martins (1992).

Segundo Donadio (1987), as variedades mais plantadas são as chinesas, incluindo a mais conhecida ‘Brewster’; mas também são utilizadas variedades selecionadas indianas, hawaianas e as da África do Sul. Na China, tem-se as variedades Brewster (Chen Purple), ‘Kwai Mi’, ‘Hak Ip’, ‘No Mai Tez’ e ‘Wai Chi’. Na Índia, tem-se as variedades ‘Calcutá’, ‘Dehra’, ‘Dun’, ‘Early Large Red’, ‘Early Seedless’, ‘Honh Kong’, ‘Late Seedless’, ‘Mazzaferpur’, ‘Rose Santed’, ‘Saharampur’, ‘Seedless l’ e ‘Seedless 2′. No Havaí, tem-se a ‘Groff’, a ‘Charley tong’ e a ‘Hilo’. Na África do Sul, tem-se a ‘Mauritius’. Já no Brasil, a partir de sementes trazidas dos Estados Unidos, foi selecionada uma variedade a ‘Americana’que, provavelmente, da variedade chinesa conhecida como ‘No Mai Tse’.

As principais variedades cultivadas nas regiões subtropicais são: ‘Bengal‘, ‘Brewster‘, ‘Mauritius‘, ‘Sweet clift‘, ‘Americana‘ e ‘Groff‘.

Bengal:

Maturação precoce, a planta apresenta moderado vigor. Os frutos são cordiformes (em forma de coração), com peso médio de 21 g, coloração vermelho-brilhante, polpa firme e de boa qualidade e 65% do fruto, semente grande e com cerca de 20-35% de abortos.

Originada de semente e selecionada na Flórida a partir da variedade indiana Purbi. Os limbos dos folíolos são grandes com leve ondulação. A planta é vigorosa e apresenta frutificação irregular.

Brewster:

Maturação mais precoce que a ‘Bengal’, planta vigorosa de crescimento ereto. Os frutos são elípticos, com peso médio de 23 g, coloração vermelho brilhante, polpa macia, de qualidade aceitável, cerca de 74%, de sabor ácido, a menos que esteja bem madura. Semente de tamanho mediano a grande e com 30 – 50% de abortos. Quanto ao aspecto dos frutos, é bastante semelhante aos da ‘Bengal’; no entanto, não se apresentam em cachos tão compactos.

Tem origem na província chinesa de Fujian, onde foi selecionada pelo Reverendo W.M. Brewster, de quem recebeu o nome. Entretanto, é a mesma que a variedade chinesa Chen Zi. Os limbos dos folíolos são grandes, verde-escuros, ondulados e com ápice ligeiramente voltado para baixo. A planta é vigorosa e apresenta frutificação irregular.

Mauritius:

Maturação precoce, planta com alto vigor, copa muito aberta e muito sensível a ventos. Os frutos são ovóides a cordiformes, com peso médio de 24 g, coloração vermelha, mas um pouco escuro quando maduro, polpa de qualidade aceitável e em torno de 71%. Semente grande com cerca de 15 – 20% de abortos. Muito produtiva, mas o fruto não tem boa qualidade a não ser que esteja totalmente maduro, mas, neste caso, a coloração não é boa.

Corresponde à variedade chinesa Tai So. A semente é grande. Polpa doce e sucosa. A ocorrência de sementes abortadas é de cerca de 15%. Os folíolos são grandes, largos e levemente ondulados. A planta tem grande vigor e apresenta frutificação irregular na Austrália, mas na China e África do Sul, a frutificação é regular.

Sweet Clift:

Na China, é conhecida como ‘Wai Chee’. Fruto pequeno (17g.), ovalado e vermelho-intenso. A semente é pequena. A polpa corresponde a 68% do fruto, é sucosa e doce. A ocorrência de sementes abortadas é de 35%. É a variedade de maturação mais tardia. Os folíolos são pequenos, ovalados e ondulados. A planta tem pouco vigor e apresenta frutificação regular.
Americana

Variedade brasileira, selecionada a partir de sementes trazidas dos EUA, da variedade No Mai Tszé. Apresenta fruto cordiforme, com cerca de 18 g, e coloração vermelho-intensa. Ocorrência de cerca de 30 a 50% de sementes abortadas. Excelente qualidade. Produção entre regular e alternante, com rendimento moderado.

Groff:

Corresponde a variedade chinesa Souey Tung. Fruto pequeno (14g), cordiforme e vermelho escuro. A semente praticamente não existe, pois a porcentagem de abortadas é de 90-100%. A polpa é doce e de excelente qualidade. Os folíolos são pequeno e ondulados. A planta tem pouco vigor médio e apresenta frutificação irregular.

Há um grande número de variedades de lichia que são definidas por características como: período de maturação, vigor da planta, forma, tamanho e coloração das folhas, produtividade, forma e tamanho do fruto, textura da polpa, tamanho da “língua-de-galinha”.
Como Plantar Lichia: Propagação

A propagação comercial da lichia é feita por processo vegetativo, sendo mais comum a alporquia. Entretanto, podem ser utilizados outros métodos, tais como: por semente, enxertia ou estaquia.
Propagação por Sementes

Este processo, geralmente, não é utilizado, uma vez que plantas de pés-francos são geneticamente desuniformes, apresentam um longo período juvenil (demoram 10 anos ou mais para. começarem a produzir), além de alternância de produção e frutos de baixa qualidade. Entretanto, novas cultivares podem ser obtidas através de seleção de pés-francos que tenham características interessantes.

As sementes podem ser armazenadas por até 4 semanas, desde que mantidas dentro do fruto. Uma vez as sementes retiradas, começam a perder viabilidade em 24 horas e, após 4 a 14 dias, não mais germinam. Sementes armazenadas em água, por 24 horas, têm maior germinação do que as mantidas em vermiculita ou condições ambiente. Recomenda-se o armazenamento em esfagno úmido, a 8oC, por até 8 semanas.

A semeadura deve ser feita em substrato com boa aeração, parcialmente sombreado, na posição horizontal e a uma distância entre si, de 1 a 2,5 cm. A germinação dá-se em 3 dias, sendo preferível a semeadura em bandejas com posterior transplante para sacos plásticos, quando as mudas estiverem com 10-15cm. de altura.

Este processo só é utilizado quando se visa a trabalhos de melhoramento ou produção de porta-enxertos.

Enxertia:

Há evidência de que os chineses têm realizado enxertia de lichia há séculos, apesar disto, o método não é utilizado pelos viveiristas por apresentar baixa porcentagem de pegamento.

Garfagem:

Existem alguns processos para se obter um maior pegamento do enxerto, um deles é realizar anelamento do ramo, 3 a 4 semanas antes da enxertia, ou utilizar garfos da porção não terminal do ramo. Entretanto, o insucesso pode ser devido a características da própria planta, pois o câmbio é ativo em somente um terço de sua circunferência, num dado momento ou, ainda, por incompatibilidade entre as partes.

A enxertia por garfagem pode ser feita por fenda cheia, inglês-simples ou complicado, utilizando-se de garfos com 3 a 5 cm de comprimento e cavalos com cerca de 2 anos de idade. Em condições de temperatura favorável, as gemas começam a se desenvolver em 3 a 4 semanas. Quando a muda estiver com 50 a 100 cm de altura, estará em condições de ir para o campo.

Este processo deve ser reconsiderado, uma vez que podemos obter vantagens do uso de porta-enxertos, tais como: controle do amanho da planta ou hábito de crescimento, da produção, qualidade e tamanho do fruto, resistência a frio, pragas e doenças, além de tolerância a diferentes condições de solo.

Borbulhia:

A enxertia por borbulhia pode ser feita por T invertido ou janela aberta, sendo que este último é menos usado e tem menor pegamento, sendo utilizado, apenas, quando a casca não se solta.

A seleção do estádio da borbulha é mais crítico do que o processo de borbulhia ou estádio do porta-enxerto. Recomenda-se a retirada de borbulhas de ramos vigorosos, ainda verdes e que apresentem gemas axilares proeminentes.

Estaquia:

A propagação da lichia por estaquia não é utilizada pelos viveiristas por depender de diversos fatores, como genótipo, condições fisiológicas da planta, tipo de ramo e condições ambientais, além de infra-estrutura complexa.

Ao se utilizar de técnicas corretas, pode-se obter alta porcentagem de enraizamento, que ocorre 2 a 4 meses após a estaquia. Após este período, devem ser mantidas em sacos plásticos, em lugar sombreado, por 15 a 20 meses, quando atingem 50 a 60 cm e estarão em condições de ser plantadas no campo.

Neste processo, devemos utilizar estacas herbáceas, com cerca de 15 cm de comprimento, um par de folhas e mantidas sob nebulização intermitente. A aplicação de auxinas pode melhorar a porcentagem e uniformidade de enraizamento, além de antecipá-lo e aumentar o número e comprimento das raízes.

Apesar de este processo não ser utilizado, é indicado por diminuir o período juvenil, originar plantas uniformes e permitir a obtenção de um grande número de mudas a partir de uma única planta matriz.

Alporquia:

É o método mais utilizado. Entretanto, ao se obter um grande número de mudas, provoca-se grandes danos à planta matriz.

Recomenda-se utilizar ramos com 1,5 a 2,5 cm. de diâmetro e 45 a 60cm de comprimento, obtendo-se uma porcentagem de enraizamento superior a 90%. Pode ser realizado em qualquer época do ano, desde que se tenha umidade suficiente, mas os melhores resultados são obtidos na primavera.

O processo inicia-se com o anelamento do ramo, retirando-se um anel de 1,5 a 2,5 cm de largura. A injúria deve ser coberta com substrato que retenha umidade (solo, esfagno, etc.) e coberto com plástico. O processo pode ser melhorado pela aplicação de auxina na região anelada, o que melhora o enraizamento e diminui o período de obtenção da muda.

Uma vez o ramo enraizado, deve ser separado da planta matriz, época em que se deve retirar de 50 a 70% das folhas para se diminuir a transpiração. As mudas deverão, então, ser mantidas em ambientes quentes, sombreados, com alta umidade e protegidas de ventos. As mudas estarão aptas para ser plantadas no campo, após passarem por dois fluxos vegetativos (cerca de 12 meses).

Recomenda-se manter as plantas, obtidas por alporquia, sob nebulização intermitente, melhorando o crescimento e sobrevivência, além do que esta prática permite a retenção das folhas, acelerando o estabelecimento da muda.

Como Plantar Lichia: Clima:

A lichia é bastante exigente com relação ao clima, desenvolve-se bem, mas não produz satisfatoriamente em regiões tropicais, adaptando-se melhor em regiões onde o clima é frio e seco antes do florescimento e, no resto do ano quente e úmido. A planta resiste mais o frio do que a mangueira e menos do que a laranjeira. A faixa de temperatura ideal, para esta fruteira, situa-se entre 20 a 35ºC, sendo que paralisa totalmente sua atividade, vegetativa abaixo de 15 ou 16ºC.

As folhas novas são sensíveis a ventos, necessitando, portanto, da instalação de quebra-ventos nas áreas onde eles ocorrem.

Com relação à precipitação, o ideal encontra-se entre 1250 e 1700 mm. A exigência em água é maior nas plantas novas e naquelas em produção. Entretanto, a planta encontra-se sob estresse hídrico quando sob condições de dias quentes, secos, de baixa umidade relativa e ocorrência de ventos, mesmo sob alta umidade do solo.

O clima é um dos fatores mais importantes que afetam a iniciação floral, favorecida por temperaturas baixas e estresse hídrico; o florescimento é maior nos locais onde ocorrem temperaturas abaixo de 13oC por 200 horas ou mais. Entretanto, estes fatores por si só não são suficientes, pois o florescimento pode ocorrer sem passar por estas condições, mostrando que fatores nutricionais e hormonais também, estão envolvidos.
Como Plantar Lichia: Solo

A lichia não é muito exigente em solo, apesar de preferir os leves, profundos e com alto teor de matéria orgânica, que pode ser substituída por adubações adequadas. O pH deve estar entre 5,5 e 6,5, suportando solos mais ácidos que a mangueira e abacateiro; adapta-se a solos com pH até 8,5, desde que haja fornecimento de micronutrientes. A maior exigência é nos primeiros anos da cultura, quando necessita de alto teor de matéria orgânica para um bom desenvolvimento.

Plantio:

O espaçamento de plantio deve ser de l0 x l0m, resultando em 100 plantas por hectare. Entretanto, seria interessante uma melhor utilização da área, utilizando-se de espaçamento de 6 x 6m, fazendo-se um desbaste quando as plantas estiverem com cerca de 15 anos, deixando-as espaçadas de l2 x l2m. Este método permite-nos a colheita da produção de 134 plantas por hectare, por um período de cerca de 10 anos.

O plantio deve ser realizado, preferencialmente, em dias nublados, e em covas previamente adubadas com 5kg de esterco de curral e 500g de superfosfato simples. Após o plantio deve-se promover irrigação sempre que for necessário e tutorar a planta, . pelo menos no primeiro ano, a fim de se evitar danos no sistema radicular.
Como Plantar Lichia: Práticas Culturais
Controle de Ervas Daninhas

A cultura deve ser mantida no.limpo, devido a ter um sistema radicular superficial. Podem ser usados herbicidas de pós-emergência como Paraquat ou Glifosate, evitando-se atingir as folhas, o que provocaria problemas de fitotoxicidade. Durante os primeiros anos de cultivo da cultura, é interessante que se faça cobertura morta sobre as plantas, o que auxilia no controle de ervas daninhas, além de manter a umidade.
Poda

A planta deve ser conduzida em haste única até uma altura de, no mínimo 50 cm, quando se deixam 3 a 4 ramos fortes e bem distribuídos que darão origem à copa. Na época da colheita, deve-se retirar, juntamente com o cacho, cerca de 20 cm dos ramos, esta prática estimula a produção de um maior número de ramos terminais. Recomenda-se, ainda, poda de limpeza e aeração, para uma melhor penetração dos raios solares.

Nos pomares com plantio adensado, devem-se podar os ramos que se sobrepõem, entre plantas vizinhas.

Anelamento:

A prática do anelamento visa a evitar alternância de produção. No ano seguinte ao de uma boa produção, antes do inverno (março a abril), realiza-se o anelamento de ramos com, no mínimo, 1,5 cm de diâmetro na região a ser anelada. O processo consiste numa incisão de 0,16 a 0.40 cm, por toda a circunferência do ramo.

O anelamento não é recomendado como prática habitual, uma vez que os resultados são variáveis e seu uso, com freqüência, resulta em diminuição do crescimento da planta, frutos pequenos e morte dos ramos anelados.

Uso de Reguladores de Crescimento:

Os reguladores podem induzir a dormência vegetativa e estimular o florescimento, quando aplicados no inverno; já, quando usados no florescimento, melhora a frutificação e diminui a queda de frutos. Em ambos os casos, é utilizado o Ácido Naftaleno Acético (ANA) nas doses de 100 e 10ppm, respectivamente. Entretanto, os resultados obtidos são bastante inconsistentes, pois há influência do clima e estado nutricional da planta.

Como Plantar Lichia: Adubação:

As adubações devem ser feitas com base no estádio e produção da planta. Sabe-se que exportam, na colheita, a cada 100 kg de frutos, cerca de 90-250g de nitrogênio; 35-50g de fósforo; 240-320g de potássio; 20-60g de cálcio; 2,0-2,5g de cloro; 1,0- 1,4g de sódio; 0,6-1,3g de ferro; 0,4-0,7g de manganês; 0,7-1,0g de zinco; 0,5-1,0g de cobre e 0,3-0,7g de boro. Entretanto, os pomares comerciais são adubados com base em recomendações pré-estabelecidas, como a que se segue:

Adubação da Lichia:

Do primeiro ao quinto ano, o nitrogênio deve ser parcelado entre a primavera e o verão. Do sexto ano em diante, em duas parcelas, a primeira antes da florada e a segunda logo após a colheita.

O fósforo deve ser aplicado de uma só vez, após a colheita. O potássio é aplicado da mesma forma que o nitrogênio.