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Como Plantar Uva

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Como Plantar Uva
A videira é uma planta sarmentosa, de hábito trepador, sendo a fruta mais produzida no mundo. Pertence à família Vitaceae e ao gênero Vitis, se apresentando em espécies diversas, destacando-se a Vitis vinifera – produz frutos apropriados à produção de vinho, de origem européia – e a Vitis labrusca e outras, adequadas para servir de porta-enxerto ou para produzir uvas de mesa, sendo originárias da América do Norte.

Do volume total de uvas produzido no mundo, cerca de 80% é usado no fabrico de vinhos e outras bebidas alcoólicas, 10% para o consumo como fruta fresca de mesa, 5% no fabrico de uvas passas e 5% para fabricação de sucos. No Brasil, cultiva-se em torno de 70.000 hectares, sendo mais da metade no Rio Grande do Sul, principalmente na exploração de uva para processamento.

Estacas de porta-enxerto podem ser plantadas diretamente no campo em julho e agosto, enquanto que mudas de porta-enxerto enraizadas em recipiente plástico devem ser plantadas de outubro a dezembro. Nos dois casos, a enxertia com a variedade copa deve ser feita em julho e agosto do ano seguinte.
Depois de aprender como plantar pera, vamos ver agora como plantar uva.

Como Plantar Uva


No caso de mudas já enxertadas provenientes de viveiro, as de raiz nua devem ser plantadas de julho a agosto, e no caso de mudas de torrão, plantar de outubro a dezembro.

Textura areno-argilosa, relativamente férteis, bem drenados, com pH ideal numa faixa de 5,0 – 6,0, declividade inferior a 20%. As propriedades físicas do solo adquirem maior importância que sua fertilidade natural, pois por meio das fertilizações consegue-se suprir as necessidades nutricionais do parreiral.
O solo deve ser leve, profundo, sem a presença de rochas grandes e camadas impermeáveis de argila, e com boa drenagem.

Mesmo sendo considerada uma cultura de clima temperado, em razão de ocorrer queda de folhas no outono, a videira apresenta ampla adaptação climática. Apresenta melhor desenvolvimento em regiões de clima mediterrâneo, ou seja, verões secos e quentes, e invernos frios e chuvosos.

A luz afeta marcantemente a produção e o acúmulo de açúcares, e, conseqüentemente, a qualidade, com elevada exigência de luminosidade no período de crescimento (da floração até a maturação).
A temperatura é outro fator climático importante, sendo a faixa de temperatura ótima para crescimento entre 15 e 30º C. Influencia não só a fotossíntese e a produtividade, mas também a duração do ciclo fenológico (dias entre floração e colheita).

Assim, regiões de temperatura média mais elevada permitem obter produções mais precoces, possibilitando até, caso seja possível controlar o fornecimento de água, mais de um ciclo por ano.

A videira necessita de um período de repouso (dormência) hibernal para desenvolvimento adequado das gemas, crescimento vegetativo vigoroso e boa frutificação. O repouso é induzido por condições de baixas temperaturas nas regiões de clima subtropical e temperado, e por déficit hídrico em regiões de clima tropical semi-árido.

As exigências hídricas da videira se situam entre 500 e 1200 mm, dependendo do clima e da duração do ciclo.

Deve-se evitar plantar em locais expostos a ventos fortes, ou caso não seja possível, fazer uso de quebra-ventos.


Como Plantar Uva: Variedades


As variedades de videira podem ser classificadas em quatro grupos:

  • Rústicas de mesa: Também chamadas de uvas comuns São rústicas pela maior resistência a algumas doenças e maior facilidade em alguns tratos culturais. Seus frutos apresentam polpa que se desprende facilmente da película (casca), servindo assim ao consumo ao natural. Também são utilizadas com fins industriais, para a produção de vinhos, sucos, destilados, vinagre e geléia. Geralmente são de espécies americanas ou híbridas. As principais variedades são: Niágara Rosada, Niágara Branca, Madalena e Isabel, dentre outras.
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  • Finas de mesa: A elevada qualidade dos frutos favorece o consumo ao natural. São da espécie Vitis vinifera, sendo extremamente sensíveis a doenças fúngicas. As principais variedades são: Itália, Rubi, Benitaka, Brasil, Red Globe, Piratininga, Ribier, dentre outras.
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  • Sem sementes: São chamadas de apirenas ou apirênicas ou sem sementes pela ausência completa ou presença apenas de vestígios de sementes. Geralmente são da espécie Vitis vinifera, ou de híbridos desta com outras espécies. As principais variedades são: Perlette, Centennial e Thompson Seedless.
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  • Uvas para vinho: Seus frutos são utilizados como matéria-prima para produção de vinhos finos de excelência, devido ao elevado potencial de acúmulo de açúcar nas bagas. Geralmente são de espécies européias. As principais variedades são: Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Pinot Noir, Chardonnay, Tannat, Malbec, Nebbiolo, Carmenére, Sauvignon Blanc, Zinfandel, dentre outras.

 

Como Plantar Uva: Custo de Instalação


A enxertia é prática comum e imprescindível, não somente pela precocidade, mas também pelo maior vigor e resistência a pragas de solo apresentado pelas variedades utilizadas como porta-enxertos.

Considera-se 3 anos o período de formação do pomar, os custos de implantação são bastante variáveis em função de uma série de fatores como tipo da uva, forma de condução, grau de ocorrência de pragas e doenças, irrigação, dentre outras. Os custos se situam entre 20 e 45.000,00 reais/ha.

Como Plantar Uva: Dicas Práticas


A definição do espaçamento de plantio e da forma de condução das plantas deve considerar uma série de variáveis, dentre elas, a cultivar e sua aptidão, porta-enxerto utilizado, condições climáticas do local, intensidade de mecanização desejado e o sistema tecnológico adotado.

A condução pode ser feita em dois sistemas distintos:

  • Espaldeira: as plantas são conduzidas na vertical, em armações formadas por esteios (postes) com 2 ou 3 fios de arame, sendo mais utilizada para uvas para vinho e indústria. É o de menor custo e de maior facilidade de instalação. Possibilita maior arejamento, com menor incidência de doenças fúngicas. Por permitir maior insolação nos cachos, favorece o acúmulo de açúcares, resultando em maior qualildade para processamento. A produtividade, porém, é menor que na condução em latada.
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  • Latada ou Pérgola: as plantas são conduzidas na horizontal, em malhas suspensas a 2 metros do chão. Permite maior desenvolvimento vegetativo e maior produção, porém é o de maior custo.

 

Como Plantar Uva: Espaçamento

 

  • Rústicas de mesa: espaldeira: 2 x 1 – 2 m; latada: 2-2,5 x 2 m;
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  • Finas de mesa: latada 4 x 3-5 m, 6 x 3 m; latada 3,5 x 3,5 m ou 4 x 3 m;
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  • Sem sementes: espaldeira 2 x 1,5 m ou 2 x 2 m; latada 3,5 -4 x 3 – 5m;
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  • Indústria: espaldeira: 2 x 1-2 m;

 

Como Plantar Uva: Calagem e Adubação


Antes da formação do vinhedo, aplicar o calcário em área total, para elevar a saturação por bases a 80%, na camada de 0-30 cm. Em vinhedos já instalados, aplicar o calcário em área total, antes da poda, incorporando-o ligeiramente ao solo.

Uvas rústicas de mesa e uvas para indústria

 

  • Adubação de implantação: aplicar, por cova, 10 L de esterco de curral (ou 3 L de esterco de galinha ou 500g de torta de mamona), 1kg de calcário dolomítico, 40 a 80g de P2O5 e 20 a 40g de K2O. Aplicar, em cobertura, aos 60 e 120 dias após o plantio dos porta-enxertos em local definitivo, 20g de N por planta, por vez;
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  • Adubação de formação: após realizada a enxertia aplicar, por planta, 20g de N, 10 a 30g de P2O5 e 10 a 30g de K2O, de acordo com a análise de solo. Esses adubos deverão ser aplicados em cobertura, ao lado das plantas, parcelados em três vezes, aos 30, 70 1 110 dias após a brotação;
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  • Adubação de produção: para produtividade de 20 t/ha, aplicar 30: t/ha de esterco de curral, 180 kg/ha de N, 100 a 400 kg/ha de P2O5 e 75 a 300 kg/ha de K2O, de acordo com a análise de solo. Na poda do primeiro ano de produção, usar metade dessas doses. Para vinhedos com produtividade de 20 a 30 t/ha aumentar essas doses em 25%. Aplicar 1/2 do P2O5 e do K2O, e 1/3 do N, localizados em sulcos ao lado das plantas um mês antes da poda, junto com o esterco de curral. Aplicar o restante do P2O5, 30 dias após a poda. Parcelar o restante do N e do K2O em três vezes iguais, aos 30 dias após a poda, na fase de “ervilha” e na fase de “meia baga”, espalhando os adubos ao lado das plantas.

 

Uvas finas de mesa sem sementes

 

  • Adubação de implantação: aplicar, por cova, 40 L de esterco de curral (ou 15 L de esterco de galinha ou 2kg de torta de mamona), 1kg de calcário dolomítico, 100 a 300g de P2O5 e 50 a 150g de K2O. Aplicar, em cobertura, aos 60 e 120 dias após o plantio dos porta-enxertos em local definitivo, 30g de N por planta, por vez;
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  • Adubação de formação: após realizada a enxertia, aplicar, por planta, 60g de N, 50 a 150g de P2O5 e 50 a 100g de K2O, de acordo com a análise de solo. Esses adubos deverão ser aplicados em cobertura, ao lado das plantas, parcelados em três vezes, aos 30, 70 e 110 dias após a brotação;
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  • Adubação de produção: para produtividade de 25 a 35 t/ha, aplicar 40 t/ha de esterco de curral, 250 kg/ha de N, 150 a 500 kg/ha de P2O5 e 150 a 400 kg/ha de K2O, de acordo com a análise de solo. Na poda do primeiro ano de produção, usar metade dessas doses. Para vinhedos com produtividade de 36 a 45 t/ha, aumentar essas doses em 25%. Para produtividades superiores a 45 t/ha, aumentar as doses em 50%. Aplicar 1/2 do P2O5 e do K2O e 1/3 do N, em sulcos ao lado das plantas um mês antes da poda, junto com o esterco de curral. Aplicar o restante do P2O5, 30 dias após a poda. Parcelar o restante do N e do K2O em três vezes iguais, aos 30 dias após a poda, na fase de “ervilha” e na fase de “meia baga”, espalhando os adubos ao lado das plantas.

Em caso de deficiência de boro, pode-se pulverizar as brotações com solução de ácido bórico a 0,1%, em 3 aplicações de 7 em 7 dias.

Como Plantar Uva: Podas


Poda seca: divide-se em poda de formação e poda de produção. A primeira visa orientar a formação da copa para sustentar futuras produções, aproveitando melhor o potencial de produção da planta. É executada desde o plantio da muda até que a planta tome o tamanho e o formato desejável. A segunda tem por objetivos manter o equilíbrio entre vigor da vegetação e a produção.

Poda verde: visa suprimir estruturas vegetativas como ramos laterais, folhas, gavinhas, ponteiros, e também estruturas produtivas como alguns cachos e bagas dos cachos. É composta pelas operações de desbrota, desfolha, eliminação de gavinhas e de ramos netos, desponte de ramos, desbaste de cachos, raleio de frutos no cacho e incisão anelar.

 

Como Plantar Uva: Principais Dúvidas


É bom evitar os defensivos ou não? Os defensivos químicos somente devem utillizados em situações de necessidade comprovada, quando a praga ou doença estiver em níveis de dano econômico, com o máximo de segurança para o aplicador, o consumidor final e o meio-ambiente, respeitando-se o registro para a cultura, a compatibilidade com outros produtos, instruções de uso e prazos de carência, sempre com o respaldo técnico de Engenheiro Agrônomo.

Como ocorre a frutificação, é natural, com a presença de abelhas ou inseto polinizador? A videira se vê beneficiada pela atuação das abelhas como insetos polinizadores.

A cultura deve ser irrigada? Em qual período do ciclo? Apesar de ser planta rústica e com sistema radicular profundo, a utilização de irrigação traz inúmeras vantagens como garantia de produção, maior produtividade e melhor qualidade dos frutos. Adapta-se bem à irrigação localizada (microaspersão e gotejamento).

Há diferenças entre as variedades quanto ao peso ou cor? Sim, existe imensa variabilidade quanto à cor da polpa e da casca, formato, tamanho e número das bagas, tamanho e formato do cacho, dentre outras.

Fonte: Toda Fruta

Como Plantar Orégano

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Como Plantar Orégano
O orégano, conhecido cientificamente como Origanum vulgare L., pertence à família Lamiaceae (Labiatae) da qual também faz parte, manjericão (Ocimum basilicul L.), alfavaca (Ocimum gratissimum L.), hortelã (Mentha arvensis L.), alfazema (Lavandula angustifolia Mill.), alecrim (Rosmarinus officinalis L.), sálvia (Salvia officinalis L.).

O gênero Origanum, possui mais de 205 espécies destacando-se Origanum majorana L e Origanum vulgare como as mais importantes. Essas duas espécies são bastante confundidas principalmente no sul do Brasil, em que o orégano é denominado manjerona. Apesar de pertencerem à mesma família, essas espécies possuem características distintas.

O orégano é conhecido por muitos nomes, sendo eles orégão, manjerona silvestre ou manjerona rasteira, e tem como principais países produtores, Espanha, Grécia, França, Turquia, Chile, México e Peru. O emprego dessa planta é muito diverso, de acordo com a etnofarmacologia, a planta possui ação analgésica e propriedades estimulantes do sistema nervoso e da digestão.
Depois de aprender como plantar coentro, vamos descobrir a partir de agora como plantar orégano.

Como Plantar Orégano: Introdução


A partir de estudos recentes, o orégano foi classificado como a planta de mais alta atividade antioxidante, até mais que a vitamina E. O óleo é usado na composição de aromatizantes de alimentos e perfumes além de possuir efeito inibitório sobre diversas bactérias alimentícias e fungos.

Apesar dessas aplicações, a grande utilização é como especiarias na culinária, podendo ser utilizado em carnes, molhos de tomate e outros tipos de massas, sendo o ingrediente fundamental da pizza. Segundo informações da Associação de Pizzarias Unidas, São Paulo é a segunda cidade onde mais se consome pizzas no mundo, perdendo apenas para Nova York.

O orégano possui propriedades antioxidantes devido à sua constituição química: óleo essencial (0,15%-0,90%) na planta seca, sendo seus principais constituintes os fenóis: carvacrol, timol, Y-terpeno e p-ameno, podendo variar de acordo com a localização onde foi cultivada. Os altos níveis destes compostos são de grande importância para a eficácia desta espécie vegetal.

O orégano tem outros constituintes como ácidos fenólicos (cafêico, rosmarínico, ursólico, clorogênico) flavonóides (derivados do kempeferol, luteolol, apigenol, diosmetina), taninos, resinas, principio amargo. Além de serem bactericidas e terem efeito estimulante, eles também são antiespasmódico, antinfeccioso, antiséptico, vasoconstritor (Tsinas,1999).

O orégano é uma planta perene, tem entre 25-40 cm de altura, folhas opostas, ovais, verde-escuras, pecioladas, inteiras ou serrilhadas, com aproximadamente 35 mm de comprimento, ou seja maior que a da manjerona e com extremidades pontiagudas.

Com duração de 4 a 6 anos, seca no inverno e rebrota no verão, herbácea, com raízes na forma de caules subterrâneos (rizomas), de porte baixo, podendo atingir até 80 cm de altura, caule ereto, lenhoso, de coloração arroxeada.

As hastes são consideradas anuais e se não forem colhidas, secam. As folhas são inteiras, pecioladas, ovais, com bordos serrilhados e quase sem pelos. As flores de pequeno porte são dispostas em glomérulos e reunidas em inflorescências paniculadas terminais com coloração rosada purpúreas.

Como Plantar Orégano: Origem e Variedades


Nativa de regiões montanhosas do sul da Europa e da Ásia ocidental vegeta espontaneamente em diversas regiões da Europa, inclusive na Grã-Bretanha. A espécie Origanum vulgare L. é cultivada no Brasil principalmente nas regiões sul e sudeste, onde foi aclimatada há muito tempo, sendo bastante popular.

Dentre as muitas variedades algumas estão entre as mais importantres, como: Origanum vulgare ssp. viride, Origanum vulgare ssp. compactum, Origanum dictamnus, Origanum laevigatum, Origanum vulgare. ssp. variegatum, Origanum vulgare ssp. Aureum, o orégano selvagem (Origanum vulgare) variedade que é bastante utilizada em pizzas no Brasil; orégano lavanda (Origanum dubium var. carvacrol , var. linalol ) existente somente em uma pequena região do sudeste da Turquia; orégano de vaso (Origanum onites) também conhecido por “pot marjoram” nativa da região oriental da bacia do mediterrâneo e de importância ornamental.

Como Plantar Orégano: Exigências Climáticas e Cultivo


O orégano tem preferência por regiões de clima subtropical com bastante luminosidade. Em locais mais quentes, ganha aroma mais intenso, sabor mais picante e perfume mais persistente. Não tolera alta umidade relativa do ar (ideal entre 60% a 65%), nem exposição direta aos ventos fortes e frios e também não suporta geadas acentuadas; está entre as espécies com resistência a grandes variações de altitude (50 a 3400 m) e temperatura.

Observa-se melhor qualidade da planta quando submetida a invernos secos e ensolarados. Temperaturas abaixo de 5 ºC acarretam retardo de crescimento e queima dos bordos das folhas.

O orégano exige altas atitudes, aproximadamente 2.000 m. Contudo adaptações podem ser realizadas para facilitar o cultivo. O solo necessita ficar úmido, porém não encharcado, sendo necessária a rega quando o solo estiver secando.

Os sistemas de irrigação mais eficientes para culturas que não demandam grande quantidade de água são: o gotejamento, em que a água atinge diretamente a raiz da planta em alta freqüência e baixa intensidade sem que molhe sua parte aérea (evitando dessa forma a incidência de doenças). A eficiência do sistema é alta, chegando a 90% , porém possui elevado custo de instalação.

Outro sistema utilizado é o de microaspersão, com irrigação também localizada; este possui eficiência no trabalho maior que 90% e uma vazão dos emissores (microaspersores) maior que a dos gotejadores.
A cultura, assim como em outras plantas medicinais e aromáticas, deve ser implantada em solos isentos de metais pesados e resíduos de produtos químicos. Recomenda-se que a área de cultivo esteja longe de rodovias (pelo menos 2 km) e áreas industriais, evitando assim a deposição de poluentes e possíveis contaminações.

O preparo do solo deve ser realizado com menor mobilização possível (manejo conservacionista), a fim de preservar, melhorar e otimizar os recursos naturais. O manejo racional e correto do solo é essencial, pois auxilia no controle de pragas e doenças, de erosão, na manutenção da fertilidade e consequentemente no aumento da produtividade. Algumas práticas são bem vistas como cobertura vegetal, preparo em nível, curvas de nível, cordão de contorno, entre outras. Os cordões de contorno e curvas de nível devem ser todos vegetados, o que pode ser feito com espécies medicinais. Algumas das espécies recomendadas são: capim-limão, citronela e o confrei.

Como Plantar Orégano: Propagação


As formas possíveis de propagação da cultura do orégano são por sementes, estacas ou divisão de touceiras. As sementes são muito pequenas tendo em um grama aproximadamente 12.000 sementes e devem ser semeadas de preferência na primavera em sementeiras (bandejas ou tubetes) com areia ou substrato próprio para sementes e mantidos em viveiros sombreados. Aconselha-se a mistura de 1/3 de solo argiloso, 1/3 de areia média e 1/3 de adubo orgânico, misturados e bem destorroados.

Teoricamente, para uma área de 1 ha de orégano seriam necessárias 13,8 gramas de sementes, porém como o poder germinativo de nenhuma espécie chega a 100% e pode haver perdas de mudas por fatores físicos, climáticos entre outros, deve-se superestimar, geralmente dobrando a quantidade.

A semente deve ser colocada na cova a uma profundidade de 5-10 cm e quando a planta estiver formada, de 4 a 8 folhas definitivas e altura de 5 a 10 cm, transferir para saquinhos. O raleio é realizado após a germinação das sementes na sementeira (aproximadamente com 4 cm).

No caso de touceiras e estacas estas devem ser retiradas (setembro a novembro), com folha da planta mãe quando estiverem entre 10 a 15 cm de comprimento e transferidas para copos ou sacos plásticos (regas mais intensas por secar mais rápido) e mantidas em viveiros abrigados. Pode ser feito o enraizamento das estacas em bandejas e tubetes.

Como Plantar Orégano: Adubação


A adubação pode ser mineral (NPK, superfosfato simples, sulfato de amônio), orgânica (esterco de animais, húmus de minhoca, compostos orgânicos, restos culturais) ou verde (tremoço, azevém, feijão-guandu). Adubação com lodo de esgoto não é recomendada e os adubos aplicados não devem conter fezes humanas. Adubos orgânicos, de origem animal devem ser completamente curtidos ou compostados para redução máxima da carga microbiana.

O uso de adubos e fertilizantes deve estar associado a medidas para minimizar a lixiviação de substâncias que possam contaminar o lençol freático e os rios. Os mais comuns são os estercos bovinos, suínos e de aves.

Recomenda-se a aplicação de 15 a 30 t/ha de esterco de aves ou 30 a 50 t/ha de esterco bovino e suíno. Material pouco utilizado, porém, altamente eficiente e muito rica em nutrientes é o húmus de minhoca que contém de 1,5% a 3,0 % de N; 2,5% a 5,0 % de P2O5; e 0,6% a 1,5 % de K2O. Recomenda-se a aplicação de 15 a 30 t/ há.

Outro importante material de fornecimento de nutriente é o adubo verde que ajuda a proteger a superfície do solo, melhora as propriedades físicas, químicas além de aumentar o teor de matéria orgânica. O orégano está incluído entre as plantas satisfatoriamente responsivas à adubação nitrogenada.

Como Plantar Orégano: Tratos Culturais


O orégano uma cultura que se alastra no solo, com isso o desbaste de plantas invasoras passa a ser um importante manejo, evitando incidência de pragas e doenças, competição pelos nutrientes do solo e consequentemente baixa produção.

O amontoamento de terra ao redor da planta é uma prática realizada a fim de proteger a planta, proporcionar a multiplicação dos ramos, evitar o ataque de fungos e o apodrecimento das raízes.
A aplicação de defensivos agrícolas deve ser realizada com muita cautela, pois esses produtos além de deixarem resíduos, podem alterar a composição química da planta. A recomendação por profissionais da área, como técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos, se faz necessária, não havendo produtos registrados para a cultura.

Manter a área cultivada sempre coberta é um manejo importante para a conservação do solo. A aplicação da cobertura morta ou mulch deve ser feita na área toda, evitando somente a aplicação muito próxima ao contorno da planta para não abafá-las.

Como Plantar Orégano: Doenças e Pragas


As pragas mais comuns na cultura são pulgões verdes (Macrosiphum solanifoli), formigas e brocas dos ponteiros, ácaros (Tetranichus sp.), lagarta-falsa-medideira (Pseudoplusia sp.) e nematóides (Meloidogine sp.).

As doenças mais comuns são devido a excesso de umidade no solo causando incidência de fungos como Puccinia sp., Fusarium sp., Phoma sp, e carência de nutrientes. A Puccinia sp. é um dos patógenos de maior importância agrícola e econômica por reduzir a produtividade, depreciar o produto causando assim, sérias perdas em plantios comerciais.

Como Plantar Orégano: Colheita e Beneficiamento


A colheita de ramos e folhas deve ser feita quando a planta estiver no começo da floração (15% a 20% de flores/planta), iniciando-se o processo de colheita para comercialização no ano seguinte do plantio. O período mais adequado para se fazer a coleta do material é em dias secos, logo depois a evaporação do orvalho, fim do verão o começo do outono.

No primeiro ano de colheita, estima-se produção de 3 toneladas métricas de folhas/ hectare; a partir do segundo ano, fazendo-se dois cortes por ano, a produção fica em torno de 15 toneladas métricas de folhas/hectare/ano.

Após a colheita do orégano, deve-se fazer a desfolha, retirando as folhas dos ramos. Na limpeza, é feita a eliminação de folhas de outras espécies, principalmente de plantas daninhas.

Após a secagem, o peso do material é reduzido em 4 vezes, isto é de 100 quilos de folhas e flores recém-colhidas resultarão em aproximadamente 25 quilos de produto seco. A secagem deve ser feita à sombra ou em estufas com regulação de temperatura não excedendo a 40 ºC durante 24 horas. A luz solar não é aconselhável por reduzir a quantidade do óleo essencial presente no material. Porém, pode ser feita a secagem com métodos mistos, isto é, deixa-se as plantas perderem um pouco de água na sombra e depois coloca-las ao sol. Outro método é colocar as plantas em câmaras frias (o frio retira um pouco de água) e depois secar ao sol ou em secadoras.

As folhas secas e inteiras contêm cerca de 1,8% de óleo essencial e quando trituradas, 1,5%.

Como Plantar Orégano: Armazenamento e Comercialização


O produto depois de embalado deve ser mantido em ambiente seco, escuro e bem arejado, com baixa oscilação de temperatura. O material deve ser armazenado no menor tempo possível para que não perder suas características. Segundo o último censo, no Estado de São Paulo, não se constou produtores de orégano. Contudo, se for analisado o consumo deste produto no Estado, somente como gênero alimentício, nota-se grande demanda.

Fonte: InfoBibos

Como Plantar Morango

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Como Plantar Morango
O morango é um pseudo-fruto, originário do receptáculo floral que se torna carnoso e suculento e rico em vitamina C. Os frutos verdadeiros são pequenos aquênios, vulgarmente denominados “sementes”. Os morangos são consumidos in natura ou aproveitados para fabricação de iogurtes, sucos, geléias, bolos, etc.

Planta herbácea, rasteira e perene da família Rosaceae, propagada por via vegetativa, através de estolhos. Em geral, a cultura para produção de frutos é renovada anualmente. As abelhas são imprescindíveis para polinização.A comercialização é feita ao natural, congelada (frutos inteiros ou polpa) e polpa desidratada.

No Brasil, São Paulo lidera a produção de morangos (31.266 toneladas em 816 ha, 1991). Cerca de 70% da produção’ comercializada in natura e o restante para industrialização. O custo de produção chega a R$30.000,00/ha e cerca de 40% refere-se à colheita e embalagem. Quase toda a produção paulista’ feita nas regiões de Atibaia, Jundiaí e Piedade. Preços mais elevados ocorrem até julho, antes do pico de produção que ocorre em agosto e setembro.

Depois de aprender como plantar melancia, vamos descobrir como plantar morango.

Como Plantar Morango: Variedades


Para consumo ao natural: IAC Campinas, AGF-80, Sequóia e IAC Princesa Isabel;
Para consumo ao natural ou congelamento: Chandler, Dover, Oso Grande, Korona, Toyonoka e Reiko, sendo os dois últimos mais exigentes em frio;
Especial para congelamento: IAC Guarani;
Com potencial para cultivo: Cruz, Florida Belle, Korona, Pajaro, Raritan, Fern e Selva;
Para possível uso ornamental (vasos): Santana, Tristar e Fragaria vesca.

Como Plantar Morango: Clima e Solo


Fern, Selva e Tristar são cultivares insensíveis ao fotoperíodo; F. vesca é de dias longos; os demais mencionados são de dias curtos. Temperatura acima de 30ºC inibe a floração e estimula a produção de estolhos.

A geada danifica flores e frutos, especialmente os imaturos não protegidos pelas folhas.
O desenvolvimento vegetativo ocorre a partir de 9ºC. O morangueiro desenvolve-se melhor em solos de textura média, sem excesso de umidade e de matéria orgânica.

Como Plantar Morango: Época de Plantio


Produção de mudas: setembro a novembro.

Produção de frutos: depende do clima da região de cultivo, variando do início de fevereiro a fins de abril; o plantio escalonado (até junho), em regiões frias, permite estender a colheita de frutos de melhor qualidade, obtidos das primeiras floradas.

Como Plantar Morango: Espaçamento e Mudas Necessárias


Produção de mudas: Entre 1,5 a 3,5 m2 por matriz, obtendo-se de 75 a 150 mudas por metro quadrado para a maioria dos cultivares.

Produção de frutos: 30 x 30 a 35cm, sendo as plantas dispostas em quadrado ou quincôncio, em canteiros com 2 a 4 fileiras, em função do porte do cultivar e da umidade do ar no local. São utilizadas de 65 a 80 mil mudas por hectare, de acordo com o espaçamento e a área de carreadores utilizados.

Como Plantar Morango: Produção de Mudas


Deve constituir atividade distinta da produção de frutos, envolvendo a produção de matrizes em telado (melhor com cobertura de filme plástico) e a multiplicação das matrizes em campo.

Propagar em telado apenas clones livres de vírus. Adotar sistema de propagação em bandejas ou outros recipientes, sem contato direto com o solo, usando substrato ou composto desinfestado quimicamente ou por calor.

Manter rigoroso controle fitossanitário e tomar medidas para evitar mistura de cultivares. Efetuar a multiplicação de campo em terrenos de meia encosta, afastados pelo menos 300m de outros lotes de morangueiro. Usar glebas em pousio, ou cultivadas com leguminosas ou gramíneas, por 2 anos ou mais.
Viveiristas especializados, registrados e fiscalizados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, vêm produzindo a maior parte das mudas consumidas em São Paulo, contudo, muitos produtores de frutos produzem as mudas que usam.

O Instituto Agronômico vem fornecendo matrizes básicas de morangueiro livres de vírus desde 1967. Cooperativas e empresas privadas, algumas utilizando microprogação in vitro, vêm produzindo matrizes.

Como Plantar Morango: Técnica de Plantio


Canteiros com 20 a 50 cm de altura, em função da textura do solo (maior para os pesados), e geralmente 1,2m de largura, para 4 fileiras de plantas. As mudas são normalmente comercializadas de raiz nua e plantadas diretamente nos canteiros de produção de frutos. O enviveiramento em canteiros durante 30 dias, ou o estabelecimento em recipientes, diminui a morte de mudas no transplante e propicia colheitas mais precoces. O plantio é manual.

Usar canteiros em nível, canais para escoamento de água de chuva e forração dos carreadores internos com capim seco.

Como Plantar Morango: Calagem e Adubação


Fazer a calagem e adubação com base em análise de solo. Aplicar calcário para elevar a saturação por base a 80% e o teor mínimo de Mg no solo a 9 mmolc/dm3.

Na produção de mudas, para solo de média fertilidade, aplicar 750 kg/ha de P2O5. Na cova, aplicar 10g de N, 35g de P2O5 e 20g de K2O.

Na produção de morangos, fazer adubação de pré-plantio nos canteiros 25 a 30 dias antes do transplante das mudas: 15 a 30 t/ha de esterco de curral curtido ou 1/4 da quantidade em esterco de galinha, 40 kg/ha de N, 300 a 900 kg/ha de P2O5 e 100 a 400 kg/ha de K2O.

Aplicar o potássio, de preferência na forma de sulfato de potássio. Em cobertura, aplicar 180 kg/ha de N e 90 kg/ha de K2O, parcelando em 6 aplicações mensais, espaçadas de um mês, sendo a primeira no início da floração. O K e o Ca favorecem a firmeza do fruto.

Aplicar micronutrientes em função da necessidade das plantas, maior a partir de julho (2ª florada), utilizando pulverização com os produtos: ácido bórico (5 a 15 g/100 litros de água; fora do período de floração usar de 50 a 150 g), sulfato de zinco (100 a 200g) e sulfato de cobre (250 a 500g).

Como Plantar Morango: Controle de Doenças e Pragas


O uso de mudas sadias é básico para o controle de vírus, fungos, bactérias, nematóides e mesmo de algumas pragas, como o ácaro do enfezamento. Em São Paulo, o uso de matrizes básicas sadias praticamente garante a produção de mudas livres de vírus.

Algumas doenças, como mancha-das-folhas, e pragas, como afídeos e formiga lava-pés, geralmente podem ser controladas quimicamente. Atenção deve ser dada à lagarta-rosca no transplante, ao ácaro-rajado em períodos de temperatura elevada e às podridões de fruto em períodos chuvosos.

Para doenças fúngicas importantes, como “chocolate”, “flor-preta”, murcha de Verticillium e podridões de Phytophthora, adotar medidas preventivas: tratamento de mudas por imersão com fungicidas, plantio em solo não contaminado ou desinfestado, controle da umidade do solo (irrigação e drenagem), uso de adubação equilibrada (evitar excesso de nitrogênio), remoção e destruição de plantas afetadas.

Esta última medida deve ser aplicada com rigor para a mancha-angular (Xanthomonas fragariae), visando erradicar a bactéria causal.

Rotação de cultura, revolvimento do solo e solarização são medidas complementares para fungos de solo e nematóides. Irrigação por aspersão pode auxiliar no controle do ácaro rajado. Usar produtos químicos de forma criteriosa, especialmente quanto ao período de carência.

Visando evitar ao aparecimento de formas resistentes, alternar produtos com diferentes ingredientes ativos, entre os cadastrados para morangueiro em São Paulo:

  • Inseticidas: abamectin, carbaryl, dimethoate, fenpropathrin, malathion, mevinphos, naled e dichlorvos;
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  • Fungicidas: benomyl, captan, dodine, enxofre, fluazinam, folpet, hidróxido de cobre, iprodione, mancozeb + thiophanate methyl, oxicloreto de cobre, oxicloreto de cobre + mancozeb, procimidone, thiram e thiophanate methyl;
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  • Acaricidas: cyhexatin, enxofre, fenpropathrin, naled e propargite. Outros produtos cadastrados: metaldeyde (iscas moluscicidas para controle de lesmas), brometo de metila e dazomet (desinfestação de canteiros ou de substratos).
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Usar cobertura do solo dos canteiros de produção de frutos com lençol plástico (o preto controla mato), fitas de madeira picada ou casca de arroz. Fazer desbaste do excesso de folhas para arejamento das plantas.

Como Plantar Morango: Irrigação e Colheita

 

Irrigação: Períodos críticos ocorrem logo após o transplante, na formação dos botões, floração e frutificação. Durante o período de colheita, irrigar a cada 2 dias, na capacidade campo. Excesso de umidade na planta dificulta a polinização.

Colheita: O início depende do clima da região, variando de abril (Piedade, culturas de “soqueira” ou “tiguera”), maio (Atibaia/Jundiaí) a junho (regiões de clima mais quente), podendo estender-se até dezembro, com pico em agosto e setembro. É feita manualmente, no ponto de colheita “maduro” para fins industriais ou de “1/2 a 3/4 maduro”, para comercialização in natura. São necessárias seis pessoas fixas por hectare e mais seis no pico de colheita.

Produtividade Normal: 30 a 35 t/ha, podendo chegar a mais 60 t/ha (800 g/planta).

Como Plantar Morango: Rotação e Comercialização


Rotação: Cereais e leguminosas para adubação verde. Tem sido lucrativo o cultivo de alface, abobrinha ou beterraba (esta em Piedade), logo após o morango, devido ao preço elevado dos produtos no verão, aproveitamento de resíduos de adubação, dos canteiros e de mão-de-obra.

Comercialização: Em caixetas (cumbucas) de papelão ou de poliestireno expandido (isopor), com capacidade entre 250 e 800g. Os frutos geralmente são dispostos em fileiras, em uma ou duas camadas. Para mercado mais nobre já se utiliza caixeta plástica transparente e com tampa.

A classificação é por tamanho, sendo “extra” acima de 14g e “de primeira” de 6 a 14g. Para uso industrial a fruta é embalada solta, em caixas de madeira com 5 kg. A conservação do fruto é favorecida em câmara fria a 2ºC e 90% de umidade relativa do ar ou atmosfera com 20% de gás carbônico (CO2); a cobertura de embalagem com filme plástico retarda a retarda a deterioração por reter CO2 produzido pelos frutos.

Fonte: Toda Fruta

Como Plantar Lichia

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Como Plantar Lichia
A lichia (Litchi chinensis Sonn.) é um importante representante da família Sapindaceae, à qual pertence, também, o guaraná (Paulinia cupana).

Existem três subespécies de lichia: a chinensis, phillippenis e javanensis, sendo que a segunda produz frutos não comestíveis e a terceira, frutos de pequeno valor comercial e de interesse apenas na Indochina e em Java.

Portanto, somente a Litchi chinensis chinensis é de interesse econômico e, na qual, distinguem-se duas grandes raças: Lichia da água e Lichia da montanha, sendo que; na China, a primeira tem frutos de melhor qualidade e é cultivada nas terras baixas; já a segunda tem frutos menores, com casca um tanto espinhosa, também comestíveis e é cultivada em altitudes mais elevadas.

Depois de aprender como plantar abacaxi, vamos descobrir a partir de agora como plantar lichia.

Como Plantar Lichia

A planta atinge 10 a 12 metros de altura e tem tendência a desenvolver ramos direcionados para o solo. O sistema radicular das plantas, originadas de semente, apresenta uma grande raiz pivotante (praticamente ausente nas originadas por processos vegetativos), sendo que as raízes absorventes se distribuem no perfil do solo até uma profundidade de 1.0 metro. As folhas são alternadas e compostas, o número de folíolos varia de 2 a 12. A inflorescência é em panícula, produzida em ramo do ano e composta de centenas de pequenas flores brancas. Normalmente, a florada começa em fins do inverno a início da primavera, sendo que ocorrem três tipos de flores que se abrem, consecutivamente, na mesma panícula:

Flor tipo I: funcionalmente masculina

Flor tipo II : funcionalmente feminina

Flor tipo III: funcionalmente masculina

O fruto é uma drupa de forma e tamanho variáveis, dependendo do cultivar; pode ser redondo, oval ou cordiforme e atingir até 5 cm de comprimento por 4 cm de largura; o peso pode variar de 10 a 35 g. A casca é vermelho-brilhante (quando maduro), delgada, coriácea e quebradiça. A polpa é, normalmente, branca e translúcida. A semente é marrom-brilhante, com tamanho aproximado de l0 a 18% do fruto. Pode ocorrer aborto de sementes, as chamadas “língua-de-galinha”, o que não diminui muito o tamanho dos frutos, que passam a ser preferidos por apresentarem uma maior porcentagem de polpa.

Como Plantar Lichia: 
Disseminação e Valor Nutricional

A disseminação da cultura da lichia aconteceu recentemente, sendo que há séculos vem sendo cultivada na China, região de origem, de onde foi levada para a Índia e outras regiões. Atualmente, os maiores produtores são China, Tailândia, Índia, Estados Unidos (Flórida e Havaí) e Nepal.

O fruto é rico em minerais e vitaminas, contendo por l00g de polpa: água (82,lg), calorias (65), proteína (0,8g), gorduras (0.4g), carboidratos (l6,3g), fibras (0,2g), Ca (l0mg), P (29mg), Fe (0,3mg), Na (3mg), K (l70mg), Tiamina (0,50mg), Riboflavina (0,60mg), Niacina (0,6mg) e Vitamina C (50mg).

Como Plantar Lichia: Variedades

Podem-se citar inúmeras variedades de lichia, que são definidas observando as seguintes características: período de maturação, vigor da planta, forma, tamanho e coloração das folhas, produtividade, forma, tamanho, textura e coloração da casca dos frutos, textura e aroma da polpa, tamanho da semente e porcentagem de ocorrência de “semente abortada” (lingua-de-galinha) Martins (1992).

Segundo Donadio (1987), as variedades mais plantadas são as chinesas, incluindo a mais conhecida ‘Brewster’; mas também são utilizadas variedades selecionadas indianas, hawaianas e as da África do Sul. Na China, tem-se as variedades Brewster (Chen Purple), ‘Kwai Mi’, ‘Hak Ip’, ‘No Mai Tez’ e ‘Wai Chi’. Na Índia, tem-se as variedades ‘Calcutá’, ‘Dehra’, ‘Dun’, ‘Early Large Red’, ‘Early Seedless’, ‘Honh Kong’, ‘Late Seedless’, ‘Mazzaferpur’, ‘Rose Santed’, ‘Saharampur’, ‘Seedless l’ e ‘Seedless 2′. No Havaí, tem-se a ‘Groff’, a ‘Charley tong’ e a ‘Hilo’. Na África do Sul, tem-se a ‘Mauritius’. Já no Brasil, a partir de sementes trazidas dos Estados Unidos, foi selecionada uma variedade a ‘Americana’que, provavelmente, da variedade chinesa conhecida como ‘No Mai Tse’.

As principais variedades cultivadas nas regiões subtropicais são: ‘Bengal‘, ‘Brewster‘, ‘Mauritius‘, ‘Sweet clift‘, ‘Americana‘ e ‘Groff‘.

Bengal:

Maturação precoce, a planta apresenta moderado vigor. Os frutos são cordiformes (em forma de coração), com peso médio de 21 g, coloração vermelho-brilhante, polpa firme e de boa qualidade e 65% do fruto, semente grande e com cerca de 20-35% de abortos.

Originada de semente e selecionada na Flórida a partir da variedade indiana Purbi. Os limbos dos folíolos são grandes com leve ondulação. A planta é vigorosa e apresenta frutificação irregular.

Brewster:

Maturação mais precoce que a ‘Bengal’, planta vigorosa de crescimento ereto. Os frutos são elípticos, com peso médio de 23 g, coloração vermelho brilhante, polpa macia, de qualidade aceitável, cerca de 74%, de sabor ácido, a menos que esteja bem madura. Semente de tamanho mediano a grande e com 30 – 50% de abortos. Quanto ao aspecto dos frutos, é bastante semelhante aos da ‘Bengal’; no entanto, não se apresentam em cachos tão compactos.

Tem origem na província chinesa de Fujian, onde foi selecionada pelo Reverendo W.M. Brewster, de quem recebeu o nome. Entretanto, é a mesma que a variedade chinesa Chen Zi. Os limbos dos folíolos são grandes, verde-escuros, ondulados e com ápice ligeiramente voltado para baixo. A planta é vigorosa e apresenta frutificação irregular.

Mauritius:

Maturação precoce, planta com alto vigor, copa muito aberta e muito sensível a ventos. Os frutos são ovóides a cordiformes, com peso médio de 24 g, coloração vermelha, mas um pouco escuro quando maduro, polpa de qualidade aceitável e em torno de 71%. Semente grande com cerca de 15 – 20% de abortos. Muito produtiva, mas o fruto não tem boa qualidade a não ser que esteja totalmente maduro, mas, neste caso, a coloração não é boa.

Corresponde à variedade chinesa Tai So. A semente é grande. Polpa doce e sucosa. A ocorrência de sementes abortadas é de cerca de 15%. Os folíolos são grandes, largos e levemente ondulados. A planta tem grande vigor e apresenta frutificação irregular na Austrália, mas na China e África do Sul, a frutificação é regular.

Sweet Clift:

Na China, é conhecida como ‘Wai Chee’. Fruto pequeno (17g.), ovalado e vermelho-intenso. A semente é pequena. A polpa corresponde a 68% do fruto, é sucosa e doce. A ocorrência de sementes abortadas é de 35%. É a variedade de maturação mais tardia. Os folíolos são pequenos, ovalados e ondulados. A planta tem pouco vigor e apresenta frutificação regular.
Americana

Variedade brasileira, selecionada a partir de sementes trazidas dos EUA, da variedade No Mai Tszé. Apresenta fruto cordiforme, com cerca de 18 g, e coloração vermelho-intensa. Ocorrência de cerca de 30 a 50% de sementes abortadas. Excelente qualidade. Produção entre regular e alternante, com rendimento moderado.

Groff:

Corresponde a variedade chinesa Souey Tung. Fruto pequeno (14g), cordiforme e vermelho escuro. A semente praticamente não existe, pois a porcentagem de abortadas é de 90-100%. A polpa é doce e de excelente qualidade. Os folíolos são pequeno e ondulados. A planta tem pouco vigor médio e apresenta frutificação irregular.

Há um grande número de variedades de lichia que são definidas por características como: período de maturação, vigor da planta, forma, tamanho e coloração das folhas, produtividade, forma e tamanho do fruto, textura da polpa, tamanho da “língua-de-galinha”.
Como Plantar Lichia: Propagação

A propagação comercial da lichia é feita por processo vegetativo, sendo mais comum a alporquia. Entretanto, podem ser utilizados outros métodos, tais como: por semente, enxertia ou estaquia.
Propagação por Sementes

Este processo, geralmente, não é utilizado, uma vez que plantas de pés-francos são geneticamente desuniformes, apresentam um longo período juvenil (demoram 10 anos ou mais para. começarem a produzir), além de alternância de produção e frutos de baixa qualidade. Entretanto, novas cultivares podem ser obtidas através de seleção de pés-francos que tenham características interessantes.

As sementes podem ser armazenadas por até 4 semanas, desde que mantidas dentro do fruto. Uma vez as sementes retiradas, começam a perder viabilidade em 24 horas e, após 4 a 14 dias, não mais germinam. Sementes armazenadas em água, por 24 horas, têm maior germinação do que as mantidas em vermiculita ou condições ambiente. Recomenda-se o armazenamento em esfagno úmido, a 8oC, por até 8 semanas.

A semeadura deve ser feita em substrato com boa aeração, parcialmente sombreado, na posição horizontal e a uma distância entre si, de 1 a 2,5 cm. A germinação dá-se em 3 dias, sendo preferível a semeadura em bandejas com posterior transplante para sacos plásticos, quando as mudas estiverem com 10-15cm. de altura.

Este processo só é utilizado quando se visa a trabalhos de melhoramento ou produção de porta-enxertos.

Enxertia:

Há evidência de que os chineses têm realizado enxertia de lichia há séculos, apesar disto, o método não é utilizado pelos viveiristas por apresentar baixa porcentagem de pegamento.

Garfagem:

Existem alguns processos para se obter um maior pegamento do enxerto, um deles é realizar anelamento do ramo, 3 a 4 semanas antes da enxertia, ou utilizar garfos da porção não terminal do ramo. Entretanto, o insucesso pode ser devido a características da própria planta, pois o câmbio é ativo em somente um terço de sua circunferência, num dado momento ou, ainda, por incompatibilidade entre as partes.

A enxertia por garfagem pode ser feita por fenda cheia, inglês-simples ou complicado, utilizando-se de garfos com 3 a 5 cm de comprimento e cavalos com cerca de 2 anos de idade. Em condições de temperatura favorável, as gemas começam a se desenvolver em 3 a 4 semanas. Quando a muda estiver com 50 a 100 cm de altura, estará em condições de ir para o campo.

Este processo deve ser reconsiderado, uma vez que podemos obter vantagens do uso de porta-enxertos, tais como: controle do amanho da planta ou hábito de crescimento, da produção, qualidade e tamanho do fruto, resistência a frio, pragas e doenças, além de tolerância a diferentes condições de solo.

Borbulhia:

A enxertia por borbulhia pode ser feita por T invertido ou janela aberta, sendo que este último é menos usado e tem menor pegamento, sendo utilizado, apenas, quando a casca não se solta.

A seleção do estádio da borbulha é mais crítico do que o processo de borbulhia ou estádio do porta-enxerto. Recomenda-se a retirada de borbulhas de ramos vigorosos, ainda verdes e que apresentem gemas axilares proeminentes.

Estaquia:

A propagação da lichia por estaquia não é utilizada pelos viveiristas por depender de diversos fatores, como genótipo, condições fisiológicas da planta, tipo de ramo e condições ambientais, além de infra-estrutura complexa.

Ao se utilizar de técnicas corretas, pode-se obter alta porcentagem de enraizamento, que ocorre 2 a 4 meses após a estaquia. Após este período, devem ser mantidas em sacos plásticos, em lugar sombreado, por 15 a 20 meses, quando atingem 50 a 60 cm e estarão em condições de ser plantadas no campo.

Neste processo, devemos utilizar estacas herbáceas, com cerca de 15 cm de comprimento, um par de folhas e mantidas sob nebulização intermitente. A aplicação de auxinas pode melhorar a porcentagem e uniformidade de enraizamento, além de antecipá-lo e aumentar o número e comprimento das raízes.

Apesar de este processo não ser utilizado, é indicado por diminuir o período juvenil, originar plantas uniformes e permitir a obtenção de um grande número de mudas a partir de uma única planta matriz.

Alporquia:

É o método mais utilizado. Entretanto, ao se obter um grande número de mudas, provoca-se grandes danos à planta matriz.

Recomenda-se utilizar ramos com 1,5 a 2,5 cm. de diâmetro e 45 a 60cm de comprimento, obtendo-se uma porcentagem de enraizamento superior a 90%. Pode ser realizado em qualquer época do ano, desde que se tenha umidade suficiente, mas os melhores resultados são obtidos na primavera.

O processo inicia-se com o anelamento do ramo, retirando-se um anel de 1,5 a 2,5 cm de largura. A injúria deve ser coberta com substrato que retenha umidade (solo, esfagno, etc.) e coberto com plástico. O processo pode ser melhorado pela aplicação de auxina na região anelada, o que melhora o enraizamento e diminui o período de obtenção da muda.

Uma vez o ramo enraizado, deve ser separado da planta matriz, época em que se deve retirar de 50 a 70% das folhas para se diminuir a transpiração. As mudas deverão, então, ser mantidas em ambientes quentes, sombreados, com alta umidade e protegidas de ventos. As mudas estarão aptas para ser plantadas no campo, após passarem por dois fluxos vegetativos (cerca de 12 meses).

Recomenda-se manter as plantas, obtidas por alporquia, sob nebulização intermitente, melhorando o crescimento e sobrevivência, além do que esta prática permite a retenção das folhas, acelerando o estabelecimento da muda.

Como Plantar Lichia: Clima:

A lichia é bastante exigente com relação ao clima, desenvolve-se bem, mas não produz satisfatoriamente em regiões tropicais, adaptando-se melhor em regiões onde o clima é frio e seco antes do florescimento e, no resto do ano quente e úmido. A planta resiste mais o frio do que a mangueira e menos do que a laranjeira. A faixa de temperatura ideal, para esta fruteira, situa-se entre 20 a 35ºC, sendo que paralisa totalmente sua atividade, vegetativa abaixo de 15 ou 16ºC.

As folhas novas são sensíveis a ventos, necessitando, portanto, da instalação de quebra-ventos nas áreas onde eles ocorrem.

Com relação à precipitação, o ideal encontra-se entre 1250 e 1700 mm. A exigência em água é maior nas plantas novas e naquelas em produção. Entretanto, a planta encontra-se sob estresse hídrico quando sob condições de dias quentes, secos, de baixa umidade relativa e ocorrência de ventos, mesmo sob alta umidade do solo.

O clima é um dos fatores mais importantes que afetam a iniciação floral, favorecida por temperaturas baixas e estresse hídrico; o florescimento é maior nos locais onde ocorrem temperaturas abaixo de 13oC por 200 horas ou mais. Entretanto, estes fatores por si só não são suficientes, pois o florescimento pode ocorrer sem passar por estas condições, mostrando que fatores nutricionais e hormonais também, estão envolvidos.
Como Plantar Lichia: Solo

A lichia não é muito exigente em solo, apesar de preferir os leves, profundos e com alto teor de matéria orgânica, que pode ser substituída por adubações adequadas. O pH deve estar entre 5,5 e 6,5, suportando solos mais ácidos que a mangueira e abacateiro; adapta-se a solos com pH até 8,5, desde que haja fornecimento de micronutrientes. A maior exigência é nos primeiros anos da cultura, quando necessita de alto teor de matéria orgânica para um bom desenvolvimento.

Plantio:

O espaçamento de plantio deve ser de l0 x l0m, resultando em 100 plantas por hectare. Entretanto, seria interessante uma melhor utilização da área, utilizando-se de espaçamento de 6 x 6m, fazendo-se um desbaste quando as plantas estiverem com cerca de 15 anos, deixando-as espaçadas de l2 x l2m. Este método permite-nos a colheita da produção de 134 plantas por hectare, por um período de cerca de 10 anos.

O plantio deve ser realizado, preferencialmente, em dias nublados, e em covas previamente adubadas com 5kg de esterco de curral e 500g de superfosfato simples. Após o plantio deve-se promover irrigação sempre que for necessário e tutorar a planta, . pelo menos no primeiro ano, a fim de se evitar danos no sistema radicular.
Como Plantar Lichia: Práticas Culturais
Controle de Ervas Daninhas

A cultura deve ser mantida no.limpo, devido a ter um sistema radicular superficial. Podem ser usados herbicidas de pós-emergência como Paraquat ou Glifosate, evitando-se atingir as folhas, o que provocaria problemas de fitotoxicidade. Durante os primeiros anos de cultivo da cultura, é interessante que se faça cobertura morta sobre as plantas, o que auxilia no controle de ervas daninhas, além de manter a umidade.
Poda

A planta deve ser conduzida em haste única até uma altura de, no mínimo 50 cm, quando se deixam 3 a 4 ramos fortes e bem distribuídos que darão origem à copa. Na época da colheita, deve-se retirar, juntamente com o cacho, cerca de 20 cm dos ramos, esta prática estimula a produção de um maior número de ramos terminais. Recomenda-se, ainda, poda de limpeza e aeração, para uma melhor penetração dos raios solares.

Nos pomares com plantio adensado, devem-se podar os ramos que se sobrepõem, entre plantas vizinhas.

Anelamento:

A prática do anelamento visa a evitar alternância de produção. No ano seguinte ao de uma boa produção, antes do inverno (março a abril), realiza-se o anelamento de ramos com, no mínimo, 1,5 cm de diâmetro na região a ser anelada. O processo consiste numa incisão de 0,16 a 0.40 cm, por toda a circunferência do ramo.

O anelamento não é recomendado como prática habitual, uma vez que os resultados são variáveis e seu uso, com freqüência, resulta em diminuição do crescimento da planta, frutos pequenos e morte dos ramos anelados.

Uso de Reguladores de Crescimento:

Os reguladores podem induzir a dormência vegetativa e estimular o florescimento, quando aplicados no inverno; já, quando usados no florescimento, melhora a frutificação e diminui a queda de frutos. Em ambos os casos, é utilizado o Ácido Naftaleno Acético (ANA) nas doses de 100 e 10ppm, respectivamente. Entretanto, os resultados obtidos são bastante inconsistentes, pois há influência do clima e estado nutricional da planta.

Como Plantar Lichia: Adubação:

As adubações devem ser feitas com base no estádio e produção da planta. Sabe-se que exportam, na colheita, a cada 100 kg de frutos, cerca de 90-250g de nitrogênio; 35-50g de fósforo; 240-320g de potássio; 20-60g de cálcio; 2,0-2,5g de cloro; 1,0- 1,4g de sódio; 0,6-1,3g de ferro; 0,4-0,7g de manganês; 0,7-1,0g de zinco; 0,5-1,0g de cobre e 0,3-0,7g de boro. Entretanto, os pomares comerciais são adubados com base em recomendações pré-estabelecidas, como a que se segue:

Adubação da Lichia:

Do primeiro ao quinto ano, o nitrogênio deve ser parcelado entre a primavera e o verão. Do sexto ano em diante, em duas parcelas, a primeira antes da florada e a segunda logo após a colheita.

O fósforo deve ser aplicado de uma só vez, após a colheita. O potássio é aplicado da mesma forma que o nitrogênio.