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Como Plantar Coentro

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Como Plantar Coentro
Coentro (Coriandrum sativum) é uma planta glabra, da família Apiaceae, de flores róseas ou alvas, pequenas e aromáticas, cujo fruto é diaquênio e cuja folha, usada como tempero ou condimento, exala odor característico.

O coentro é muito utilizado na culinária brasileira nordestina e também na região Norte. Em Portugal, é muito utilizado, por exemplo, na cozinha alentejana e noutras regiões do sul do País. No norte, é praticamente ignorado.

Originário do sul da Europa e do Oriente Médio, o coentro já era conhecido e utilizado pelos egípcios, não como tempero, mas como planta medicinal (a ele se atribuíam propriedades digestivas, calmantes e, quando usado externamente, para alívio de dores das articulações e reumatismos), além de possuir efeito anafrodisíaco.

Depois de aprender como plantar pimenta, vamos ver agora como plantar coentro.

Como Plantar Coentro


Os coentros crescem e dão semente rapidamente. Para garantir que não se acabem durante a estação, faça uma nova sementeira a cada três semanas.

Espalhe as sementes num canto do jardim que receba luz e tenha sombra, de preferência sol de manhã e sombra à tarde. Se ficarem muito à sombra, pode juntá-las bastante, pois as raízes manter-se-ão frescas na mesma. As sementes devem ficar cobertas de cerca de 1cm de terra.

A primavera e o outono sãs as melhores épocas para plantar coentros, porque o calor do verão acelera o processo de crescimento e rapidamente os nossos coentros espigam. Para um resultado perfeito, deverá ter a terra úmida, mas nunca encharcada

Como Plantar Coentro: Plantio


Acrescente um pouco de composto ou “mulch” para acrescentar nutrientes e ao mesmo tempo oferecer uma camada extra de protecção às jovens raízes.

Se os seus coentros começarem a espigar, arranque o botão antes que abra flor, com isso a planta vai direccionar energias para as folhas e raízes em vez de as utilizar nas flores e posteriores sementes.
Se o tempo ajudar e sem mais tarefas para além de uma leve monda, dentro de dois meses poderá saborear coentros frescos.

Como Plantar Coentro: Colheita


As folhas de coentro podem ser colhidas em qualquer altura, a partir do momento em que já tenham definidos os seus recortes característicos, no entanto, o ideal será esperar que o pé tenha cerca de 10cm, para obter das folhas todo o seu aroma.

Colha as folhas mais antigas, dando assim tempo às mais novas de amadurecer e mantenha-as debaixo de olho, pois elas crescem muito rapidamente.

Poderá colher folhas durante algum tempo antes que apareçam as primeiras flores e posteriores sementes. Pode optar por guardar as sementes para voltar a plantar ou então, reservas alguns grãos para relevar o sabor dos seus cozinhados.

Para conservar coentros, o ideal será congelar folhas viçosas, uma vez que com a secagem perdem quase todo o sabor.

Uma vez que você tenha cultivado e colhido o coentro, você vai querer fazer bom uso dele. Tente adicionar coentro fresco picado em molhos comercialmente preparados. Você não vai acreditar na diferença.

Fonte: Portal do Jardim

Como Plantar Girassol

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Como Plantar Girassol
O peculiar movimento de girar sua inflorescência em direção ao sol inspirou o nome desta planta de proporções exageradas. Firmado como artigo de cultivo em larga escala para a produção de grãos e óleo, o girassol (Helianthus annuus L.) é também utilizado na ornamentação de jardins e em arranjos para decoração.

O grande porte da planta, que pode chegar a 1,80 metro de altura, nem sempre agrada a esse tipo de consumo. Por isso, a partir de técnicas de cultivo e de melhoramento genético, surgiram versões de girassóis menores, mais compactos, que podem ser cultivados e comercializados em vasos.

A Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, desenvolve ainda cultivares ornamentais estéreis. Produzido em grande quantidade, o pólen pesado e denso da planta cai facilmente da flor e acaba sujando o local, além de causar alergia em algumas pessoas. Outra frente de pesquisa do órgão é o desenvolvimento de sementes capazes de gerar exemplares com pétalas de tonalidades diferentes do tradicional amarelo.

Depois de aprender como plantar rosas, vamos descobrir a partir de agora como plantar girassol.

Como Plantar Girassol


O girassol tem boa adaptação ao clima e é tolerante à seca, mas deve ser cultivado em locais com disponibilidade de irrigação. Dotado de um sistema radicular que se aprofunda no solo, tem alta capacidade de absorção de água e nutrientes. Porém, a planta é sensível à compactação do solo e prefere terrenos melhorados.

O grão pode ser utilizado para consumo animal, extração de óleo e obtenção de farinhas que servem como ingrediente para a produção de pães e outros alimentos. A plantação de girassol ainda pode servir de base para a produção de mel de abelhas.

Natural da América (há controvérsias sobre o local de origem, que pode estar nos Estados Unidos e México ou no Peru) e introduzida na Europa no século XVI, a planta é hoje cultivada nos cinco continentes e tem sua importância renovada pela crescente busca por fontes renováveis de energia.

Isso porque seu óleo, além de ser saudável para a alimentação humana, com propriedades que reduzem o nível de colesterol, também é matéria-prima para a fabricação de biodiesel.

Como Plantar Girassol: Informações Gerais

 

  • Solo: bem-drenados, não compactos e férteis;
  • Clima: temperado;
  • Área mínima: um canteiro;
  • Colheita: 50 dias após o plantio;
  • Custo: 64 centavos o envelope com sementes.

 

Como Plantar Girassol: Plantio e Produção

 

Início
Há no mercado variedades de polinização abertos e híbridos disponíveis para os interessados em plantar. Apesar de mais uniformes e com potencial para produzir mais, os híbridos têm sementes mais caras em relação ao outro tipo de variedades.

Para a produção de flor de corte, devem ser adquiridas as cultivares unicapituladas, ou seja, as que produzem apenas uma flor. Para jardins, são recomendadas as plantas que originam múltiplas flores.

Variedades
Novas opções estão surgindo no mercado, com cores e tamanhos diferentes do original. As variedades de girassol mais conhecidas são as de pétalas amarelas, com variações apenas no centro, que pode ser claro ou escuro.

Plantio
O girassol pode ser plantado até em quintais diretamente no canteiro, sejam a céu aberto ou em estufa. Coloque três sementes em cada pequena cova, com quatro centímetros de profundidade. Irrigue uma vez por semana.

Adubação
Depende da fertilidade do solo. Em geral, são indicados de 40 a 60 quilos por hectares de nitrogênio, de 40 a 80 quilos de fósforo e 40 a 80 quilos de potássio. É importante fazer, seis meses antes do plantio, a correção de acidez do terreno com o uso e calcário.

Espaçamento
Em um canteiro de dez metros de comprimento e dois metros de largura, deixe espaço de 50 centímetros entre linhas e de 25 centímetros entre covas nas linhas. Com essas medidas, o cultivo pode gerar cerca de 160 flores.

Tratos
Evite ataque de ervas daninhas nos primeiros 30 dias do cultivo. Após esse período, a plantação consegue manter a produtividade mesmo com a incidência de novas infestações. Outras pragas do girassol são vaquinha, lagarta-preta e percevejos.

Como não há por aqui registro de inseticidas para o combate dos parasitas, recomenda-se um monitoramento freqüente do plantio para impedir a propagação.

Entre as doenças, as mais comuns são a alternária, que se prolifera em clima quente e úmido, e a podridão-branca ou mofo branco (clima frio e úmido), que pode ser inibida com a rotação de culturas de gramíneas.

Produção
Após cerca de 50 dias do início do plantio, as flores começam a abrir, quando devem ser colhidas. Mantenha a planta com a base amarrada e dentro da água. O transporte deve ser rápido e com cuidado, pois se a comercialização passar de 15 dias, o girassol começa a murchar.


Fonte: Revista Globo Rural

Como Plantar Uva

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Como Plantar Uva
A videira é uma planta sarmentosa, de hábito trepador, sendo a fruta mais produzida no mundo. Pertence à família Vitaceae e ao gênero Vitis, se apresentando em espécies diversas, destacando-se a Vitis vinifera – produz frutos apropriados à produção de vinho, de origem européia – e a Vitis labrusca e outras, adequadas para servir de porta-enxerto ou para produzir uvas de mesa, sendo originárias da América do Norte.

Do volume total de uvas produzido no mundo, cerca de 80% é usado no fabrico de vinhos e outras bebidas alcoólicas, 10% para o consumo como fruta fresca de mesa, 5% no fabrico de uvas passas e 5% para fabricação de sucos. No Brasil, cultiva-se em torno de 70.000 hectares, sendo mais da metade no Rio Grande do Sul, principalmente na exploração de uva para processamento.

Estacas de porta-enxerto podem ser plantadas diretamente no campo em julho e agosto, enquanto que mudas de porta-enxerto enraizadas em recipiente plástico devem ser plantadas de outubro a dezembro. Nos dois casos, a enxertia com a variedade copa deve ser feita em julho e agosto do ano seguinte.
Depois de aprender como plantar pera, vamos ver agora como plantar uva.

Como Plantar Uva


No caso de mudas já enxertadas provenientes de viveiro, as de raiz nua devem ser plantadas de julho a agosto, e no caso de mudas de torrão, plantar de outubro a dezembro.

Textura areno-argilosa, relativamente férteis, bem drenados, com pH ideal numa faixa de 5,0 – 6,0, declividade inferior a 20%. As propriedades físicas do solo adquirem maior importância que sua fertilidade natural, pois por meio das fertilizações consegue-se suprir as necessidades nutricionais do parreiral.
O solo deve ser leve, profundo, sem a presença de rochas grandes e camadas impermeáveis de argila, e com boa drenagem.

Mesmo sendo considerada uma cultura de clima temperado, em razão de ocorrer queda de folhas no outono, a videira apresenta ampla adaptação climática. Apresenta melhor desenvolvimento em regiões de clima mediterrâneo, ou seja, verões secos e quentes, e invernos frios e chuvosos.

A luz afeta marcantemente a produção e o acúmulo de açúcares, e, conseqüentemente, a qualidade, com elevada exigência de luminosidade no período de crescimento (da floração até a maturação).
A temperatura é outro fator climático importante, sendo a faixa de temperatura ótima para crescimento entre 15 e 30º C. Influencia não só a fotossíntese e a produtividade, mas também a duração do ciclo fenológico (dias entre floração e colheita).

Assim, regiões de temperatura média mais elevada permitem obter produções mais precoces, possibilitando até, caso seja possível controlar o fornecimento de água, mais de um ciclo por ano.

A videira necessita de um período de repouso (dormência) hibernal para desenvolvimento adequado das gemas, crescimento vegetativo vigoroso e boa frutificação. O repouso é induzido por condições de baixas temperaturas nas regiões de clima subtropical e temperado, e por déficit hídrico em regiões de clima tropical semi-árido.

As exigências hídricas da videira se situam entre 500 e 1200 mm, dependendo do clima e da duração do ciclo.

Deve-se evitar plantar em locais expostos a ventos fortes, ou caso não seja possível, fazer uso de quebra-ventos.


Como Plantar Uva: Variedades


As variedades de videira podem ser classificadas em quatro grupos:

  • Rústicas de mesa: Também chamadas de uvas comuns São rústicas pela maior resistência a algumas doenças e maior facilidade em alguns tratos culturais. Seus frutos apresentam polpa que se desprende facilmente da película (casca), servindo assim ao consumo ao natural. Também são utilizadas com fins industriais, para a produção de vinhos, sucos, destilados, vinagre e geléia. Geralmente são de espécies americanas ou híbridas. As principais variedades são: Niágara Rosada, Niágara Branca, Madalena e Isabel, dentre outras.
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  • Finas de mesa: A elevada qualidade dos frutos favorece o consumo ao natural. São da espécie Vitis vinifera, sendo extremamente sensíveis a doenças fúngicas. As principais variedades são: Itália, Rubi, Benitaka, Brasil, Red Globe, Piratininga, Ribier, dentre outras.
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  • Sem sementes: São chamadas de apirenas ou apirênicas ou sem sementes pela ausência completa ou presença apenas de vestígios de sementes. Geralmente são da espécie Vitis vinifera, ou de híbridos desta com outras espécies. As principais variedades são: Perlette, Centennial e Thompson Seedless.
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  • Uvas para vinho: Seus frutos são utilizados como matéria-prima para produção de vinhos finos de excelência, devido ao elevado potencial de acúmulo de açúcar nas bagas. Geralmente são de espécies européias. As principais variedades são: Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Pinot Noir, Chardonnay, Tannat, Malbec, Nebbiolo, Carmenére, Sauvignon Blanc, Zinfandel, dentre outras.

 

Como Plantar Uva: Custo de Instalação


A enxertia é prática comum e imprescindível, não somente pela precocidade, mas também pelo maior vigor e resistência a pragas de solo apresentado pelas variedades utilizadas como porta-enxertos.

Considera-se 3 anos o período de formação do pomar, os custos de implantação são bastante variáveis em função de uma série de fatores como tipo da uva, forma de condução, grau de ocorrência de pragas e doenças, irrigação, dentre outras. Os custos se situam entre 20 e 45.000,00 reais/ha.

Como Plantar Uva: Dicas Práticas


A definição do espaçamento de plantio e da forma de condução das plantas deve considerar uma série de variáveis, dentre elas, a cultivar e sua aptidão, porta-enxerto utilizado, condições climáticas do local, intensidade de mecanização desejado e o sistema tecnológico adotado.

A condução pode ser feita em dois sistemas distintos:

  • Espaldeira: as plantas são conduzidas na vertical, em armações formadas por esteios (postes) com 2 ou 3 fios de arame, sendo mais utilizada para uvas para vinho e indústria. É o de menor custo e de maior facilidade de instalação. Possibilita maior arejamento, com menor incidência de doenças fúngicas. Por permitir maior insolação nos cachos, favorece o acúmulo de açúcares, resultando em maior qualildade para processamento. A produtividade, porém, é menor que na condução em latada.
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  • Latada ou Pérgola: as plantas são conduzidas na horizontal, em malhas suspensas a 2 metros do chão. Permite maior desenvolvimento vegetativo e maior produção, porém é o de maior custo.

 

Como Plantar Uva: Espaçamento

 

  • Rústicas de mesa: espaldeira: 2 x 1 – 2 m; latada: 2-2,5 x 2 m;
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  • Finas de mesa: latada 4 x 3-5 m, 6 x 3 m; latada 3,5 x 3,5 m ou 4 x 3 m;
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  • Sem sementes: espaldeira 2 x 1,5 m ou 2 x 2 m; latada 3,5 -4 x 3 – 5m;
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  • Indústria: espaldeira: 2 x 1-2 m;

 

Como Plantar Uva: Calagem e Adubação


Antes da formação do vinhedo, aplicar o calcário em área total, para elevar a saturação por bases a 80%, na camada de 0-30 cm. Em vinhedos já instalados, aplicar o calcário em área total, antes da poda, incorporando-o ligeiramente ao solo.

Uvas rústicas de mesa e uvas para indústria

 

  • Adubação de implantação: aplicar, por cova, 10 L de esterco de curral (ou 3 L de esterco de galinha ou 500g de torta de mamona), 1kg de calcário dolomítico, 40 a 80g de P2O5 e 20 a 40g de K2O. Aplicar, em cobertura, aos 60 e 120 dias após o plantio dos porta-enxertos em local definitivo, 20g de N por planta, por vez;
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  • Adubação de formação: após realizada a enxertia aplicar, por planta, 20g de N, 10 a 30g de P2O5 e 10 a 30g de K2O, de acordo com a análise de solo. Esses adubos deverão ser aplicados em cobertura, ao lado das plantas, parcelados em três vezes, aos 30, 70 1 110 dias após a brotação;
  •  
  • Adubação de produção: para produtividade de 20 t/ha, aplicar 30: t/ha de esterco de curral, 180 kg/ha de N, 100 a 400 kg/ha de P2O5 e 75 a 300 kg/ha de K2O, de acordo com a análise de solo. Na poda do primeiro ano de produção, usar metade dessas doses. Para vinhedos com produtividade de 20 a 30 t/ha aumentar essas doses em 25%. Aplicar 1/2 do P2O5 e do K2O, e 1/3 do N, localizados em sulcos ao lado das plantas um mês antes da poda, junto com o esterco de curral. Aplicar o restante do P2O5, 30 dias após a poda. Parcelar o restante do N e do K2O em três vezes iguais, aos 30 dias após a poda, na fase de “ervilha” e na fase de “meia baga”, espalhando os adubos ao lado das plantas.

 

Uvas finas de mesa sem sementes

 

  • Adubação de implantação: aplicar, por cova, 40 L de esterco de curral (ou 15 L de esterco de galinha ou 2kg de torta de mamona), 1kg de calcário dolomítico, 100 a 300g de P2O5 e 50 a 150g de K2O. Aplicar, em cobertura, aos 60 e 120 dias após o plantio dos porta-enxertos em local definitivo, 30g de N por planta, por vez;
  •  
  • Adubação de formação: após realizada a enxertia, aplicar, por planta, 60g de N, 50 a 150g de P2O5 e 50 a 100g de K2O, de acordo com a análise de solo. Esses adubos deverão ser aplicados em cobertura, ao lado das plantas, parcelados em três vezes, aos 30, 70 e 110 dias após a brotação;
  •  
  • Adubação de produção: para produtividade de 25 a 35 t/ha, aplicar 40 t/ha de esterco de curral, 250 kg/ha de N, 150 a 500 kg/ha de P2O5 e 150 a 400 kg/ha de K2O, de acordo com a análise de solo. Na poda do primeiro ano de produção, usar metade dessas doses. Para vinhedos com produtividade de 36 a 45 t/ha, aumentar essas doses em 25%. Para produtividades superiores a 45 t/ha, aumentar as doses em 50%. Aplicar 1/2 do P2O5 e do K2O e 1/3 do N, em sulcos ao lado das plantas um mês antes da poda, junto com o esterco de curral. Aplicar o restante do P2O5, 30 dias após a poda. Parcelar o restante do N e do K2O em três vezes iguais, aos 30 dias após a poda, na fase de “ervilha” e na fase de “meia baga”, espalhando os adubos ao lado das plantas.

Em caso de deficiência de boro, pode-se pulverizar as brotações com solução de ácido bórico a 0,1%, em 3 aplicações de 7 em 7 dias.

Como Plantar Uva: Podas


Poda seca: divide-se em poda de formação e poda de produção. A primeira visa orientar a formação da copa para sustentar futuras produções, aproveitando melhor o potencial de produção da planta. É executada desde o plantio da muda até que a planta tome o tamanho e o formato desejável. A segunda tem por objetivos manter o equilíbrio entre vigor da vegetação e a produção.

Poda verde: visa suprimir estruturas vegetativas como ramos laterais, folhas, gavinhas, ponteiros, e também estruturas produtivas como alguns cachos e bagas dos cachos. É composta pelas operações de desbrota, desfolha, eliminação de gavinhas e de ramos netos, desponte de ramos, desbaste de cachos, raleio de frutos no cacho e incisão anelar.

 

Como Plantar Uva: Principais Dúvidas


É bom evitar os defensivos ou não? Os defensivos químicos somente devem utillizados em situações de necessidade comprovada, quando a praga ou doença estiver em níveis de dano econômico, com o máximo de segurança para o aplicador, o consumidor final e o meio-ambiente, respeitando-se o registro para a cultura, a compatibilidade com outros produtos, instruções de uso e prazos de carência, sempre com o respaldo técnico de Engenheiro Agrônomo.

Como ocorre a frutificação, é natural, com a presença de abelhas ou inseto polinizador? A videira se vê beneficiada pela atuação das abelhas como insetos polinizadores.

A cultura deve ser irrigada? Em qual período do ciclo? Apesar de ser planta rústica e com sistema radicular profundo, a utilização de irrigação traz inúmeras vantagens como garantia de produção, maior produtividade e melhor qualidade dos frutos. Adapta-se bem à irrigação localizada (microaspersão e gotejamento).

Há diferenças entre as variedades quanto ao peso ou cor? Sim, existe imensa variabilidade quanto à cor da polpa e da casca, formato, tamanho e número das bagas, tamanho e formato do cacho, dentre outras.

Fonte: Toda Fruta

Como Plantar Orégano

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Como Plantar Orégano
O orégano, conhecido cientificamente como Origanum vulgare L., pertence à família Lamiaceae (Labiatae) da qual também faz parte, manjericão (Ocimum basilicul L.), alfavaca (Ocimum gratissimum L.), hortelã (Mentha arvensis L.), alfazema (Lavandula angustifolia Mill.), alecrim (Rosmarinus officinalis L.), sálvia (Salvia officinalis L.).

O gênero Origanum, possui mais de 205 espécies destacando-se Origanum majorana L e Origanum vulgare como as mais importantes. Essas duas espécies são bastante confundidas principalmente no sul do Brasil, em que o orégano é denominado manjerona. Apesar de pertencerem à mesma família, essas espécies possuem características distintas.

O orégano é conhecido por muitos nomes, sendo eles orégão, manjerona silvestre ou manjerona rasteira, e tem como principais países produtores, Espanha, Grécia, França, Turquia, Chile, México e Peru. O emprego dessa planta é muito diverso, de acordo com a etnofarmacologia, a planta possui ação analgésica e propriedades estimulantes do sistema nervoso e da digestão.
Depois de aprender como plantar coentro, vamos descobrir a partir de agora como plantar orégano.

Como Plantar Orégano: Introdução


A partir de estudos recentes, o orégano foi classificado como a planta de mais alta atividade antioxidante, até mais que a vitamina E. O óleo é usado na composição de aromatizantes de alimentos e perfumes além de possuir efeito inibitório sobre diversas bactérias alimentícias e fungos.

Apesar dessas aplicações, a grande utilização é como especiarias na culinária, podendo ser utilizado em carnes, molhos de tomate e outros tipos de massas, sendo o ingrediente fundamental da pizza. Segundo informações da Associação de Pizzarias Unidas, São Paulo é a segunda cidade onde mais se consome pizzas no mundo, perdendo apenas para Nova York.

O orégano possui propriedades antioxidantes devido à sua constituição química: óleo essencial (0,15%-0,90%) na planta seca, sendo seus principais constituintes os fenóis: carvacrol, timol, Y-terpeno e p-ameno, podendo variar de acordo com a localização onde foi cultivada. Os altos níveis destes compostos são de grande importância para a eficácia desta espécie vegetal.

O orégano tem outros constituintes como ácidos fenólicos (cafêico, rosmarínico, ursólico, clorogênico) flavonóides (derivados do kempeferol, luteolol, apigenol, diosmetina), taninos, resinas, principio amargo. Além de serem bactericidas e terem efeito estimulante, eles também são antiespasmódico, antinfeccioso, antiséptico, vasoconstritor (Tsinas,1999).

O orégano é uma planta perene, tem entre 25-40 cm de altura, folhas opostas, ovais, verde-escuras, pecioladas, inteiras ou serrilhadas, com aproximadamente 35 mm de comprimento, ou seja maior que a da manjerona e com extremidades pontiagudas.

Com duração de 4 a 6 anos, seca no inverno e rebrota no verão, herbácea, com raízes na forma de caules subterrâneos (rizomas), de porte baixo, podendo atingir até 80 cm de altura, caule ereto, lenhoso, de coloração arroxeada.

As hastes são consideradas anuais e se não forem colhidas, secam. As folhas são inteiras, pecioladas, ovais, com bordos serrilhados e quase sem pelos. As flores de pequeno porte são dispostas em glomérulos e reunidas em inflorescências paniculadas terminais com coloração rosada purpúreas.

Como Plantar Orégano: Origem e Variedades


Nativa de regiões montanhosas do sul da Europa e da Ásia ocidental vegeta espontaneamente em diversas regiões da Europa, inclusive na Grã-Bretanha. A espécie Origanum vulgare L. é cultivada no Brasil principalmente nas regiões sul e sudeste, onde foi aclimatada há muito tempo, sendo bastante popular.

Dentre as muitas variedades algumas estão entre as mais importantres, como: Origanum vulgare ssp. viride, Origanum vulgare ssp. compactum, Origanum dictamnus, Origanum laevigatum, Origanum vulgare. ssp. variegatum, Origanum vulgare ssp. Aureum, o orégano selvagem (Origanum vulgare) variedade que é bastante utilizada em pizzas no Brasil; orégano lavanda (Origanum dubium var. carvacrol , var. linalol ) existente somente em uma pequena região do sudeste da Turquia; orégano de vaso (Origanum onites) também conhecido por “pot marjoram” nativa da região oriental da bacia do mediterrâneo e de importância ornamental.

Como Plantar Orégano: Exigências Climáticas e Cultivo


O orégano tem preferência por regiões de clima subtropical com bastante luminosidade. Em locais mais quentes, ganha aroma mais intenso, sabor mais picante e perfume mais persistente. Não tolera alta umidade relativa do ar (ideal entre 60% a 65%), nem exposição direta aos ventos fortes e frios e também não suporta geadas acentuadas; está entre as espécies com resistência a grandes variações de altitude (50 a 3400 m) e temperatura.

Observa-se melhor qualidade da planta quando submetida a invernos secos e ensolarados. Temperaturas abaixo de 5 ºC acarretam retardo de crescimento e queima dos bordos das folhas.

O orégano exige altas atitudes, aproximadamente 2.000 m. Contudo adaptações podem ser realizadas para facilitar o cultivo. O solo necessita ficar úmido, porém não encharcado, sendo necessária a rega quando o solo estiver secando.

Os sistemas de irrigação mais eficientes para culturas que não demandam grande quantidade de água são: o gotejamento, em que a água atinge diretamente a raiz da planta em alta freqüência e baixa intensidade sem que molhe sua parte aérea (evitando dessa forma a incidência de doenças). A eficiência do sistema é alta, chegando a 90% , porém possui elevado custo de instalação.

Outro sistema utilizado é o de microaspersão, com irrigação também localizada; este possui eficiência no trabalho maior que 90% e uma vazão dos emissores (microaspersores) maior que a dos gotejadores.
A cultura, assim como em outras plantas medicinais e aromáticas, deve ser implantada em solos isentos de metais pesados e resíduos de produtos químicos. Recomenda-se que a área de cultivo esteja longe de rodovias (pelo menos 2 km) e áreas industriais, evitando assim a deposição de poluentes e possíveis contaminações.

O preparo do solo deve ser realizado com menor mobilização possível (manejo conservacionista), a fim de preservar, melhorar e otimizar os recursos naturais. O manejo racional e correto do solo é essencial, pois auxilia no controle de pragas e doenças, de erosão, na manutenção da fertilidade e consequentemente no aumento da produtividade. Algumas práticas são bem vistas como cobertura vegetal, preparo em nível, curvas de nível, cordão de contorno, entre outras. Os cordões de contorno e curvas de nível devem ser todos vegetados, o que pode ser feito com espécies medicinais. Algumas das espécies recomendadas são: capim-limão, citronela e o confrei.

Como Plantar Orégano: Propagação


As formas possíveis de propagação da cultura do orégano são por sementes, estacas ou divisão de touceiras. As sementes são muito pequenas tendo em um grama aproximadamente 12.000 sementes e devem ser semeadas de preferência na primavera em sementeiras (bandejas ou tubetes) com areia ou substrato próprio para sementes e mantidos em viveiros sombreados. Aconselha-se a mistura de 1/3 de solo argiloso, 1/3 de areia média e 1/3 de adubo orgânico, misturados e bem destorroados.

Teoricamente, para uma área de 1 ha de orégano seriam necessárias 13,8 gramas de sementes, porém como o poder germinativo de nenhuma espécie chega a 100% e pode haver perdas de mudas por fatores físicos, climáticos entre outros, deve-se superestimar, geralmente dobrando a quantidade.

A semente deve ser colocada na cova a uma profundidade de 5-10 cm e quando a planta estiver formada, de 4 a 8 folhas definitivas e altura de 5 a 10 cm, transferir para saquinhos. O raleio é realizado após a germinação das sementes na sementeira (aproximadamente com 4 cm).

No caso de touceiras e estacas estas devem ser retiradas (setembro a novembro), com folha da planta mãe quando estiverem entre 10 a 15 cm de comprimento e transferidas para copos ou sacos plásticos (regas mais intensas por secar mais rápido) e mantidas em viveiros abrigados. Pode ser feito o enraizamento das estacas em bandejas e tubetes.

Como Plantar Orégano: Adubação


A adubação pode ser mineral (NPK, superfosfato simples, sulfato de amônio), orgânica (esterco de animais, húmus de minhoca, compostos orgânicos, restos culturais) ou verde (tremoço, azevém, feijão-guandu). Adubação com lodo de esgoto não é recomendada e os adubos aplicados não devem conter fezes humanas. Adubos orgânicos, de origem animal devem ser completamente curtidos ou compostados para redução máxima da carga microbiana.

O uso de adubos e fertilizantes deve estar associado a medidas para minimizar a lixiviação de substâncias que possam contaminar o lençol freático e os rios. Os mais comuns são os estercos bovinos, suínos e de aves.

Recomenda-se a aplicação de 15 a 30 t/ha de esterco de aves ou 30 a 50 t/ha de esterco bovino e suíno. Material pouco utilizado, porém, altamente eficiente e muito rica em nutrientes é o húmus de minhoca que contém de 1,5% a 3,0 % de N; 2,5% a 5,0 % de P2O5; e 0,6% a 1,5 % de K2O. Recomenda-se a aplicação de 15 a 30 t/ há.

Outro importante material de fornecimento de nutriente é o adubo verde que ajuda a proteger a superfície do solo, melhora as propriedades físicas, químicas além de aumentar o teor de matéria orgânica. O orégano está incluído entre as plantas satisfatoriamente responsivas à adubação nitrogenada.

Como Plantar Orégano: Tratos Culturais


O orégano uma cultura que se alastra no solo, com isso o desbaste de plantas invasoras passa a ser um importante manejo, evitando incidência de pragas e doenças, competição pelos nutrientes do solo e consequentemente baixa produção.

O amontoamento de terra ao redor da planta é uma prática realizada a fim de proteger a planta, proporcionar a multiplicação dos ramos, evitar o ataque de fungos e o apodrecimento das raízes.
A aplicação de defensivos agrícolas deve ser realizada com muita cautela, pois esses produtos além de deixarem resíduos, podem alterar a composição química da planta. A recomendação por profissionais da área, como técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos, se faz necessária, não havendo produtos registrados para a cultura.

Manter a área cultivada sempre coberta é um manejo importante para a conservação do solo. A aplicação da cobertura morta ou mulch deve ser feita na área toda, evitando somente a aplicação muito próxima ao contorno da planta para não abafá-las.

Como Plantar Orégano: Doenças e Pragas


As pragas mais comuns na cultura são pulgões verdes (Macrosiphum solanifoli), formigas e brocas dos ponteiros, ácaros (Tetranichus sp.), lagarta-falsa-medideira (Pseudoplusia sp.) e nematóides (Meloidogine sp.).

As doenças mais comuns são devido a excesso de umidade no solo causando incidência de fungos como Puccinia sp., Fusarium sp., Phoma sp, e carência de nutrientes. A Puccinia sp. é um dos patógenos de maior importância agrícola e econômica por reduzir a produtividade, depreciar o produto causando assim, sérias perdas em plantios comerciais.

Como Plantar Orégano: Colheita e Beneficiamento


A colheita de ramos e folhas deve ser feita quando a planta estiver no começo da floração (15% a 20% de flores/planta), iniciando-se o processo de colheita para comercialização no ano seguinte do plantio. O período mais adequado para se fazer a coleta do material é em dias secos, logo depois a evaporação do orvalho, fim do verão o começo do outono.

No primeiro ano de colheita, estima-se produção de 3 toneladas métricas de folhas/ hectare; a partir do segundo ano, fazendo-se dois cortes por ano, a produção fica em torno de 15 toneladas métricas de folhas/hectare/ano.

Após a colheita do orégano, deve-se fazer a desfolha, retirando as folhas dos ramos. Na limpeza, é feita a eliminação de folhas de outras espécies, principalmente de plantas daninhas.

Após a secagem, o peso do material é reduzido em 4 vezes, isto é de 100 quilos de folhas e flores recém-colhidas resultarão em aproximadamente 25 quilos de produto seco. A secagem deve ser feita à sombra ou em estufas com regulação de temperatura não excedendo a 40 ºC durante 24 horas. A luz solar não é aconselhável por reduzir a quantidade do óleo essencial presente no material. Porém, pode ser feita a secagem com métodos mistos, isto é, deixa-se as plantas perderem um pouco de água na sombra e depois coloca-las ao sol. Outro método é colocar as plantas em câmaras frias (o frio retira um pouco de água) e depois secar ao sol ou em secadoras.

As folhas secas e inteiras contêm cerca de 1,8% de óleo essencial e quando trituradas, 1,5%.

Como Plantar Orégano: Armazenamento e Comercialização


O produto depois de embalado deve ser mantido em ambiente seco, escuro e bem arejado, com baixa oscilação de temperatura. O material deve ser armazenado no menor tempo possível para que não perder suas características. Segundo o último censo, no Estado de São Paulo, não se constou produtores de orégano. Contudo, se for analisado o consumo deste produto no Estado, somente como gênero alimentício, nota-se grande demanda.

Fonte: InfoBibos

Como Plantar Jabuticaba

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Como Plantar Jabuticaba
A jabuticabeira (Plinia sp.) pertence à família Myrtaceae e é nativa do Centro/Sul/Sudeste do Brasil, com centro secundário de dispersão no Paraguai e Argentina. São conhecidas nove espécies, uma considerada extinta, cinco encontradas apenas em alguns sítios de pesquisa e apenas três têm dispersão natural e em cultivos no Brasil.

Essas últimas são: Plinia trunciflora (Berg) Mattos (jabuticaba-de-cabinho); Plinia cauliflora (DC.) Berg (jabuticaba-paulista, ponhema ou assu); e Plinia jaboticaba (Vell.) Berg (jabuticaba-sabará), sendo esta a mais cultivada e conhecida no Brasil, principalmente nos Estados de Minas Gerais e São Paulo, que possuem alguns pomares comerciais.

As jabuticabeiras ocorrem predominantemente no Bioma Mata Atlântica. A fragmentação desse Bioma pela ação antrópica tem ocasionado redução da diversidade genética dessas espécies. Além disso, a falta de conhecimento sobre seu potencial e o consequente baixo aproveitamento comercial têm contribuído para sua erosão genética. Bancos de germoplasma de jabuticabeiras restringem-se a pequenas coleções de plantas em alguns órgãos de pesquisa.

Portanto, a conservação in situ e ex situ e a caracterização dos recursos genéticos dessas espécies são pontos fundamentais nas estratégias de minorar os danos já causados e aumentar a exploração dessa fruteira em cultivos comerciais.

A jabuticaba apresenta grande potencial de comercialização, pois é muito apreciada tanto para consumo in natura como para a fabricação de geleia, bebidas fermentadas, vinagre e licores. Além disso, os frutos podem ser aproveitados pela indústria farmacêutica e alimentícia, devido a seu alto teor de substâncias antioxidantes.

O uso das jabuticabeiras como planta ornamental também é indicado, pela exuberância de sua arquitetura e beleza da florada e frutificação.

Depois de termos visto como plantar mamão, vamos mostrar agora como plantar jabuticaba.

Como Plantar Jabuticaba: Plantio e Formação do Pomar


A jabuticabeira é muito sensível ao transplantio, devendo as mudas ser arrancadas com torrão intacto. Dias nublados são mais indicados para o transplantio. O local do plantio deve ser preparado com aração e gradagens.

Para o preparo da cova o tamanho de 60x60x60 cm é satisfatório, incorporando-se 15 kg de esterco curtido e 200 g de superfosfato por cova. Faz-se o plantio 10 cm acima do nível do solo, e reúne-se a terra superficial, formando uma bacia que atinge o nível do torrão. Regras logo após são necessárias e imprescindíveis até o pegamento.

Podem-se fazer culturas consorciadas nos primeiros anos, de preferência com leguminosas de pequeno porte, como feijão, amendoim e soja, deixando-se espaço livre ao lado das jabuticabeiras.

O espaçamento adequado para a Sabará seria entre 6 a 7 m na linha e 8 a 10 m na entrelinha, admitindo-se o plantio em quadrado ou em retângulo, mais usuais.

Como Plantar Jabuticaba: Propagação


A jabuticabeira pode ser propagada por sementes, mergulhia, estaquia e enxertia.

A garfagem no topo em jabuticabeira, pode resultar em bom pegamento, entretanto, a demora no seu crescimento, leva ao início de produção no pomar só após o 3º ano de plantio. Estas mudas são de custo alto e a sua produção deve ser bem cuidada, principalmente quanto às regas, pois pode ocorrer alta mortalidade em caso de falta de água.

A propagação vegetativa foi estudada, através de vários métodos, tais como: fenda, alporquia e estaquia. Fenda cheia foi superior à fenda parcial e lateral e também à borbulhia, que foi a pior.

A fenda cheia deu de 60 a 90% de pegamento, dependendo da época. A estaquia não deu resultados, mesmo utilizando reguladores vegetais, como auxinas e também anelamento. A estaquia de ramos maduros deu de 10 a 15% de enraizamento, após 10-12 meses em substrato de areia, sob nebulização.

Trabalhando com estacas terminais com folhas, o pegamento foi de mais de 60%, entre junho e setembro, em câmara de polietileno, com 50-50% de turfa – areia. O enraizamento iniciou-se após 4-5 meses, mas cada estaca tinha somente 2 raízes, ambas emergindo na base da estaca.

O melhor tamanho de estaca foi de 10-12 cm, terminais e com folhas recém amadurecidas. Para cada estaca eram deixados 3 a 4 pares de folhas, no ápice.

O melhor preparo da estaca foi com corte logo abaixo de uma gema fazendo após, 4 cortes de 2 cm na estaca e tratando a gema de enraizamento com 1.000 ppm de IBA. O efeito da época foi muito forte, pois de junho a setembro foi muito melhor que outubro.

Como Plantar Jabuticaba: Clima e Solo


A jabuticabeira, apesar de subtropical por sua origem, se adapta também ao clima tropical e tolera geadas de curta duração .

No Brasil esta frutífera se distribui do norte do estado do Rio Grande do Sul até a região central. Planta subtropical, necessita de temperaturas baixas durante o inverno para florescer; no clima quente do norte e nordeste brasileiros, ocorrem temperaturas altas no verão e no inverno e a jabuticabeira não frutifica economicamente.

Poucas são as informações sobre solos e requerimentos nutricionais da jabuticabeira. A jabuticabeira vegeta bem em solos muito diversos, preferindo os sílico – argilosos e argilo – silicosos, profundos, férteis e bem drenados. Desenvolve-se bem em solos ricos, com bom suprimento de água durante o ano todo.

Como Plantar Jabuticaba: Tratos Culturais

 

Podas:
As podas nas árvores em formação são necessárias. A prática indica que as mudas devem ser formadas de modo a terem troncos de 40 a 60 cm de altura do solo, para engalharem simetricamente em copa aberta. As podas de frutificação devem ser feitas para que se tenha 4 a 6 ramos primários e, a partir de 1,20 a 1,50 m deverá resultar em dois novos ramos para, de 0,6 a 1,0 m acima duplicar-se novamente, e assim por diante.

É necessário que os ramos fiquem afastados cerca de 20 a 30 cm uns dos outros, para uma boa produção. Podas de limpeza em plantas adultas são preconizadas, periodicamente, com a finalidade de arejar o centro da copa, que no geral tendem ao fechamento.

Podas drásticas em plantas adultas, usualmente não são recomendadas, principalmente as de topo, ou laterais, pois a regeneração dos ramos é lenta.

Irrigação:
A irrigação é prática comum para a jabuticabeira, por acreditar-se que sua resposta pode ser melhorada, em termos de emissão de várias floradas e melhor pegamento e desenvolvimento do fruto.

Entretanto, que o encharcamento do solo, concordando outros autores, é prejudicial, pois pode matar as raízes da planta.

Cultivo e Adubação:
O recomendado é manter o pomar no limpo, por meio de roçadas nas entrelinhas e capina ou uso de herbicidas nas linhas.

A adubação de produção das jabuticabeiras deve conter de 30 a 50 Kg de esterco curtido, e 250 g de uma mistura com 50 partes de sulfato de amônio, 50 partes de superfosfato e 20 partes de cloreto de potássio, incorporando na área da coroa, todo ano, por ocasião das chuvas. É conveniente se parcelar as adubações.

Como Plantar Jabuticaba: Mercado


Apesar de ainda ser considerada uma fruta de pomares domésticos, a jabuticaba vem sendo comercializada. Na Ceagesp são comercializadas caixas de 24 kg, de 2 kg e de 8 kg, estas mais adequadas. Em outros mercados também a jabuticaba é comercializada, bem como nas cidades do interior de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, principalmente.

Há uma concentração de oferta da jabuticaba nos meses de agosto a outubro, com 98% do total comercializado no ano.

Fonte: Toda Fruta

Como Plantar Mamão


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Como Plantar Mamão

Mamão, papaia ou ababaia é o fruto do mamoeiro ou papaeira, árvores das espécies do gênero Carica, especialmente de Carica papaya. Em Angola utilizam-se os termos mamão / mamoeiro para identificar o fruto mais arredondado, identificando papaia / papaeira com o fruto mais alongado e mais adocicado. São bagas ovaladas, com casca macia e amarela ou esverdeada.

A sua polpa é de uma cor laranja forte, doce e macia. Há uma cavidade central preenchida com sementes negras e rugosas, envolvidas por um arilo transparente. Mamões são consumidos in natura, em saladas e sucos. Antes da maturação, sua casca apresenta um látex leitoso que deve ser retirado antes do consumo. Este látex contém substâncias nocivas às mucosas, sendo usado, inclusive, culinariamente, como amaciante de carnes.

Tem um alto teor de papaína, uma enzima proteolítica, que é usada em medicamentos para tratamento de distúrbios gastrointestinais e para reabsorção de hematomas. Originalmente do sul do México e países vizinhos, é atualmente cultivada na maioria dos países tropicais e nos Estados Unidos, onde foi introduzido primeiramente na Flórida, Havaí, Porto Rico, e nas Ilhas Virgens.

Depois de vermos como plantar banana, vamos descobrir agora como plantar mamão.

Como Plantar Mamão


O Brasil é o primeiro produtor mundial de mamão, com uma produção anual de 1.650.000 t/ano, situando-se entre os principais países exportadores, principalmente para o mercado europeu. A espécie Carica papaya é o mamoeiro mais cultivado em todo mundo.

Como Plantar Mamão: Cultivares


As mais exploradas no Brasil são: Solo (ex: ‘Sunrise Solo’ e ‘Improved Sunrise Solo cv 72/12′) e Formosa (ex: ‘Tainung nº 1 nº 2′).

Sunrise Solo:
Mais conhecida como mamão Havaí, Papaya ou Amazônia. Tem forma de pera, com peso médio de 500g. Possui polpa vermelha-alaranjada de boa qualidade e cavidade interna estrelada. A produção começa entre 8 e 10 meses após o plantio, produzindo em média 40t/ha/ano.

Improved Sunrise Solo cv. 72/12:
Comumente conhecida como mamão Havaí. A polpa é espessa e de coloração vermelha-alaranjada, de boa qualidade, com boa resistência ao transporte e maior resistência ao armazenamento. A produção começa a partir do nono mês após o plantio.

Tainung nº 1:
Apresenta casca de coloração verde claro e cor de polpa laranja-avermelhada, de ótimo sabor; Produção média – 60t/ha/ano.

Tainung nº 2:
Apresenta polpa vermelha de bom sabor, maturação rápida, com pouca resistência ao transporte. Produção média – 60 t/ha/ano.

Como Plantar Mamão: Clima e Solo


O mamoeiro vegeta bem em regiões de grande insolação. O solo mais adequado é o de textura areno-argilosa com pH variando de 5,5 a 6,7. Deve-se evitar os muito argilosos, pouco profundos ou localizados em baixadas.

Como Plantar Mamão: Propagação e Plantio:

O mamoeiro pode ser propagado por meio de sementes, estacas e enxertia. A propagação por sementes é a mais utilizada. Sistemas de plantio comercial – em cova, no sulco e em camalhões.

Produção de Sementes:

As plantas escolhidas para a produção de sementes devem ser hermafroditas, ter boa sanidade, baixa altura de inserção das primeiras flores, precocidade, alta produtividade, etc.

Produção de Mudas:

As mudas podem ser produzidas em leiras ou em canteiros compostos de recipientes de plásticos.

Irrigação de Mudas:

Em viveiros cobertos, as irrigações devem ser diárias, contudo sem excesso. Para os viveiros descobertos irrigar no mínimo duas vezes por dia.

Seleção de Mudas:

Entre 20 a 30 dias após a germinação das sementes inicia-se a seleção das mudas para o plantio. Devem estar livres de pragas e doenças e com altura entre 15 a 20 cm.

Preparo do Solo:

Observar as condições de umidade para evitar o processo erosivo. O preparo deve ser efetuado quando a umidade do solo estiver na faixa friável (úmido).

Plantio:

Com o solo preparado e o sistema de irrigação, o mamoeiro pode ser plantado em qualquer época do ano. Sem irrigação as mudas devem ser levadas para o campo no início das chuvas e plantadas em dias nublados ou chuvosos.

Como Plantar Mamão: Calagem e Adubação


Para se determinar a necessidade de calagem e optar por um esquema de adubação, é preciso fazer a amostragem do solo para análise química de três a seis meses antes da implantação da cultura.

Adubação:
O mamoeiro responde bem à adubação orgânica, que traz como vantagens a melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo. Sempre que possível utilizar adubos como tortas de mamona e cacau, estercos de gado e galinha. A adubação verde por incrementar a cobertura do solo, protege e melhora a sua estrutura física.

Época e Localização da Adubação:
As adubações de cobertura devem ser efetuadas, mensalmente ou de 2 em 2 meses. Deve-se ter sempre uma boa umidade no solo, colocar o adubo em círculo e usar fontes de adubos preferencialmente solúveis e que contenham enxofre.

Como Plantar Mamão: Irrigação

O mamoeiro é uma planta muito exigente em água, tanto no período de crescimento quanto no período de produção, sendo necessário irrigar a cultura em regiões com déficit hídrico acentuado e/ou má distribuição de chuvas. Como o mamoeiro é sensível ao encharcamento deve-se evitar o método de irrigação por inundação.

Controle de Plantas Daninhas:
O controle de plantas daninhas pode ser feito por capinas manuais ou mecanizadas, com uso de grades ou roçadeiras. Só se recomenda o uso das grades até os seis primeiros meses. Outra opção é a capina química, pela aplicação de herbicidas.

Culturas Intercalares:
O mamoeiro, como cultura principal, pode ser consorciado com milho, arroz, feijão, batata doce, amendoim, leguminosas para adubação verde etc. Evitar consórcio com abóbora, melancia, melão e pepino.

Como Plantar Mamão: Controle de Doenças

As viroses constituem o maior entrave à implantação desta cultura. As duas mais importantes são: Viroses do Mosaico do mamoeiro e Vírus da mancha anelar do mamoeiro.Vírus do mosaico do mamoeiro (VMM): reduz a produção e prejudica a qualidade do fruto. Sintomas – amarelecimento e enrugamento das folhas mais novas; clareamento das nervuras, mosaico nas folhas e paralisação do crescimento das plantas.

Vírus da mancha anelar (VMAM): apresentam baixa produtividade e os frutos atingidos podem tornar-se imprestáveis para a comercialização. Sintomas – amarelecimento das folhas mais novas, clareamento das nervuras, enrugamento e mosaico nas folhas, redução da lâmina foliar (sintoma conhecido como fio-de-sapato) aparecimento de estrias oleosas nos pecíolos, etc.

Meleira – principal sintoma – perda por gotejamento do látex (leite) nos frutos.

Medidas de controle aplicáveis às viroses – devem incluir: produção de mudas em áreas isoladas para evitar a infecção ainda no viveiro; vistoria no viveiro e/ou no pomar duas a três vezes por semana; eliminação de pomares velhos e improdutivos; erradicar e/ou evitar o plantio de cucurbitáceas, berinjela, quiabo, algodão, couve, couve flor, pimenta e repolho (hospedeiras do vírus do mosaico), além de se fazer rotação de culturas.

Tombamento ou “Damping-off” – sintomas – encharcamento dos tecidos na região do colo, encolhimento da área afetada, apodrecimento de raízes, tombamento e morte das plantas.

Controle – com produtos à base de PCNB (Pentaclonitrobenzeno) (300g/1001 de água), regando o solo semanalmente até o desaparecimento dos sintomas.

Podridões de Phytophthora – manchas aquosas no colo seguida de apodrecimento de raízes, amarelecimento de folhas, queda dos frutos, murchamento e curvatura do ápice (ponteiro).

Controle – evitar o plantio em solos pesados, dar preferência a solos virgens, erradicar plantas irrecuperáveis e fazer o controle químico com fosetil AL (250 g/1001 de água) em três aplicações anuais.

Antracnose – aparecem nos frutos em qualquer estágio de desenvolvimento, mas principalmente em frutos maduros. As lesões começam com a formação de pontos negros, que vão aumentando de tamanho até transformar-se em lesões deprimidas, com até 5cm de diâmetro.

Controle – retirar e enterrar frutos atacados, colhê-los ainda verdoengos, desinfestar galpões e vasilhames de transporte e aplicar quinzenalmente fungicidas à base de cobre.

Varíola ou pinta-preta: surgimento de pequenas lesões circulares na parte inferior da folha. Nos frutos, as lesões são circulares, salientes, apresentando centros esbranquiçados no estágio final.

Controle – aplicações quinzenais de fungicidas à base de cobre, a partir do início da frutificação.

Oídio – ocorre especialmente em viveiros muito sombreados e durante os meses mais frios. Sintomas – aparecimento de manchas verde-amareladas de contornos irregulares. Nestas áreas descoloridas surge uma massa pulverulenta branca formada pelos esporos do fungo.

Controle – aplicação de fungicidas à base de enxofre. As aplicações não devem ser feitas com temperaturas acima de 20 graus centígrados para não queimar os frutos.

Como Plantar Mamão: Controle de Pragas

 

Pragas principais:
Ácaro branco: conhecido como ácaro tropical ou ácaro da queda do chapéu. As folhas novas ficam reduzidas quase que somente às nervuras, paralisando o crescimento. Ocorre principalmente durante os períodos mais quentes e de umidade mais elevada.

Ácaros rajado e vermelho: provoca o amarelecimento, necrose e perfurações nas folhas. Ocorrem nos meses quentes e secos. O controle é feito eliminando-se as folhas velhas e aplicando-se acaricidas.

Pragas secundárias:
As cigarrrinhas verdes: ao sugarem a seiva das plantas causam o amarelecimento e encurvamento das folhas mais velhas. Para o controle aplica-se trichlorphon ( não registrado para o mamoeiro) somente quando houver ataque.

Mandarová ou gervão: se alimentam das folhas. A planta pode apresentar desfolhamento total. Pode ser controlada usando inseticida biológico, a base de Bacillus thuringiensis.

Como pragas podemos citar também a lagarta rosca, coleobrocas, cochonilha, mosca-das-frutas, formigas cortadeiras, pulgões e nemátoides.

Nematóides: apresentam sintomas de clorose (amarelecimento), queda de folhas mais velhas, redução e paralisação do crescimento, além do retardamento no início da produção e baixa produtividade.

Controle: plantio de mudas sadias, em áreas livres de fitonematóides, não localizar o viveiro junto ou abaixo de lavouras de mamão, sem proteção adequada, proteger o veiro contra enxurradas, com valas profundas ou cordões altos, nas suas laterais, etc.

Como Plantar Mamão: Colheita e Pós-colheita


O fruto pode não amadurecer normalmente se colhido muito imaturo. A depender da cultivar o mamão completa a maturação na planta 4 a 6 meses após a abertura da flor. Para comercialização e consumo, deve-se colher os frutos quando apresentarem estrias ou faixas com 50% de coloração amarela.

Como Plantar Mamão: Tratamento Fitossanitário


O mamão possui uma casca muito fina, facilmente danificável, e pequenas lesões durante o manuseio são portas de entrada para microorganismos. Portanto, é necessário efetuar tratamento dos frutos após a colheita.

É importante salientar que o tratamento hidrotérmico pode causar alterações no metabolismo do fruto e consequente descaracterização da palatabilidade, sendo necessário um rígido controle da temperatura da água e do tempo de imersão.

Fonte: Toda Fruta

Como Plantar Banana

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Como Plantar Banana

As bananeiras pertencem à família botânica Musaceae e são originárias do Extremo Oriente. É uma planta típica das regiões úmidas com crescimento contínuo, hibernando somente em condições de temperatura ou umidade desfavoráveis. Sua altura varia de 1,8 a 8,0 metros.

Dada a característica de emitir sempre novos rebentos, o bananal é permanente na área, porém com as plantas se renovando ciclicamente.

A banana é um alimento energético, sendo composta basicamente de água e carboidratos, contém pouca proteína e gordura. É rica em sais minerais com sódio, magnésio, fósforo e, especialmente, potássio. Há predominância de vitamina C, contendo também A, B2, B6 e niacina, entre outras.

Depois de descobrir como plantar tomate, vamos ver agora como plantar banana.

Como Plantar Banana: Cultivares

 

  • Para exportação e mercado interno: Grande Naine, Jangada, Lacatan, Nanica, Nanicão, Poyo, Piruá, Valery e Willians;
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  • Mercado interno-mesa: – Branca, Colatina Ouro, Enxerto (Prata Anã), Grande Naine, Leite, Maçã, Mysore, Jangada, Nanica, Nanicão, Ouro, Ouro da Mata, Pachá Naadan, Padath, Platina, Poyo, Prata, Prata Zulu, São Domingos e São Tomé;
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  • Para fritar: Farta Velhaco, Figo cinza, Figo Vermelha, Maranhão, Ouro, Terra, Terra Caturra e Terrinha;
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  • Compota: Grande Naine, Nanica, Nanicão, Ouro, Piruá, São Domingos e Valery;
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  • Doce em massa: Branca, Grande Naine, Jangada, Nanica, Nanicão, Prata, Piruá, Valery e Willians;
  • Purê: Grande Naine, Jangada, Lacatan, Nanica, Nanicão, Poyo, Piruá, Valery e Willians.

 

Como Plantar Banana: Clima e Solo


A temperatura ideal para a bananeira está entre 20 e 24ºC, sendo aceitável a faixa de 15 a 35ºC. Temperaturas acima de 35ºC e, especialmente, abaixo de 12ºC provocam paralisação no seu desenvolvimento e danos aos frutos. O cultivar Nanica é o mais sensível ao frio e Maçã, o mais resistente.

Evitar áreas com ocorrência de geadas ou ventos fortes. O total de chuvas por ano deve ser superior a 1.800mm, chegando-se a um consumo de água em áreas irrigadas de 3.000mm ao ano.

O cultivar Ouro é pouco tolerante à falta de água, o Nanica e Nanicão, medianamente tolerantes, os outros resistem mais a períodos de seca. Umidade relativa alta, acima de 80%, favorece o desenvolvimento das plantas, entretanto, em áreas mais úmidas há maior incidência de doenças nas folhas e frutos.

Preferir solos bem drenados (lençol freático abaixo de 60cm), pouco acidentados e evitar os sujeitos à inundação.

Práticas de conservação do solo:
Plantar em nível; na formação do bananal em relevo acidentado, capinar ruas alternadas, utilizar culturas de cobertura entre as fileiras de plantas ou manter o solo coberto, manejando a vegetação espontânea com raçadeira ou herbicida. Dispor os pseudocaules cortados em fileiras, formando curvas de nível.

Como Plantar Banana: Propagação


Retirar mudas de bananeiras livres de nematóide, broca ou mal-do-panamá. Escalpelar toda a parte escura do rizoma. Em muda tipo filhote, eliminar raízes velhas. No caso de aquisição de mudas produzidas por biotecnologia, exigir garantia quanto ao percentual máximo de ocorrência de mutação somaclonal.

Como Plantar Banana: Plantio


Podem ser empregadas mudas tipo pedaço de rizoma ou rizoma inteiro (chifrinho, chifre, chifrão, replante ou guarda-chuva). Quanto mais leve a muda, mais tempo para frutificar.

Mudas produzidas por biotecnologia são mais precoces e perfilham mais. Colocar pouca terra sobre a muda; por ocasião da primeira capina, completar o fechamento da cova ou sulco.

Dispondo de irrigação, o plantio pode ser feito todo o ano; sem irrigação, preferir o início da estação das chuvas.

No caso de mudas obtidas a partir de cultura de tecidos, plantá-las diretamente no campo somente se houver boas condições de umidade.

Evitar o plantio em épocas com temperaturas menores que 15ºC.

Espaçamento:
Cultivares de porte baixo ou médio: 2 x 2m ou 2 x 2,5m;
Porte alto: 2 x 3m ou 3 x 3m.

Mudas necessárias:
Porte baixo ou médio: 2.000 ou 2.500 mudas por hectare; porte alto: 1.111 ou 1.333 mudas por hectare.

Covas:
30 x 30 x 30cm ou sulcos em nível com 30cm de profundidade.

Como Plantar Banana: Calagem e Adubação


Proceder à análise de solo para determinar as necessidades de adubação e calagem. A quantidade de adubo por planta varia em função de uma meta de produtividade, dos teores de P e K do solo e do espaçamento do bananal. Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%, usando sempre calcário dolomítico; manter o nível de Mg acima de 9,0mmolc/dm3.

  • Adubação de plantio: aplicar antes do plantio, por cova, 10 litros de esterco de curral curtido ou 2 litros de esterco de aves ou 1 litro de torta de mamona, especialmente em solos arenosos. Para uma meta de produtividade entre 20 a 50 t/ha e, dependendo do teor de P no solo (alto, médio ou baixo), aplicar 20 a 100 kg/ha de P2O5, misturados com a terra no fundo da cova ou sulco. Em solos deficientes, aplicar também 5kg/ha de Zn.
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  • Adubação de formação: para a mesma meta de produtividade e dependendo dos teores de P e K no solo, aplicar 40 a 70 kg/ha de N e 30 a 120 kg/ha de K2O aos 30-40 dias após o plantio. Aos 70 a 90 dias, aplicar 20 a 100 kg/ha de P2O5, mais 90 a 180 kg/ha de N e 70 a 280 kg/ha de K2O. Aos 120-150 dias aplicar mais 60 a 100 kg/ha de N, 50 a 170 kg/ha de K2O. Utilizar adubos (fontes de N ou P) que forneçam sulfato (30 kg/ha/ano de S). Distribuir o adubo em círculos de 100cm de diâmetro ao redor das plantas.
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  • Adubação de produção: as adubações anuais de N, P e K, por família de plantas, deverão ser ajustadas em função da produtividade esperada e dos teores de P e K obtidos pela análise de solo. Parcelar a adubação em três vezes (início, meio e fim da estação das chuvas) e em áreas irrigadas em seis vezes, distribuindo o adubo em uma faixa a 40cm, em semicírculo de 100cm de raio, na frente do rebento mais jovem (sentido do caminhamento do bananal). Aplicar por ano 120 a 500 kg/ha de N, 20 a 260 kg/ha de P2O5 e 130 a 730 kg/ha de K2O.

 

Como Plantar Banana: Pragas e Doenças

 

  • Broca e nematóides: plantar somente mudas livres de broca e nematóides; aos 30 dias após o plantio, aplicar nematicida sistêmico rente à muda e antes de fechar a cova, repetindo o tratamento após 6 meses. Em mudas obtidas por biotecnologia e em áreas livres de nematóide, não é preciso fazer esse tratamento no plantio. No bananal em produção, aplicar o nematicida logo após a colheita dentro da planta-mãe com o auxílio da lurdinha. Após 6 meses, repetir o tratamento dividindo a dose entre os filhos desbastados.
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  • Vírus: eliminar todas as plantas com sintomas.
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  • Mal-de-sigatoka: atomizar mensalmente de outubro a maio, óleo mineral com fungicida.
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  • Mal-do-panamá: utilizar cultivares tolerantes.

 

Como Plantar Banana: Reforma do bananal


Efetuar reformas periódicas nos bananais. Um indicador de ordem prática do momento em que o bananal exige uma reforma é a inexistência de neto quando da colheita da mãe.

Como Plantar Banana: Outros tratos culturais


Manter o solo sempre limpo com capinas manuais ou herbicida em jato dirigido. Em terrenos declivosos, fazer somente roçadas ou usar herbicida de contato.

Não empregar cultivares em bananais com mais de 1m de altura.
Após as adubações, eliminar as folhas velhas com penado ou facão e retirar as brotações supérfluas com a lurdinha, deixando apenas uma família por cova.

Escorar os cachos em bananais com raízes fracas ou em áreas sujeitas a ventos fortes.

Como Plantar Banana: Colheita e Produtividade


O ano todo, 12 meses após o plantio, quando a fruta atingir a plenitude de seu desenvolvimento (mercado interno) ou segundo o diâmetro da fruta solicitado pelo importador.

Produtividade Normal:
Um cacho por pé ao ano, com peso, segundo o cultivar, de 5 a 80kg.

Cultivaras Intercalares:
Feijão de mesa, apenas no período de formação. Não usar gramíneas.

Como Plantar Banana: Comercialização


A comercialização de frutos em cachos tende a diminuir, evoluindo para penca ou buquê (6 a 8 bananas) acondicionado em embalagens padronizadas (torito, caixa de madeira ou papelão). Frutos para mercados próximos podem ser climatizados (amadurecidos em estufa) nas regiões produtoras, para áreas mais diferentes, climatizar no destino.

O site Toda Fruta foi a principal fonte deste artigo.

Horta Caseira: Saiba Como Fazer

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Horta Caseira
Temperos e hortaliças viçosos sempre à mão. Como conseguir isso sem precisar ir ao mercado ou à feira mais próxima, o que nem sempre é garantia de produtos frescos? Uma boa solução é cultivar uma pequena horta caseira.

Fácil de montar e de manter, uma mini-horta é uma excelente opção para quem não tem muito espaço em casa ou mora em apartamento. Ela pode ser cultivada em jardineiras ou vasos em uma sacada ou até mesmo na área de serviço. Produtos cultivados em casa são mais saudáveis e saborosos, pois além de serem colhidos na hora, você sabe como foram cuidados.

Horta Caseira: decida o que plantar


Manjerona, alecrim, tomilho, segurelha, orégano, salsa, cebolinha, hortelã… Todos esses temperos podem ser cultivados em vasos ou em jardineiras – ensina Nunes. Também é possível plantar hortaliças e até pimenteiras.

Para escolher, é preciso primeiro avaliar o espaço disponível. Se for muito reduzido, talvez seja melhor optar apenas por alguns temperos mais utilizados. Depois, sempre é bom ir a uma casa de jardinagem para informar-se sobre suas características.

Algumas espécies são bem reproduzidas por sementes, outras são propagadas a partir de mudas. As dimensões que a planta pode tomar também são importantes de levar em consideração na hora de decidir.

Mas, de qualquer forma, plantas sempre precisam de luz. Por isso, deve ser escolhido um lugar bem iluminado para a horta – explica. Elas devem tomar sol direto em alguma parte do dia para que cresçam e fiquem viçosas.

Horta Caseira: recipientes e a sua preparação


Seja qual for o recipiente escolhido – vasos de qualquer formato ou jardineiras – todos eles devem ter furos embaixo para drenar a água. Também não devem ser muito baixos, pois secam rapidamente.

Vasos acomodam melhor ervas, pois não precisamos de uma quantidade grande por vez e elas se reproduzem com rapidez. Manjericão e salsa podem ser boas opções para esse tipo de recipiente.

Para preparar o vaso ou a jardineira, cubra totalmente os furos com uma camada de drenagem, que pode ser de argila expandida, pequenos cacos de vasos e telhas ou pedra britada. Depois coloque terra vegetal pura ou com húmus.

Se for plantar a partir de mudas, coloque a terra até a altura onde a base da muda for ficar para completar depois. No caso de utilizar sementes ou talos, pode completar o recipiente, mas sem enchê-lo em demasia. Deixe sempre uma pequena borda.

Horta Caseira: plantio da horta


Sementes devem ser postas em pequenos sulcos cavados com os dedos. Na embalagem está especificada a profundidade necessária. Mas não leve em conta o espaçamento indicado. Quando as mudas crescerem, deixe somente as vigorosas.Muitas plantas são reproduzidas a partir do plantio de um pequeno talo. Nesses casos, basta cortar um ramo com cerca de 10cm, remover a ponta e as folhas da base. Depois, é só enterrar os primeiros 4cm na terra.

Já no caso das mudas, basta acomodá-las no recipiente e completar com terra até a altura da que tiver vindo no saquinho em que foram compradas. Daí a necessidade de colocar previamente terra só até a altura da base da muda.Os vasos ou jardineiras devem ser bem regados após o plantio. E, apesar de ser necessário colocá-los em um lugar bem iluminado, deve-se evitar deixá-los sob o sol direto por muito tempo na primeira semana.

Horta Caseira: manutenção


É preciso manter a terra sempre úmida, mas não em excesso, pois isso apodrece as raízes. Dependendo do ambiente, regue todo dia ou de dois em dois. Recipientes grandes demoram mais tempo para secar.
Adubos também podem ser usados, mas o excesso pode queimar as plantas e matá-las. Coloque somente pequenas quantidades de húmus, adubos minerais ou adubos líquidos. Veja a quantidade e frequência indicadas.

Quando as plantas começarem a ficar com um aspecto ruim, é hora de replantar as mudas repetindo o processo. Quando for fazer isso, é aconselhável também trocar a terra dos vasos ou das jardineiras.
Por último, sempre que folhas doentes surgirem, retire-as para que isso não se espalhe para a planta ou para outras. Também fique atento com insetos para removê-los sempre que surgirem.

Fonte: Unilever

Como Plantar Violetas

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Como Plantar Violetas
A violeta é proveniente das montanhas de Tânger (na África do Norte), onde alcança um tamanho entre 15 e 20 cm. São inúmeras as variedades encontradas atualmente e novas continuam sendo pesquisadas e desenvolvidas.

É uma planta de clima quente com ciclo de produção de aproximadamente 32 semanas (20 semanas para formação da muda e mais 12 semanas para florescer).

Não tolera raios solares diretos. O índice de luz varia de acordo com a variedade, mas em geral com cerca de 10.000 a 15.000 lux consegue-se bons resultados.

Para as variedades que produzem folhas grandes, de cor verde intenso e hastes compridas, há necessidade de mais luz para o bom desenvolvimento, sendo que para as variedades de folhas claras, a necessidade é menor.

Depois de aprender como plantar girassol, vamos descobrir a partir de agora como plantar violetas.

Como Plantar Violetas: Características Gerais

 

  • Solo: rico em nutrientes minerais
  • Clima: entre 16 e 28 graus célsius
  • Área mínima: vasos de 12 centímetros de altura
  • Produção: o ano todo
  • Custo: R$ 0,65 para a formação de cada muda

 

Como Plantar Violetas

 

Início:
Violetas são fáceis de comprar, pois há muitos exemplares em diferentes pontos de venda.
Porém, com o uso de técnicas de hibridização, viveiristas possuem, em geral, ampla variedade de oferta.
Contudo, sempre é bom ter referências dos produtores para garantir a qualidade das flores.

Propagação:
Para reproduzir as violetas, o método mais prático é por meio do enraizamento das folhas, a partir de 5 centímetros de comprimento. Retire as folhas da segunda ou terceira carreira, contando de fora para dentro.

Corte o pecíolo – o pequeno cabo na base da folha -, deixando-o com um centímetro, pois, quanto mais longo ficar, mais tempo demorará a formação da muda.

Em um substrato preparado com casca de arroz queimada e vermiculita de textura grossa, encontrada em lojas de produtos agropecuários, fixe as folhas separadas, de forma que elas recebam boa luminosidade.
A temperatura recomendada do local de reprodução é de 21 graus célsius.

Transplante:
São realizados dois transplantes na produção de violetas. Entre oito e 12 semanas, as mudas estão prontas para o primeiro deles. De três a quatro brotos mais desenvolvidos são colocados em copos de plástico de 6 centímetros de diâmetro por 6 centímetros de altura ou em bandejas coletivas com substrato leve, de boa drenagem e rico em matéria orgânica.

Terra ou areia deve fazer parte da mistura. Aplique pequena concentração de fertilizantes químicos.
Após dois ou três meses, a planta já conta com folhas maiores e com o início dos botões florais, fase que indica estar pronta para o transplante definitivo em local rico em nutrientes minerais.

Vasos:
Em geral, as violetas são plantadas em vasos de plástico ou de barro de 12 centímetros de altura. Os vasos de barro apresentam melhor absorção da umidade.

No entanto, os modelos de plástico são mais procurados por ser mais leves e limpos, mesmo precisando de mais cuidados para impedir que haja encharcamento.

Cerca de 10 a 12 semanas após o plantio em vasos, as violetas estão prontas para a comercialização.

Ambiente:
O ciclo do cultivo de violetas deve ser realizado em ambiente fechado. Disponibilize uma estrutura como uma estufa. Coloque os vasos de violeta em bancadas de telhas de amianto, ripa de madeira ou grade de ferro, com 80 a 90 centímetros de altura do solo.

Temperaturas noturnas elevadas e diurnas mais baixas são adequadas para o desenvolvimento das violetas, desde que não ultrapasse o limite de 14 e 28 graus célsius, respectivamente. Evite a incidência do sol diretamente nas plantas com o uso de telas de sombreamento.

Irrigação:
Não pode ser excessiva para evitar que as raízes sejam atacadas por fungos e apodreçam. Na produção de mudas e no primeiro transplante, a recomendação é irrigação manual por aspersão.

Nos vasos, evite molhar as folhas e as flores. Prefira fazer regas nas horas mais frescas do dia.

Cuidados:
As violetas são suscetíveis a pragas e doenças. Ácaros podem ser combatidos com acaricidas à base de dicofol, clorobenzilato ou propargite; tripes, cochonilhas e pulgões, controlados com inseticidas sistêmicos.

A principal causa das enfermidades é a incidência de fungos que surgem quando há muita umidade. Faça pasteurização preventiva do substrato antes do plantio das mudas.

Fonte: Revista Globo Rural

Como Plantar Manjericão

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Como Plantar Manjericão
O manjericão (Ocimum basilicum L., Lamiaceae) é considerada uma planta perene, mas em condições de cortes sucessivos, a espécie apresenta boas produtividades até o segundo ano de cultivo. A senescência da parte aérea é mais rápida em situação de fertilizações pouco freqüentes, baixa disponibilidade hídrica e baixas temperaturas durante o inverno.

As diferentes espécies ou variedades de manjericão podem ser classificadas em função do aroma: doce, limão, cinamato ou canela, cânfora, anis e cravo e também a partir de características morfológicas da planta como: porte, formato da copa, tamanho e coloração da folhagem.

O manjericão de cor verde é o mais conhecido, sendo as espécies com folhas avermelhadas mais raras e mais aromáticas.

Depois de aprender como plantar orégano, vamos descobrir agora como plantar manjericão.

Como Plantar Manjericão: Características Gerais


  • Solo: fértil e de granulação média;
  • Clima: na faixa de 21 a 25 graus;
  • Área mínima: pequenas hortas, caixotes ou vasos;
  • Colheita: a cada 60 dias;
  • Custo: 2,50 reais a muda.

Início:
Antes de tudo, é preciso fazer uma análise do solo onde será plantado o manjericão. Um engenheiro agrônomo pode dar as orientações sobre as correções e fertilizações exigidas para o cultivo. Em vasos, assegure-se de que a terra seja fértil e de granulação média.

Plantio:
Plante a muda de manjericão no mês de setembro, início da primavera. É quando ocorrem as primeiras chuvas da estação. Use estacas de ponteiro, colocadas em bandejas de isopor de 200 células com substrato comercial. Elas devem ser mantidas irrigadas.

Espaçamento:
Depende do sistema de cultivo adotado, mas recomenda-se a distância de 60 centímetros entre linhas e 40 centímetros entre plantas.

Corte:
Faça o primeiro corte somente após três meses do plantio. Ele deve ser a 40 centímetros do nível do solo. Repita o processo a cada 50 ou 60 dias, ou quando observar que há uma aproximação das copas, a ponto de prejudicar as folhas mais baixas por impedir a luminosidade. Os cortes favorecem a produtividade, pois o manjericão volta a brotar e a ramificar.

Pragas e Doenças:
Embora seja bastante resistente, o manjericão pode ser atacado principalmente pela larva minadora, pelo bicho-mineiro e pelas doenças rhizoctoniose, fusariose e cercosporiose. Procure um agrônomo para melhor controlar esses problemas.

Tratos:
Em plantas que exigem cortes sucessivos, alguns tratos são necessários. Faça com freqüência capinas e controle de doenças e fertilizações. Assegure a disponibilidade de água.

Produção:
As folhas podem ser colhidas quando a planta atingir cerca de 1,2 metro de altura. Em geral, isso ocorre aos 60 dias. A primeira colheita, no entanto, é indicada somente após três meses do plantio.

Fonte: Revista Globo Rural

Como Plantar Acerola

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Como Plantar Acerola
A acerola (Malpighia emarginata ou Malpighia glabra), também conhecida popularmente como cereja-das-antilhas ou cereja-de-barbados, tem origem nas Antilhas, América Central e norte da América do Sul. Pertence à família das Malpighiaceae.

O fruto nasce na aceroleira, que é um arbusto de até três metros de altura, cujo tronco se ramifica desde a base e cuja copa é bastante densa com pequenas folhas verde-escuras e brilhantes. Suas flores, de cor rósea-esbranquiçada, são dispostas em cachos e têm floração durante todo o ano. Após três ou quatro semanas, se dá sua frutificação.

Por ser uma planta muito rústica e resistente, ela se espalhou facilmente por várias áreas tropicais, subtropicais e até semiáridas. A acerola, quando madura, tem uma variação de cor que vai do alaranjado ao vinho, passando pelo vermelho. Esta coloração é resultado da presença de antocianinas, especialmente pelargonidina e malvidina.

Valor Nutritivo da Acerola


A acerola é uma excelente fonte de vitamina C (ácido ascórbico), além de ser uma fonte razoável de pró-vitamina A. Também contém vitaminas do complexo B como tiamina (B1), riboflavina (B2) e niacina (B3), e minerais como cálcio, ferro e fósforo, embora os teores sejam baixos.

Como Plantar Acerola


Após aprender como plantar jabutibaca, vamos ver agora como plantar acerola.

Clima:
A aceroleira é uma planta de clima tropical, porém adapta-se bem em regiões de clima subtropical. Temperaturas entre 15ºC e 32ºC, com médias anuais em torno de 26ºC, são as mais favoráveis. Para que a mesma cresça e produza bem, também é fundamental uma adequada disponibilidade de água no solo. Precipitações entre 1200mm e 2000mm, bem distribuídas ao longo do ano, são consideradas ideais. Além disso, a planta é exigente quanto à insolação, que influencia bastante a produção de vitamina C.

Solo:
Solos profundos, areno-argilosos e bem drenados são os mais indicados.

Propagação:
Sementes (para a formação dos porta – enxertos), estaquia e enxertia por garfagem.

Substrato para Mudas:
Para a germinação de sementes e enraizamento de estacas recomenda-se o uso de areia lavada apenas ou acrescida de vermiculita, na proporção, em volume, de 1:1.

Para mudas em crescimento recomenda-se uma mistura composta à base de casca de pinus queimada (180,0 L), vermiculita (20,0 L), torta de mamona (3,0 L), calcário dolomítico (0,6 kg) e adição da fórmula NPK 10-10-10 (0,5 kg).

Época de Plantio:
Preferencialmente, no início ou durante a estação chuvosa; havendo possibilidade de irrigação, o plantio pode ser feito em qualquer época do ano, exceto no inverno em regiões com temperaturas inferiores a 15ºC.

Espaçamento:
5,0 m x 5,0 m ou 6,0 m x 4,0 m.

Práticas Culturais:
Para que a aceroleira produza bem, algumas práticas culturais são essenciais como o controle de plantas daninhas, adubações (baseadas na análise do solo), podas de formação e de limpeza, e irrigação (em regiões onde ocorre déficit hídrico nos meses mais quentes do ano).

Polinização:
Para um bom vingamento de frutos, a aceroleira depende da polinização das flores por insetos polinizadores, destacando-se abelhas do gênero Centris spp. Além disso, é recomendável o plantio intercalado de mais de uma variedade de acerola para favorecer a polinização cruzada.

Principais Pragas:
Bicudo do botão floral (Anthonomus acerolae); cigarrinha (Bolbonata tuberculata); cochonilha parda (Coccus hesperidium); formigas cortadeiras (Atta spp.); mosca das frutas (Ceratitis capitata); ortézia (Orthezia praelonga); percevejo vermelho (Crinocerus sanctus); pulgão (Aphis spp.) e nematóides (Meloidogyne spp.).

Principais Doenças:
Antracnose (Colletotrichum gloesporioides); cercosporiose (Cercospora sp.); seca descendente de ramos (Lasiodiplodia theobromae) e podridão de frutos (Rhizopus sp.).

Colheita:
Os frutos devem ser colhidos a cada dois ou três dias, retirando todos os frutos maduros e aqueles mudando de coloração, manuseando os mesmos com cuidado para evitar lesões e evitando deixá-los expostos ao sol após a colheita.

Pós-colheita:
Após a colheita, os frutos devem ser levados a uma casa de beneficiamento, onde são submetidos a uma seleção e lavagem com água fria.

Frutos para consumo ao natural são acondicionados em embalagens plásticas, pesados e conservados sob refrigeração à temperatura de 7 a 8ºC, por um período de até 10 dias.

Frutos destinados à exportação são armazenados sob congelamento à temperatura de -20ºC, que permite a conservação por mais tempo.

Produtividade:
A aceroleira produz três ou mais safras durante o ano, concentradas principalmente na primavera e verão, que dependem da disponibilidade de água no solo. A partir do 3º ou 4º ano do plantio, plantas adultas chegam a produzir acima de 40kg de frutos/planta/ano, que corresponde a uma produtividade em torno de 16t/ha.

Principais Usos:
A acerola apresenta elevado potencial para produtos processados (suco integral e polpa congelada) e indústria farmacêutica. Para uso doméstico, é geralmente consumida ao natural e na forma de sucos, geléias e doces de massa, podendo ser misturada a outros sucos de frutas como laranja, manga e mamão.

Fonte: Toda Fruta